Pode um edifício expressar o que somos ou devemos ser? Pode uma construção humana exprimir, mesmo sem o desejar, os movimentos contraditórios da humanidade, os seus paradoxos, as suas assunções, rebaixamentos e quedas? Creio que sim. Forma e função, o objecto arquitectónico pode entender-se também como uma escultura, tantas vezes mutante – ao sabor de quem a vai relendo, refazendo ou destruindo. [Texto de Ruy Ventura]










