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Artigos de Sofia Távora
Ato de resistência

Ato de resistência

A resistência assume frequentemente o carácter de oposição a algo exterior que queremos combater. Contudo, arriscaria dizer que esta será sempre vã se não for precedida de uma firme resistência interior. Das maiores às menores mudanças que queremos operar no mundo, para serem bem-sucedidas todas têm de partir de um compromisso de honra assumido connosco próprios.

Ato de resistência

A Gaivota que nos ensinou o que é a esperança

Muitas vezes são invejadas as pessoas que abraçam a vida com uma atitude de esperança. Como se esta fosse um dom inato que permitisse viver com maior ligeireza. Contrariamente ao que se possa pensar, a esperança é um ato de resistência, um combate interior e, por vezes, exterior. Exige muitíssimo mais olhar o mundo com um olhar de esperança e de braços erguidos quando tudo parece perdido do que, pura e simplesmente, aceitar a dureza da realidade que não nos satisfaz.

Ato de resistência

Homens e as suas circunstâncias

O Homem é o Homem, e as suas circunstâncias. Estamos repletos de contradições e fragilidades. Essa é uma postura de humildade que importa reconhecer, não para nos calarmos e tornarmos seres formatados e desprovidos de sentido crítico. Antes, para assumir com franqueza as nossas posições e defendê-las. Silenciar é negar a singularidade humana. Negar humanidade e vivências com as quais todos poderão ter algo a aprender. Fugir ao contraditório destrói mais convicções do que as que protege.

Ato de resistência

Um justo chamado Angelo Roncalli

Angelo Roncalli teve um pontificado curto, menos de cinco anos, de 1958 a 1963. Devido à sua idade já avançada e estado de saúde frágil, no momento da sua eleição foi encarado como um Papa de transição. Foi, por isso, com grande surpresa que foi acolhida a notícia da convocação de um concílio ecuménico, o Concílio do Vaticano II, que viria a mudar a vida da Igreja, aproximando-a dos fiéis e reforçando a sua participação litúrgica.

Ato de resistência

Crer num Deus ferido

A fé tem de ser um ato de vontade e de resistência e não uma mera herança. O aparente silêncio de Deus desconcerta-nos e desafia-nos. Sob um prisma racional, há momentos em que parece não fazer o menor sentido continuar a acreditar. Tanto nas grandes “crises de fé” que possamos ter, mas também, e provavelmente com maior intensidade, nas pequenas e singelas desilusões da vida em que Deus parece ausentar-se.

Ato de resistência

A Trindade como reflexo da proximidade de Deus

François Varillon, sj, terá questionado, durante uma conferência, o que mudaria na nossa vida se Deus fosse uma só pessoa em vez de três. A pergunta é extremamente pertinente. Será que a nossa fé seria a mesma? A relação interior que cada um tem com Deus seria igual? Será que nos relacionamos com Deus como nas suas três pessoas? Estas e outras perguntas ficam a ecoar em nós perante esta pergunta provocadora.

Ato de resistência

A Senhora mais brilhante do que o Sol

Quem é afinal Maria de Nazaré, a escolhida por Deus para encarnar a nossa humanidade? Os Evangelhos referem-na poucas vezes. Esse silêncio dá mais espaço à nossa criatividade e até a um certo empossamento da Mãe de Jesus. Em torno da sua figura construímos aquilo a que poderíamos chamar “questões fraturantes” entre cristãos. Mais importante que dogmas e divergências é atendermos à figura de Maria. Quem é que ela é, ou pode ser, para nós?

Ato de resistência

Porque é que precisamos de beleza?

A arrebatadora frase de Fiódor Dostoiévski: “A beleza salvará o mundo” é quase uma provocação. Leva-nos a questionar uma certa ordem do mundo. Talvez por encararmos o ato de salvar como um sustento precário. Ao pensar nos inúmeros problemas existenciais que temos e nos dilemas que o mundo atravessa, vêm-nos à mente diversos cenários.

Ato de resistência

Ato de resistência

A resistência assume frequentemente o carácter de oposição a algo exterior que queremos combater. Contudo, arriscaria dizer que esta será sempre vã se não for precedida de uma firme resistência interior. Das maiores às menores mudanças que queremos operar no mundo, para serem bem-sucedidas todas têm de partir de um compromisso de honra assumido connosco próprios.

Ato de resistência

A Gaivota que nos ensinou o que é a esperança

Muitas vezes são invejadas as pessoas que abraçam a vida com uma atitude de esperança. Como se esta fosse um dom inato que permitisse viver com maior ligeireza. Contrariamente ao que se possa pensar, a esperança é um ato de resistência, um combate interior e, por vezes, exterior. Exige muitíssimo mais olhar o mundo com um olhar de esperança e de braços erguidos quando tudo parece perdido do que, pura e simplesmente, aceitar a dureza da realidade que não nos satisfaz.

Ato de resistência

Homens e as suas circunstâncias

O Homem é o Homem, e as suas circunstâncias. Estamos repletos de contradições e fragilidades. Essa é uma postura de humildade que importa reconhecer, não para nos calarmos e tornarmos seres formatados e desprovidos de sentido crítico. Antes, para assumir com franqueza as nossas posições e defendê-las. Silenciar é negar a singularidade humana. Negar humanidade e vivências com as quais todos poderão ter algo a aprender. Fugir ao contraditório destrói mais convicções do que as que protege.

Ato de resistência

Um justo chamado Angelo Roncalli

Angelo Roncalli teve um pontificado curto, menos de cinco anos, de 1958 a 1963. Devido à sua idade já avançada e estado de saúde frágil, no momento da sua eleição foi encarado como um Papa de transição. Foi, por isso, com grande surpresa que foi acolhida a notícia da convocação de um concílio ecuménico, o Concílio do Vaticano II, que viria a mudar a vida da Igreja, aproximando-a dos fiéis e reforçando a sua participação litúrgica.

Ato de resistência

Crer num Deus ferido

A fé tem de ser um ato de vontade e de resistência e não uma mera herança. O aparente silêncio de Deus desconcerta-nos e desafia-nos. Sob um prisma racional, há momentos em que parece não fazer o menor sentido continuar a acreditar. Tanto nas grandes “crises de fé” que possamos ter, mas também, e provavelmente com maior intensidade, nas pequenas e singelas desilusões da vida em que Deus parece ausentar-se.

Ato de resistência

A Trindade como reflexo da proximidade de Deus

François Varillon, sj, terá questionado, durante uma conferência, o que mudaria na nossa vida se Deus fosse uma só pessoa em vez de três. A pergunta é extremamente pertinente. Será que a nossa fé seria a mesma? A relação interior que cada um tem com Deus seria igual? Será que nos relacionamos com Deus como nas suas três pessoas? Estas e outras perguntas ficam a ecoar em nós perante esta pergunta provocadora.

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Quem é afinal Maria de Nazaré, a escolhida por Deus para encarnar a nossa humanidade? Os Evangelhos referem-na poucas vezes. Esse silêncio dá mais espaço à nossa criatividade e até a um certo empossamento da Mãe de Jesus. Em torno da sua figura construímos aquilo a que poderíamos chamar “questões fraturantes” entre cristãos. Mais importante que dogmas e divergências é atendermos à figura de Maria. Quem é que ela é, ou pode ser, para nós?

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