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Artigos de Margarida Cordo
Os dias não têm 24 horas

Os dias não têm 24 horas

E se de repente nos viessem dizer que cada dia passaria a ter apenas 16 ou 17 horas? Com a falta de tempo de que sempre nos queixamos iríamos, decerto, apanhar um susto. Não saberíamos como resolver tamanho corte e, com imensa probabilidade, entraríamos em stresse, esse companheiro que nos boicota a vida num padrão que, como alguém disse, se traduz por excesso de presente.

Os dias não têm 24 horas

Velhice aos 60, doença obrigatória

Fomos de férias. Que lugar-comum esse que apenas descreve a clássica paragem de Agosto! Nada de novo e tudo diferente ao ir e ao regressar. É mesmo estranho o que estamos a viver – um mundo de imprevistos e de incertezas, no qual antes pareciam só existir convicções e controlos; um lugar de todos e de ninguém, aquele que, antes, sem apregoar, deixava sempre um cantinho livre para quem quer que chegasse.

O caminho da vida

O caminho da vida

Um destes dias estive na festa de 60 anos de uma amiga. Parece estranho – 60 anos. Para os mais novos é muita, muita idade. Para quem já lá chegou ou chegará em breve, é uma existência com esperança de que mais possa ser desfrutado numa boa condição.

O caminho da vida

Homenageando o artesanato

Os novos tempos transformaram, ainda que provisoriamente, os hábitos que muitos de nós tínhamos bem arreigados. O conceito de descanso, tantas vezes associado a férias em paragens longínquas, passou a contemplar simplesmente sair de casa e chegar-se a destinos que, apesar de próximos, não tinham ainda sido, para muitos, explorados.

O caminho da vida

Quadrado da serenidade ou testemunho de ser

Desde há mais de um ano que uma percentagem muito significativa do que aparece escrito tem, direta ou indiretamente, a ver com o mundo em que o nosso mundo se transformou diante da invasão por esta pandemia de covid-19. Não se trata de uma secagem da imaginação humana, mas da pregnância que este fenómeno de tão larga escala assumiu.

O caminho da vida

Liberdade ou o valor das pequenas coisas

Vivemos dezenas de anos cheios de momentos especiais e de benefícios que insistimos em banalizar porque estavam ao nosso alcance, diria mesmo garantidos. Era pelo menos o que pensávamos. Atualmente parece que começamos a conhecer o valor das pequenas coisas e, se assim é, estamos a aprender uma grande lição.Muitas pessoas perdem tempo (gostava de poder dizer – perdiam) com detalhes que as coisificam.

O caminho da vida

Banco da solidariedade, experiência única

Sobre uma oportunidade de resistência coletiva     Muito se tem escrito e tenho escrito sobre a falta de saúde mental a que, provavelmente, estamos e estaremos sujeitos durante e após esta pandemia. Os números crescem, traduzidos por sofrimentos enquadráveis...

O caminho da vida

Deitar a toalha ao chão – ou ajuda mútua

As pessoas estão angustiadas, ansiosas, deprimidas, cansadas. Cansadas de ter de lutar em prol de não sei quê e contra um invisível que pode tornar-se avassalador; cansadas de fingir que acreditam no futuro; cansadas de ter de fazer de conta que conseguem ser felizes; cansadas de serem incompreendidas na sua dor; cansadas de não serem escutadas nos seus apelos; cansadas de disfarçar os seus reais problemas; cansadas de ver desonestidades e incompetências de alguns com consequências nefastas para quase todos.

Os dias não têm 24 horas

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E se de repente nos viessem dizer que cada dia passaria a ter apenas 16 ou 17 horas? Com a falta de tempo de que sempre nos queixamos iríamos, decerto, apanhar um susto. Não saberíamos como resolver tamanho corte e, com imensa probabilidade, entraríamos em stresse, esse companheiro que nos boicota a vida num padrão que, como alguém disse, se traduz por excesso de presente.

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Fomos de férias. Que lugar-comum esse que apenas descreve a clássica paragem de Agosto! Nada de novo e tudo diferente ao ir e ao regressar. É mesmo estranho o que estamos a viver – um mundo de imprevistos e de incertezas, no qual antes pareciam só existir convicções e controlos; um lugar de todos e de ninguém, aquele que, antes, sem apregoar, deixava sempre um cantinho livre para quem quer que chegasse.

O caminho da vida

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Um destes dias estive na festa de 60 anos de uma amiga. Parece estranho – 60 anos. Para os mais novos é muita, muita idade. Para quem já lá chegou ou chegará em breve, é uma existência com esperança de que mais possa ser desfrutado numa boa condição.

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Os novos tempos transformaram, ainda que provisoriamente, os hábitos que muitos de nós tínhamos bem arreigados. O conceito de descanso, tantas vezes associado a férias em paragens longínquas, passou a contemplar simplesmente sair de casa e chegar-se a destinos que, apesar de próximos, não tinham ainda sido, para muitos, explorados.

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Bíblia e atenção aos anciãos

[A Palavra e a vida]

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A fé bíblica solicita com vigor o respeito para com o ancião, também por ele ser frágil: “Levanta-te diante dos cabelos brancos e honra o rosto do ancião; teme o teu Deus” (Lev 19,32). Honrar os anciãos era abrir o futuro aos jovens. O sábio Ben Sira recomenda-o: “Não desprezes um ancião, porque também nós envelheceremos” (8,6). [Texto de Armindo Vaz, frade da Ordem dos Carmelitas Descalços]

Sínodo não tem princípio nem fim

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O caminho sinodal não se limita a um momento específico, mas constitui um processo contínuo de escuta, empenhamento e participação. A Igreja permanece sempre em caminho, procurando reconhecer, à luz do Evangelho, os desafios do presente e as respostas que o Espírito Santo lhe inspira. [Texto de Joaquim Armindo].

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