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Artigos de Luísa Ribeiro Ferreira
Para quem tocam os sinos?

Nas margens da filosofia (XXXVII)

Para quem tocam os sinos?

O título deste texto é tirado de um poema de John Donne, um autor inglês do século XVII que, como todos os bons poetas, se mantém plenamente actual e interpelante. Ernest Hemingway construiu a partir dele um romance belíssimo sobre a Guerra de Espanha e a solidariedade que provocou entre os combatentes antifranquistas.

Para quem tocam os sinos?

Nas margens da filosofia (XXXVI)

O telemóvel como “instrumento absoluto”

As teses inovadoras de Mc Luhan fazem hoje parte do mundo em que vivemos, ou seja do regresso em força do Big Brother orwelliano no qual o uso do telemóvel ocupa um lugar central, obrigando-nos a uma disponibilidade a todas as horas, numa ligação permanente impeditiva de quaisquer ausências e adiamentos.

Para quem tocam os sinos?

Todos os avós precisam de um neto

“Todos os avós precisam de um neto” é o título de um painel lisboeta, no início da Avenida Miguel Torga, quando se desce em direcção a Benfica. Passo por ele quase todos os dias, pois é perto de minha casa. E todos os dias me irrito com este pedido que transforma os avós em deficientes motores, com muletas e bengalas.

Para quem tocam os sinos?

O elogio do concreto em tempos de covid

A pandemia trouxe muitas alterações às nossas vidas. E uma delas é o novo modelo dos telejornais. Habituámo-nos a ver desfilar nos nossos écrans centenas de pessoas a serem injectadas, outras tantas transportadas em macas, outras ainda entubadas e sujeitas a tratamentos que nos arrepiam. É um desfile de gente, irmanada no estatuto comum de doentes, actuais ou possíveis, dos quais nos pretendemos demarcar, situando-nos no grupo dos não infectados.

Para quem tocam os sinos?

Identidade e Pandemia

Indubitavelmente que a pandemia também trouxe alterações positivas às nossas identidades pessoais e colectivas. A ideia de um homem dono e senhor da natureza foi substituída pela necessidade de cuidar do planeta e pela consciência das nossas obrigações enquanto habitantes do mesmo. O desafio diário para ultrapassar o modo habitual de lidar com os nossos medos intensificou a criatividade, levou a contactos diferentes com os amigos que apenas vemos online, manteve acesa a nossa sede de leitura partilhando livros e pedindo a filhos e netos que nos descarreguem músicas.

Que memórias guardamos da pandemia?

Que memórias guardamos da pandemia?

Ao pensar nas memórias desta pandemia o que me vem à ideia em primeiro lugar é a ausência – ausência de gente pois estarmos circunscritos ao núcleo reduzido dos familiares mais próximos; ausência do toque e do abraço, que devemos conter por razões profiláticas; ausência de amigos de carne e osso, gente com quem possamos conversar cara a cara ou em grupo sem necessidade de recorrer às redes sociais para falar do que sentimos, do modo como nos pesa a solidão, das alegrias e dos desgostos, partilhando as pequenas desgraças e felicidades do dia a dia.

Que memórias guardamos da pandemia?

Um livro que nos ajuda a resistir

Um dos aspectos positivos (se é que os há) desta pandemia é o facto de termos tempo para ler, escrever e pensar sem o stress habitual. E um dos livros que mais apreciei enquanto confinada foi A Resistência Íntima. Ensaio de uma filosofia da proximidade, de Josep Maria Esquirol.

Para quem tocam os sinos?

Nas margens da filosofia (XXXVII)

Para quem tocam os sinos?

O título deste texto é tirado de um poema de John Donne, um autor inglês do século XVII que, como todos os bons poetas, se mantém plenamente actual e interpelante. Ernest Hemingway construiu a partir dele um romance belíssimo sobre a Guerra de Espanha e a solidariedade que provocou entre os combatentes antifranquistas.

Para quem tocam os sinos?

Nas margens da filosofia (XXXVI)

O telemóvel como “instrumento absoluto”

As teses inovadoras de Mc Luhan fazem hoje parte do mundo em que vivemos, ou seja do regresso em força do Big Brother orwelliano no qual o uso do telemóvel ocupa um lugar central, obrigando-nos a uma disponibilidade a todas as horas, numa ligação permanente impeditiva de quaisquer ausências e adiamentos.

Para quem tocam os sinos?

Todos os avós precisam de um neto

“Todos os avós precisam de um neto” é o título de um painel lisboeta, no início da Avenida Miguel Torga, quando se desce em direcção a Benfica. Passo por ele quase todos os dias, pois é perto de minha casa. E todos os dias me irrito com este pedido que transforma os avós em deficientes motores, com muletas e bengalas.

Para quem tocam os sinos?

O elogio do concreto em tempos de covid

A pandemia trouxe muitas alterações às nossas vidas. E uma delas é o novo modelo dos telejornais. Habituámo-nos a ver desfilar nos nossos écrans centenas de pessoas a serem injectadas, outras tantas transportadas em macas, outras ainda entubadas e sujeitas a tratamentos que nos arrepiam. É um desfile de gente, irmanada no estatuto comum de doentes, actuais ou possíveis, dos quais nos pretendemos demarcar, situando-nos no grupo dos não infectados.

Para quem tocam os sinos?

Identidade e Pandemia

Indubitavelmente que a pandemia também trouxe alterações positivas às nossas identidades pessoais e colectivas. A ideia de um homem dono e senhor da natureza foi substituída pela necessidade de cuidar do planeta e pela consciência das nossas obrigações enquanto habitantes do mesmo. O desafio diário para ultrapassar o modo habitual de lidar com os nossos medos intensificou a criatividade, levou a contactos diferentes com os amigos que apenas vemos online, manteve acesa a nossa sede de leitura partilhando livros e pedindo a filhos e netos que nos descarreguem músicas.

Que memórias guardamos da pandemia?

Que memórias guardamos da pandemia?

Ao pensar nas memórias desta pandemia o que me vem à ideia em primeiro lugar é a ausência – ausência de gente pois estarmos circunscritos ao núcleo reduzido dos familiares mais próximos; ausência do toque e do abraço, que devemos conter por razões profiláticas; ausência de amigos de carne e osso, gente com quem possamos conversar cara a cara ou em grupo sem necessidade de recorrer às redes sociais para falar do que sentimos, do modo como nos pesa a solidão, das alegrias e dos desgostos, partilhando as pequenas desgraças e felicidades do dia a dia.

Que memórias guardamos da pandemia?

Um livro que nos ajuda a resistir

Um dos aspectos positivos (se é que os há) desta pandemia é o facto de termos tempo para ler, escrever e pensar sem o stress habitual. E um dos livros que mais apreciei enquanto confinada foi A Resistência Íntima. Ensaio de uma filosofia da proximidade, de Josep Maria Esquirol.

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O meu tio Fred

[Arquipélago Jerusalém]

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Contra a vaga da direita radical e de antisemitismo que assalta a França e a Alemanha e que tem expressão em vitórias eleitorais, gostaria de evocar o legado do meu tio-bisavô Fréderic Kohn-Abrest (1850-1893). Foi um ilustre jornalista, dramaturgo e ensaísta que viveu entre Paris e Viena e lutou nesses tempos longínquos para criar pontes entre os europeus. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Disponibilizada tradução provisória do Livro de Baruc e Carta de Jeremias

Bíblia da CEP

Disponibilizada tradução provisória do Livro de Baruc e Carta de Jeremias

A Comissão Coordenadora da Tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disponibilizou a tradução provisória do Livro de Baruc e da Carta de Jeremias, dando continuidade ao processo de revisão e tradução dos textos bíblicos. Como nas restantes publicações, a comissão convida os leitores a enviar sugestões e comentários para contribuir para a revisão do texto.

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