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Artigos de Helena Araújo, Berlim
diário

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No dia 23 de Fevereiro, o primeiro reflexo foi de medo: no discurso imperialista de Putin tudo indica que a Ucrânia é um início. Depois será a vez dos Estados bálticos – um ataque à União Europeia. E nós, que faremos? Subitamente, viver em Berlim torna-se inquietante: se Putin decidir lançar uma bomba atómica, qual seria a cidade mais simbólica para o fazer?

Desejar a ausência dos outros

Desejar a ausência dos outros

Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.

Lembrar as vítimas do nazismo

Holocausto

Lembrar as vítimas do nazismo

27 de janeiro, a data em que o Exército Vermelho libertou Auschwitz, tornou-se o dia internacional em memória das vítimas do nazismo. Hoje quero lembrar Karl Stojka, e o seu aviso: “Não foi Hitler, nem Göring, nem Goebels, nem Himmler, nem nenhum desses quem me arrastou e espancou. Não. Foi o sapateiro, o vizinho, o leiteiro.”

Na hora da despedida

Angela Merkel

Na hora da despedida

16 anos. No seu último discurso como chanceler, Angela Merkel apontou alguns dos problemas mais graves do nosso tempo, nomeadamente os perigos que a Democracia corre, e a necessidade de lhes responder com firmeza, a importância do diálogo internacional, a importância de ver o mundo com os olhos dos outros. Um testamento político muito digno.

Pronto-a-vestir – Ascensão e queda do sector da moda berlinense

Pronto-a-vestir – Ascensão e queda do sector da moda berlinense

O ataque aos judeus alemães, preparado e perpetrado em todo o país pelos nazis no dia 9 de Novembro de 1938, teve no centro de Berlim um acto de poderoso carácter simbólico: do mesmo modo que em 1933 queimaram livros na praça em frente à universidade, em 1938 fizeram nova fogueira, a poucas centenas de metros dessa praça, para queimar tecidos e modelos do sector da moda berlinense, que se desenvolvera imenso ao longo do século anterior devido ao trabalho pioneiro de empresas de judeus.

Margot Friedländer: Os “seres humanos que me salvaram”

Margot Friedländer: Os “seres humanos que me salvaram”

Dia 12 de Outubro foi dia de “Salão Filarmónico” na Kammermusiksaal, em Berlim, e a convidada era Margot Friedländer, uma sobrevivente do Holocausto que fará 100 anos neste dia 5 de novembro. A sessão começou com Dagmar Manzel a cantar canções berlinenses dos anos 20. As canções descontraídas, divertidas, brejeiras que Margot terá ouvido em criança, no tempo da República de Weimar, pouco antes de os nazis chegarem ao poder.

É o vírus, estúpido!

É o vírus, estúpido!

No princípio da semana (22 março),  Angela Merkel reuniu com os ministros-presidentes dos estados alemães para tomar decisões sobre o que fazer perante o actual descontrolo da situação na Alemanha. As hesitações dos políticos e os truques que alguns responsáveis regionais arranjaram para iludir as regras combinadas por todos foram fatais para a luta contra a mutação inglesa. Esta terceira vaga está a ser ainda mais rápida e avassaladora do que já se temia.

Vacinas: Criticar sem generalizar

Vacinas: Criticar sem generalizar

Alguns colegas de coro começaram a falar dos espertinhos – como o político que se ofereceu (juntamente com os seus próximos) para tomar as vacinas que se iam estragar, argumentando que assim davam um bom exemplo aos renitentes. Cada pessoa tinha um caso para contar. E eu ouvia, divertida.

diário

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No dia 23 de Fevereiro, o primeiro reflexo foi de medo: no discurso imperialista de Putin tudo indica que a Ucrânia é um início. Depois será a vez dos Estados bálticos – um ataque à União Europeia. E nós, que faremos? Subitamente, viver em Berlim torna-se inquietante: se Putin decidir lançar uma bomba atómica, qual seria a cidade mais simbólica para o fazer?

Desejar a ausência dos outros

Desejar a ausência dos outros

Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.

Lembrar as vítimas do nazismo

Holocausto

Lembrar as vítimas do nazismo

27 de janeiro, a data em que o Exército Vermelho libertou Auschwitz, tornou-se o dia internacional em memória das vítimas do nazismo. Hoje quero lembrar Karl Stojka, e o seu aviso: “Não foi Hitler, nem Göring, nem Goebels, nem Himmler, nem nenhum desses quem me arrastou e espancou. Não. Foi o sapateiro, o vizinho, o leiteiro.”

Na hora da despedida

Angela Merkel

Na hora da despedida

16 anos. No seu último discurso como chanceler, Angela Merkel apontou alguns dos problemas mais graves do nosso tempo, nomeadamente os perigos que a Democracia corre, e a necessidade de lhes responder com firmeza, a importância do diálogo internacional, a importância de ver o mundo com os olhos dos outros. Um testamento político muito digno.

Pronto-a-vestir – Ascensão e queda do sector da moda berlinense

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O ataque aos judeus alemães, preparado e perpetrado em todo o país pelos nazis no dia 9 de Novembro de 1938, teve no centro de Berlim um acto de poderoso carácter simbólico: do mesmo modo que em 1933 queimaram livros na praça em frente à universidade, em 1938 fizeram nova fogueira, a poucas centenas de metros dessa praça, para queimar tecidos e modelos do sector da moda berlinense, que se desenvolvera imenso ao longo do século anterior devido ao trabalho pioneiro de empresas de judeus.

Margot Friedländer: Os “seres humanos que me salvaram”

Margot Friedländer: Os “seres humanos que me salvaram”

Dia 12 de Outubro foi dia de “Salão Filarmónico” na Kammermusiksaal, em Berlim, e a convidada era Margot Friedländer, uma sobrevivente do Holocausto que fará 100 anos neste dia 5 de novembro. A sessão começou com Dagmar Manzel a cantar canções berlinenses dos anos 20. As canções descontraídas, divertidas, brejeiras que Margot terá ouvido em criança, no tempo da República de Weimar, pouco antes de os nazis chegarem ao poder.

É o vírus, estúpido!

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No princípio da semana (22 março),  Angela Merkel reuniu com os ministros-presidentes dos estados alemães para tomar decisões sobre o que fazer perante o actual descontrolo da situação na Alemanha. As hesitações dos políticos e os truques que alguns responsáveis regionais arranjaram para iludir as regras combinadas por todos foram fatais para a luta contra a mutação inglesa. Esta terceira vaga está a ser ainda mais rápida e avassaladora do que já se temia.

Vacinas: Criticar sem generalizar

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Alguns colegas de coro começaram a falar dos espertinhos – como o político que se ofereceu (juntamente com os seus próximos) para tomar as vacinas que se iam estragar, argumentando que assim davam um bom exemplo aos renitentes. Cada pessoa tinha um caso para contar. E eu ouvia, divertida.

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“Faz o que o teu coração manda”

[Lugar (in)comum]

“Faz o que o teu coração manda” novidade

“Faz o que o teu coração manda”. Oferecida ou vendida através do cinema, da literatura, da autoajuda e dos gurus das redes sociais, a expressão promete liberdade. No entanto, pela irresponsabilidade que traz em si, atrevo-me a dizer que pode ser uma das expressões mais infantis e inconsequentes da cultura contemporânea. [Texto de Júlia Costa]

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[Entre Margens]

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Há pessoas que entram em nossas vidas tão cedo e permanecem por tanto tempo que deixamos de imaginar a possibilidade de perdê-las – não pelo ciclo natural da vida, já explico. De certa forma os anos, por si mesmos, parecem constituir uma espécie de garantia, de blindagem dos laços. [Texto de Denise Sabino Villanova, Brasil].

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