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Artigos de Rui Santiago
“Miñan”, um livro que eu precisava de ler

“Miñan”, um livro que eu precisava de ler

“Quando li este livro pela primeira vez, o que mais me tocou foi a coisa invisível: o exercício da escuta. Este livro não é comum por muitos motivos, mas o que mais me comove é este: o que me é dado ler é ainda a reverberação de um tempo largo de escuta.” [Texto de Rui Santiago]

Porque vou estar à conversa com um judeu e um muçulmano no dia 4 de fevereiro?

Porque vou estar à conversa com um judeu e um muçulmano no dia 4 de fevereiro?

Porque gosto tanto de ver as coisas de outros lugares, pensar com as palavras de outros, ouvir histórias e receber visões. Estar à conversa com um irmão judeu e com um irmão muçulmano significa entregar uma mão a um e a outra mão a outro e ficar feliz por me levarem a passear a ver o que eles quiserem. [Texto de Rui Santiago]

“Falar, falar, falar”

[Margem 8]

“Falar, falar, falar”

A gente habitua-se ao tom de enfado desta repetição, ao tom de denúncia de quem diz “falar, falar, falar” como se colocasse o dedo na ferida da nossa inconsequência. Nos piores casos, da nossa hipocrisia. Mas aconteceu-me outra coisa em julho. No podcast do Centro de Espiritualidade Redentorista (CER) temos a cada dia 9 uma conversa com alguém de quem gostamos.

Nem amnistia nem multas de trânsito

[Margem 8]

Nem amnistia nem multas de trânsito

As palavras que usamos contam. E há um sonho de esperança inesgotável que a palavra “amnistia” não é capaz de contar. Por sorte, temos uma outra: jubileu. Ou redenção, se me der para puxar a brasa redentorista à minha sardinha.

Agora, não sei o que fazer com esta teologia

[Margem 8]

Agora, não sei o que fazer com esta teologia

Foi há muitos anos, como quem recebe um dom, que encontrei na iconografia bizantina um manancial de sugestões teológicas. O caso começou com um ícone da Descida aos Infernos, uma linguagem poderosa da Ressurreição enquanto invasão de Vida pelo território da morte adentro e, assim sendo, linguagem explosiva da Ressurreição enquanto comunhão de Vida que a ninguém deixa de fora.

“’tis but a scratch”

[Margem 8]

“’tis but a scratch”

O tema podia ser um pormenor ou um sistema, um método que simplesmente já não funciona ou uma organização que desgraçadamente se estragou, mas há uma postura eclesial que se repete demasiado: reconhecer muito debilmente que aquilo que fazemos não está bem, mas resistir fortemente em mudar seja o que for. [A crónica de Rui Santiago]

Quase reprovei a latim

[Margem 8]

Quase reprovei a latim

Foi mesmo por pouco e ainda há quem lembre momentos tão hilariantes como aquele em que respondi ao professor que me perguntava, apontando o quadro, “O que está mal nesta frase?”, com um titubeante “Acho que deve ser os acentos, que faltam…” A sala deu uma gargalhada, o professor descompôs-se de riso também, e eu era o único que estava sem entender porquê. Afinal, para meu espanto, o latim não tinha acentos. Onde já se viu?

O Simão e a oração-menina que lhe apareceu

[Margem 8]

O Simão e a oração-menina que lhe apareceu

O Simão ainda tem o tamanho de menino que consegue caminhar por baixo da mesa de jantar. Inclina um bocadinho a cabeça, risonho, e passa de um lado ao outro com as suas aventuras. Tem os olhos que são todo um convite para o mundo. A vida é atraída por aqueles olhos e vai por ali adentro em torrente, com o entusiasmo de um ribeiro.

“Miñan”, um livro que eu precisava de ler

“Miñan”, um livro que eu precisava de ler

“Quando li este livro pela primeira vez, o que mais me tocou foi a coisa invisível: o exercício da escuta. Este livro não é comum por muitos motivos, mas o que mais me comove é este: o que me é dado ler é ainda a reverberação de um tempo largo de escuta.” [Texto de Rui Santiago]

Porque vou estar à conversa com um judeu e um muçulmano no dia 4 de fevereiro?

Porque vou estar à conversa com um judeu e um muçulmano no dia 4 de fevereiro?

Porque gosto tanto de ver as coisas de outros lugares, pensar com as palavras de outros, ouvir histórias e receber visões. Estar à conversa com um irmão judeu e com um irmão muçulmano significa entregar uma mão a um e a outra mão a outro e ficar feliz por me levarem a passear a ver o que eles quiserem. [Texto de Rui Santiago]

“Falar, falar, falar”

[Margem 8]

“Falar, falar, falar”

A gente habitua-se ao tom de enfado desta repetição, ao tom de denúncia de quem diz “falar, falar, falar” como se colocasse o dedo na ferida da nossa inconsequência. Nos piores casos, da nossa hipocrisia. Mas aconteceu-me outra coisa em julho. No podcast do Centro de Espiritualidade Redentorista (CER) temos a cada dia 9 uma conversa com alguém de quem gostamos.

Nem amnistia nem multas de trânsito

[Margem 8]

Nem amnistia nem multas de trânsito

As palavras que usamos contam. E há um sonho de esperança inesgotável que a palavra “amnistia” não é capaz de contar. Por sorte, temos uma outra: jubileu. Ou redenção, se me der para puxar a brasa redentorista à minha sardinha.

Agora, não sei o que fazer com esta teologia

[Margem 8]

Agora, não sei o que fazer com esta teologia

Foi há muitos anos, como quem recebe um dom, que encontrei na iconografia bizantina um manancial de sugestões teológicas. O caso começou com um ícone da Descida aos Infernos, uma linguagem poderosa da Ressurreição enquanto invasão de Vida pelo território da morte adentro e, assim sendo, linguagem explosiva da Ressurreição enquanto comunhão de Vida que a ninguém deixa de fora.

“’tis but a scratch”

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O tema podia ser um pormenor ou um sistema, um método que simplesmente já não funciona ou uma organização que desgraçadamente se estragou, mas há uma postura eclesial que se repete demasiado: reconhecer muito debilmente que aquilo que fazemos não está bem, mas resistir fortemente em mudar seja o que for. [A crónica de Rui Santiago]

Quase reprovei a latim

[Margem 8]

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Foi mesmo por pouco e ainda há quem lembre momentos tão hilariantes como aquele em que respondi ao professor que me perguntava, apontando o quadro, “O que está mal nesta frase?”, com um titubeante “Acho que deve ser os acentos, que faltam…” A sala deu uma gargalhada, o professor descompôs-se de riso também, e eu era o único que estava sem entender porquê. Afinal, para meu espanto, o latim não tinha acentos. Onde já se viu?

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[Margem 8]

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O Simão ainda tem o tamanho de menino que consegue caminhar por baixo da mesa de jantar. Inclina um bocadinho a cabeça, risonho, e passa de um lado ao outro com as suas aventuras. Tem os olhos que são todo um convite para o mundo. A vida é atraída por aqueles olhos e vai por ali adentro em torrente, com o entusiasmo de um ribeiro.

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