Só há uma coisa de que as pessoas gostam mais do que de fabricar heróis, é deitá-los por terra na primeira curva da estrada. Se Gouveia e Melo cair na asneira de entrar na política vai arrepender-se depressa.
Só há uma coisa de que as pessoas gostam mais do que de fabricar heróis, é deitá-los por terra na primeira curva da estrada. Se Gouveia e Melo cair na asneira de entrar na política vai arrepender-se depressa.
Porque sentirão os crentes a obrigação de “defender a honra” do seu deus[1] perante os que têm fé diferente, de forma violenta? Será esse deus assim tão fraco e impotente que não consegue sequer defender-se a si mesmo, ou os fiéis interiorizaram o conceito duma divindade mesquinha e vulnerável?
Foi há 175 anos que rebentou a primeira grande perseguição religiosa que Portugal conheceu, depois da missa na Sé Catedral do Funchal. Houve fiéis protestantes mortos e centenas deles tiveram que abandonar a ilha à pressa.
Cansado dos vinte anos de atoleiro militar no Afeganistão, Trump fechou um acordo de rendição com os talibãs, em 2020, para a retirada das tropas ocidentais, mas fê-lo nas costas dos aliados da NATO. Os ingleses já se vieram queixar.
Temos que escolher entre viver acantonados num território, agarrados a um passado longínquo, por mais glorioso que tenha sido, de modo saudosista e deprimido, ou darmo-nos ao mundo. De resto, apenas se optarmos pela segunda hipótese estaremos a ser fiéis à vocação histórica universal dos nossos antepassados.
A notícia da morte de Otelo (1936-2021) diz pouco sobre a sua vida, mas os comentários produzidos em público a esse respeito são extremamente elucidativos sobre os seus autores. No meio da cacofonia destaca-se a lucidez e sentido da História de Ramalho Eanes.
A ideia de associar o desporto a uma actividade lúdica, como no mundo antigo (mens sana in corpore sano, diria Juvenal), de modo a desenvolver a saúde física e mental mas também as boas relações entre indivíduos e as virtudes sociais parece estar há muito lançada por terra, pelo menos no futebol profissional.
Dizer apenas que todas as vidas são importantes é uma tirada lapalissiana. É óbvio que sim, mas o problema é que nem todas as vidas estão em risco devido a fenómenos sociais como o racismo, a xenofobia, a violência sobre mulheres e crianças, o abuso sexual e o tráfico de pessoas, já para não falar nesta economia que mata, no dizer do Papa Francisco.
Só há uma coisa de que as pessoas gostam mais do que de fabricar heróis, é deitá-los por terra na primeira curva da estrada. Se Gouveia e Melo cair na asneira de entrar na política vai arrepender-se depressa.
Porque sentirão os crentes a obrigação de “defender a honra” do seu deus[1] perante os que têm fé diferente, de forma violenta? Será esse deus assim tão fraco e impotente que não consegue sequer defender-se a si mesmo, ou os fiéis interiorizaram o conceito duma divindade mesquinha e vulnerável?
Foi há 175 anos que rebentou a primeira grande perseguição religiosa que Portugal conheceu, depois da missa na Sé Catedral do Funchal. Houve fiéis protestantes mortos e centenas deles tiveram que abandonar a ilha à pressa.
Cansado dos vinte anos de atoleiro militar no Afeganistão, Trump fechou um acordo de rendição com os talibãs, em 2020, para a retirada das tropas ocidentais, mas fê-lo nas costas dos aliados da NATO. Os ingleses já se vieram queixar.
Temos que escolher entre viver acantonados num território, agarrados a um passado longínquo, por mais glorioso que tenha sido, de modo saudosista e deprimido, ou darmo-nos ao mundo. De resto, apenas se optarmos pela segunda hipótese estaremos a ser fiéis à vocação histórica universal dos nossos antepassados.
A notícia da morte de Otelo (1936-2021) diz pouco sobre a sua vida, mas os comentários produzidos em público a esse respeito são extremamente elucidativos sobre os seus autores. No meio da cacofonia destaca-se a lucidez e sentido da História de Ramalho Eanes.
A ideia de associar o desporto a uma actividade lúdica, como no mundo antigo (mens sana in corpore sano, diria Juvenal), de modo a desenvolver a saúde física e mental mas também as boas relações entre indivíduos e as virtudes sociais parece estar há muito lançada por terra, pelo menos no futebol profissional.
Dizer apenas que todas as vidas são importantes é uma tirada lapalissiana. É óbvio que sim, mas o problema é que nem todas as vidas estão em risco devido a fenómenos sociais como o racismo, a xenofobia, a violência sobre mulheres e crianças, o abuso sexual e o tráfico de pessoas, já para não falar nesta economia que mata, no dizer do Papa Francisco.
Missa na Praça da Concórdia
“Em que fonte procurámos saciar a nossa sede?”, perguntou o Papa à multidãoFoi uma multidão eufórica que, neste sábado ao princípio da tarde, saudou o Papa Leão XIV, mal o papamóvel desembocou na rotunda do Arco do Triunfo, contornou o monumento e seguiu por uns Campos Elísios repletos de pessoas a agitar bandeirinhas. Demorou mais de meia hora até chegar à Praça da Concórdia, onde decorreu a celebração da Eucaristia.
Primeiro discurso em Paris
Leão XIV pede a França que nunca se resigne à guerra e alerta para os riscos de um “paraíso das máquinas”Num discurso que durou 22 minutos e terminou com os presentes no Palácio do Eliseu, em Paris, a aplaudir de pé, Leão XIV iniciou a sua visita a França pedindo ao país que “nunca” se resigne à perspetiva de uma guerra, e apelando ao diálogo e à diplomacia para construir a paz.
UNICEF revela
Mais de 35.900 crianças mortas ou mutiladas por armas explosivas em cinco anosMais de 35.900 crianças foram mortas ou mutiladas por armas explosivas entre 2021 e 2025, segundo uma nova análise da UNICEF, que alerta para o agravamento dos efeitos da guerra sobre a infância. A proporção de crianças vítimas deste tipo de armamento passou de 54% em...
Encontro no Vaticano
Seguro e Leão XIV em sintonia na defesa da paz: “Os problemas resolvem-se à mesa e não num campo de batalha”António José Seguro e o Papa Leão XIV estão de acordo na necessidade de pôr fim às guerras e procurar soluções para os conflitos através do diálogo. A conclusão resulta do encontro que o Presidente da República manteve esta quinta-feira, 24 de setembro, com o Papa, no Vaticano, e que António José Seguro relatou aos jornalistas como tendo sido uma conversa “muito importante e muito profunda”, centrada na paz, na dignidade humana e na esperança.
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