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Artigos de Ruy Ventura
A lição de uma catedral raiana

A lição de uma catedral raiana

Pode um edifício expressar o que somos ou devemos ser? Pode uma construção humana exprimir, mesmo sem o desejar, os movimentos contraditórios da humanidade, os seus paradoxos, as suas assunções, rebaixamentos e quedas? Creio que sim. Forma e função, o objecto arquitectónico pode entender-se também como uma escultura, tantas vezes mutante – ao sabor de quem a vai relendo, refazendo ou destruindo. [Texto de Ruy Ventura]

A lição de uma catedral raiana

Padre Acílio, da Obra da Rua: fortaleza e desassombro (um testemunho breve)

Há cinco ou seis anos fui director de turma de um aluno, vindo de África. Eram imensas as dificuldades que trazia ao chegar à Escola de Aranguez, no centro da cidade de Setúbal. Além de problemas graves de visão, havia ainda outros a resolver. A dado momento, precisei de falar com o encarregado de educação. Como não conseguia, enviei uma mensagem por correio electrónico. Foi parar a um destinatário incorrecto, mas tudo se resolveu. Sem que eu desse mais um passo, o recado chegou-lhe. O responsável por aquele rapaz não tardou muito a surgir na escola.

Sagrado é o amor – uma arqueologia da poesia de Sebastião da Gama

Pré-publicação

Sagrado é o amor – uma arqueologia da poesia de Sebastião da Gama

Cem anos depois do nascimento do poeta Sebastião da Gama (1924-1952), fica agora disponível a primeira antologia abrangente do muito que escreveu, organizada por Ruy Ventura. “Falecido com 27 anos, o autor de Campo Aberto deixou uma obra forte, espraiada por mais de oitocentos poemas, éditos e inéditos”. PRÉ-PUBLICAÇÃO.

A lição de uma catedral raiana

Penitência! Penitência! Penitência!

Folheei, com a atenção possível, tendo em conta o horror sentido, o relatório apresentado pela comissão nomeada pela Igreja, a fim de analisar os abusos sexuais praticados em contexto eclesial. Procurei o que lá não está: o nome das comunidades em que tais actos foram praticados, o nome das paróquias e freguesias onde cresceram os abusadores. (Opinião de Ruy Ventura)

O Sortilégio de Toledo

Pelas ruas da cidade

O Sortilégio de Toledo

Não é possível sair das ruas de Toledo. Se um qualquer sortilégio deveras nos atrai e nos conduz ao seu labirinto, estamos perdidos. Dizem-me que as grossas correntes penduradas por um arquitecto na abside exterior de San Juan de los Reyes são cadeias de quem foi libertado do cativeiro em terras mouriscas. Não acredito. Têm, antes, um ar de aviso.

A tábua do abade e a distância social

A tábua do abade e a distância social

Contaram-me numa vila transmontana que, indo certo dia o arcebispo de Braga visitar a paróquia, quis inspeccionar a casa do senhor abade, onde este vivia com jovem mulher a quem chamava criada. O prelado – cujo nome desconheço, mas dava ares do arguto e bom São Frei Bertolameu dos Mártires – andou por todos os compartimentos do tugúrio sacerdotal.

A lição de uma catedral raiana

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Há cinco ou seis anos fui director de turma de um aluno, vindo de África. Eram imensas as dificuldades que trazia ao chegar à Escola de Aranguez, no centro da cidade de Setúbal. Além de problemas graves de visão, havia ainda outros a resolver. A dado momento, precisei de falar com o encarregado de educação. Como não conseguia, enviei uma mensagem por correio electrónico. Foi parar a um destinatário incorrecto, mas tudo se resolveu. Sem que eu desse mais um passo, o recado chegou-lhe. O responsável por aquele rapaz não tardou muito a surgir na escola.

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Cem anos depois do nascimento do poeta Sebastião da Gama (1924-1952), fica agora disponível a primeira antologia abrangente do muito que escreveu, organizada por Ruy Ventura. “Falecido com 27 anos, o autor de Campo Aberto deixou uma obra forte, espraiada por mais de oitocentos poemas, éditos e inéditos”. PRÉ-PUBLICAÇÃO.

A lição de uma catedral raiana

Penitência! Penitência! Penitência!

Folheei, com a atenção possível, tendo em conta o horror sentido, o relatório apresentado pela comissão nomeada pela Igreja, a fim de analisar os abusos sexuais praticados em contexto eclesial. Procurei o que lá não está: o nome das comunidades em que tais actos foram praticados, o nome das paróquias e freguesias onde cresceram os abusadores. (Opinião de Ruy Ventura)

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Não é possível sair das ruas de Toledo. Se um qualquer sortilégio deveras nos atrai e nos conduz ao seu labirinto, estamos perdidos. Dizem-me que as grossas correntes penduradas por um arquitecto na abside exterior de San Juan de los Reyes são cadeias de quem foi libertado do cativeiro em terras mouriscas. Não acredito. Têm, antes, um ar de aviso.

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João da Cruz, o domínio do verso

Ano Jubilar de São João da Cruz (8)

João da Cruz, o domínio do verso novidade

Até Dezembro decorre o ano jubilar de São João da Cruz, celebrando o terceiro centenário da canonização e os 100 anos da sua proclamação como Doutor da Igreja Católica. O jubileu tem como lema “A esperança alcança tanto quanto espera” e propõe itinerários de renovação espiritual e mística. A propósito do ano jubilar, o 7MARGENS propõe mensalmente, aos dias 13/14 (assinalando o dia da sua morte, a 14 de Dezembro de 1591), um conjunto de textos do padre carmelita e teólogo Armindo Vaz. 

Um livro também nos pode revelar memórias

Trago comigo (16)

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Neste décimo sexto texto, e último dessa rubrica que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória, José Centeio, usando como pretexto o livro de Irene Vallejo “Manifesto pela Leitura”, revela-nos as suas memórias na descoberta da leitura e a sua paixão pelos livros.

Vinte e cinco anos depois

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A missão voltada para a habitação acessível

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