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Artigos de José Brissos-Lino
A alma de Eduardo Lourenço

A alma de Eduardo Lourenço

Em entrevista realizada em 2006 Eduardo Lourenço afirmava: “O que define o Homem é o facto de ele ser uma alma”, querendo significar que a pessoa humana está muito para lá da mera corporeidade. O país tem prestado homenagem ao insigne pensador, em especial nas últimas semanas, devido ao seu desaparecimento, mas o facto é que estamos perante um pensador com alma.

A alma de Eduardo Lourenço

O pecado cheira a sexo

De facto as religiões abraâmicas nunca souberam lidar de forma natural com a sexualidade humana. Na tradição cristã o pecado cheira a sexo. Parece que a escravatura, a exploração dos pobres pelos poderosos, o racismo, a xenofobia, a subjugação da mulher por uma organização patriarcal das sociedades, o roubo, as ofensas corporais, a violência doméstica, o genocídio, o comércio de armas de guerra, a fuga ao fisco, a pena de morte, o falso testemunho, a calúnia, a difamação, e tantos outros pecados não têm importância nenhuma quando comparados com as questões da sexualidade.

A alma de Eduardo Lourenço

Hamelin e a relativização do mal

Se o diabo em pessoa surgisse bem vestido, com um discurso conservador, a relativizar a falta de ética social, a falta de amor e de cuidado pelo próximo, aliado aos poderosos, mas a marginalizar minorias e a apontar o dedo a determinados comportamentos relacionados com uma certa moral sexual, muitos cristãos o seguiriam como os ratos seguiram o flautista de Hamelin, hipnotizados, até se afogarem no rio. No conto dos irmãos Grimm, O Flautista de Hamelin, narra-se a estória de como aquela comunidade germânica se viu livre duma praga de ratos, no séc. XIII.  

A alma de Eduardo Lourenço

52 ed Orbmevon

Assistimos hoje a uma versão açoriana de uma espécie de 25 de Novembro ao contrário (como no título). Se em 1975 a esquerda antidemocrática tentou tomar o poder pela força, agora é a direita antidemocrática a tentar fazê-lo encavalitada num PSD onde Sá Carneiro já teria muita dificuldade em rever-se.

A alma de Eduardo Lourenço

O Pacto de Mayflower

Há milénios que a utopia de um novo mundo está presente no imaginário dos povos. Desde a República de Platão, passando pela Terra Prometida “que mana leite e mel”, dos hebreus, pelas propostas humanistas de Erasmo de Roterdão, pela ilha de Thomas Moore (amigo de Erasmo) consagrada na sua obra Utopia (1516) e até ao Pacto de Mayflower (1620).

A alma de Eduardo Lourenço

“Make White House Great Again”

Portanto, a cultura trumpista está para lá da política. É sobretudo uma questão de decência. Como alguém disse, Trump é o mestre da mentira e está infectado pela desonestidade. Negou sempre a gravidade da pandemia, levando a que, tendo os Estados Unidos 4% da população mundial, tenham contado 20% das vítimas mortais do globo por covid-19.

A alma de Eduardo Lourenço

Adeptos de um deus menor

Querer defender a fé, ou o Deus da sua devoção, quando supostamente atacados é ridículo, porque a fé não se defende assim e porque se esse Deus Todo-Poderoso precisa de defensores é porque não será assim tão poderoso.

A alma de Eduardo Lourenço

Este país ainda não é para velhos

A pandemia só veio tornar evidente o abandono social dos mais velhos. Colocar um familiar num lar de idosos tornou-se potencialmente perigoso, por isso há que apostar num novo modelo de respostas sociais para os seniores.

A alma de Eduardo Lourenço

A alma de Eduardo Lourenço

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O pecado cheira a sexo

De facto as religiões abraâmicas nunca souberam lidar de forma natural com a sexualidade humana. Na tradição cristã o pecado cheira a sexo. Parece que a escravatura, a exploração dos pobres pelos poderosos, o racismo, a xenofobia, a subjugação da mulher por uma organização patriarcal das sociedades, o roubo, as ofensas corporais, a violência doméstica, o genocídio, o comércio de armas de guerra, a fuga ao fisco, a pena de morte, o falso testemunho, a calúnia, a difamação, e tantos outros pecados não têm importância nenhuma quando comparados com as questões da sexualidade.

A alma de Eduardo Lourenço

Hamelin e a relativização do mal

Se o diabo em pessoa surgisse bem vestido, com um discurso conservador, a relativizar a falta de ética social, a falta de amor e de cuidado pelo próximo, aliado aos poderosos, mas a marginalizar minorias e a apontar o dedo a determinados comportamentos relacionados com uma certa moral sexual, muitos cristãos o seguiriam como os ratos seguiram o flautista de Hamelin, hipnotizados, até se afogarem no rio. No conto dos irmãos Grimm, O Flautista de Hamelin, narra-se a estória de como aquela comunidade germânica se viu livre duma praga de ratos, no séc. XIII.  

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Há milénios que a utopia de um novo mundo está presente no imaginário dos povos. Desde a República de Platão, passando pela Terra Prometida “que mana leite e mel”, dos hebreus, pelas propostas humanistas de Erasmo de Roterdão, pela ilha de Thomas Moore (amigo de Erasmo) consagrada na sua obra Utopia (1516) e até ao Pacto de Mayflower (1620).

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