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Artigos de Júlia Costa
‘i’ de idoso – quando um dos nossos morre sem que tenhamos percebido

[Dicionário particular II]

‘i’ de idoso – quando um dos nossos morre sem que tenhamos percebido

Há poucos meses, em Espanha, foi descoberto o corpo mumificado de um idoso que morreu há 15 anos sem que ninguém desse pela sua ausência. O caso chocou pela crueza: o homem vivia sozinho, afastado da família, e só foi encontrado porque uma infiltração incomodou um vizinho. Durante uma década e meia, ninguém bateu à sua porta. Ninguém perguntou. Ninguém estranhou. [Texto de Júlia Costa].

‘h’ de humor e de hiena – o humor e o riso da hiena

[Dicionário particular II]

‘h’ de humor e de hiena – o humor e o riso da hiena

Dizem que o amor salva, e eu acredito. Mas também sei, por experiência própria, que há dias em que sobrevivo graças ao humor, em silêncio, sem aplausos, sem palco. O Humor e o Amor traduzem-se através de gestos de resistência contra o absurdo da existência, são ambos forma de abraçar o caos sem que me deixe engolir por ele. [Texto de Júlia Costa].

‘g’ de gente — gente que não bate assim

[Dicionário particular II]

‘g’ de gente — gente que não bate assim

Há gente que não bate assim. Não bate à porta, não bate o pé, não bate no peito. É gente que não exige, mas que está. Está nos bairros, nos transportes, nas filas, nos corredores dos supermercados, à porta de lojas. É “aquela gente” que vive ao nosso lado, no nosso prédio, mas que raramente vemos, nem queremos ver! [Texto de Júlia Costa].

‘f’ de frugalidade – a palavra que estamos proibidos de dizer!

[Dicionário particular II]

‘f’ de frugalidade – a palavra que estamos proibidos de dizer!

Quando foi a última vez que ouviu alguém dizer “frugalidade”? Falo da palavra dita com seriedade, como quem assume um ideal de vida. Pois, provavelmente, nunca, ou raras vezes, porque frugalidade é uma daquelas palavras que, por não ser dita e vivida, poucos sabem o que é e o que quer dizer. E quando alguém a diz, o mais comum é ouvir: “Frugalidade? Isso é o quê?” [Texto de Júlia Costa].

‘e’ de expressão – Onde é que está a linha que separa direito à liberdade de expressão e o ódio?

[Dicionário particular II]

‘e’ de expressão – Onde é que está a linha que separa direito à liberdade de expressão e o ódio?

A liberdade de expressão é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática. Através dela é garantido o direito de cada cidadão expressar livremente as suas ideias, opiniões, crenças e sentimentos. Mas, este direito não é absoluto, e é na tentativa de traçar limites que surge um dos grandes dilemas da contemporaneidade. [Texto de Júlia Costa].

“b” de bombom – a Bondade inexplicável de Deus

[Dicionário particular II]

“b” de bombom – a Bondade inexplicável de Deus

“Saber que Deus, sendo infinito, escolhe relacionar-se connosco através de gestos pequenos, quase impercetíveis, fascina-me. É como se, em vez de exibir a Sua grandiosidade, preferisse oferecer-nos um simples bombom — um mimo inesperado, doce, gratuito.” – A letra “B” do Dicionário Particular de Júlia Costa

‘i’ de idoso – quando um dos nossos morre sem que tenhamos percebido

[Dicionário particular II]

‘i’ de idoso – quando um dos nossos morre sem que tenhamos percebido

Há poucos meses, em Espanha, foi descoberto o corpo mumificado de um idoso que morreu há 15 anos sem que ninguém desse pela sua ausência. O caso chocou pela crueza: o homem vivia sozinho, afastado da família, e só foi encontrado porque uma infiltração incomodou um vizinho. Durante uma década e meia, ninguém bateu à sua porta. Ninguém perguntou. Ninguém estranhou. [Texto de Júlia Costa].

‘h’ de humor e de hiena – o humor e o riso da hiena

[Dicionário particular II]

‘h’ de humor e de hiena – o humor e o riso da hiena

Dizem que o amor salva, e eu acredito. Mas também sei, por experiência própria, que há dias em que sobrevivo graças ao humor, em silêncio, sem aplausos, sem palco. O Humor e o Amor traduzem-se através de gestos de resistência contra o absurdo da existência, são ambos forma de abraçar o caos sem que me deixe engolir por ele. [Texto de Júlia Costa].

‘g’ de gente — gente que não bate assim

[Dicionário particular II]

‘g’ de gente — gente que não bate assim

Há gente que não bate assim. Não bate à porta, não bate o pé, não bate no peito. É gente que não exige, mas que está. Está nos bairros, nos transportes, nas filas, nos corredores dos supermercados, à porta de lojas. É “aquela gente” que vive ao nosso lado, no nosso prédio, mas que raramente vemos, nem queremos ver! [Texto de Júlia Costa].

‘f’ de frugalidade – a palavra que estamos proibidos de dizer!

[Dicionário particular II]

‘f’ de frugalidade – a palavra que estamos proibidos de dizer!

Quando foi a última vez que ouviu alguém dizer “frugalidade”? Falo da palavra dita com seriedade, como quem assume um ideal de vida. Pois, provavelmente, nunca, ou raras vezes, porque frugalidade é uma daquelas palavras que, por não ser dita e vivida, poucos sabem o que é e o que quer dizer. E quando alguém a diz, o mais comum é ouvir: “Frugalidade? Isso é o quê?” [Texto de Júlia Costa].

‘e’ de expressão – Onde é que está a linha que separa direito à liberdade de expressão e o ódio?

[Dicionário particular II]

‘e’ de expressão – Onde é que está a linha que separa direito à liberdade de expressão e o ódio?

A liberdade de expressão é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática. Através dela é garantido o direito de cada cidadão expressar livremente as suas ideias, opiniões, crenças e sentimentos. Mas, este direito não é absoluto, e é na tentativa de traçar limites que surge um dos grandes dilemas da contemporaneidade. [Texto de Júlia Costa].

“b” de bombom – a Bondade inexplicável de Deus

[Dicionário particular II]

“b” de bombom – a Bondade inexplicável de Deus

“Saber que Deus, sendo infinito, escolhe relacionar-se connosco através de gestos pequenos, quase impercetíveis, fascina-me. É como se, em vez de exibir a Sua grandiosidade, preferisse oferecer-nos um simples bombom — um mimo inesperado, doce, gratuito.” – A letra “B” do Dicionário Particular de Júlia Costa

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Tudo é para sempre

[Entre Margens]

Tudo é para sempre novidade

Friedrich Nietzsche, na sua famosa teoria do eterno retorno, propôs que a existência de cada indivíduo se repete infinitamente até à eternidade. De facto, se concebermos o universo como infinito no tempo, é inevitável que concluamos que, o que quer que tenha alguma probabilidade de acontecer, mesmo a mais ínfima, não só já aconteceu infinitas vezes no passado como ocorrerá infinitas vezes no futuro. [Texto de Rúben Azevedo].

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