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Artigos de Teresa Vasconcelos
Nobel para Olga Tokarczuk, uma “mística na busca perpétua da verdade”

Nobel para Olga Tokarczuk, uma “mística na busca perpétua da verdade”

Uma das suas amigas, Kinga Dunin, explica sobre a vencedora do Nobel da Literatura, Olga Tokarczuk: “É uma mística na busca perpétua da verdade, verdade que só pode ser alcançada em movimento, transgredindo as fronteiras. Todas as formas, instituições e idiomas concertados são a morte.”

Tudo bem, nada mal…

Tudo bem, nada mal…

Quando há uns anos passei o mês de Agosto em Moçambique, fui tocada pela alegria e sentido positivo do povo moçambicano. Lembro-me de saudar as “mamãs” – as mulheres mais velhas – que vendiam frutas e legumes na rua perguntando-lhes: “Como vai a senhora?” Invariavelmente a resposta era “Tudo bem, nada mal!”… Uma lufada de ar fresco.

Tudo bem, nada mal…

Entre a Mata das Camarinhas e a greve do clima

Percorro diariamente, mais uma vez, a Mata das Camarinhas , entre Moledo e Caminha – um ritual de final de mês de Agosto que repito todos os anos.
Experimento aqui uma profunda comunhão com a natureza, com o mistério, como se entrasse numa catedral. Descubro-me balbuciando “Laudato Sí’” enquanto os meus pés calcam as agulhas dos pinheiros sobre o terreno bem arenoso.

Tudo bem, nada mal…

Criança no centro?

Há alguns anos atrás estive no Centro de Arte Moderna (Fundação Gulbenkian) ver uma exposição retrospetiva da obra de Ana Vidigal. Sem saber exatamente porque razão, detive-me por largos minutos em frente a este quadro: em colagem, uma criança sozinha no seu jardim; rodeando-a, dois círculos concêntricos e um enredado de elipses. Ana Vidigal chamou àquela pintura: O Pequeno Lorde.

Tudo bem, nada mal…

Os mais velhos

Esta questão é central nos tempos de hoje e na sociedade portuguesa. Que estamos a fazer dos nossos velhos? Fazem parte dos “descartados” da sociedade, como afirma o papa Francisco? São meros “utentes” de instituições que anseiam por mais um lugar vago para continuarem a ter lucro? Têm de pedir desculpa por ainda existirem? É urgente pensarmos nesta ordem de questões e encontrar alternativas.

Do México, “con cariño” – das Pirâmides de Teotihuacan  à Virgem de Guadalupe

Do México, “con cariño” – das Pirâmides de Teotihuacan à Virgem de Guadalupe

A cidade do México é uma cidade imensa de habitantes – mais do que a população de Portugal –, a 1.800 metros de altitude, a pérola da colonização espanhola do século XVI. Visitei a Plaza Mayor, bem mais larga e imponente do que a de Madrid, afirmando o domínio da nação colonizadora. Uma cidade de seculares contradições na diferença abissal entre os mais ricos e os mais pobres, com uma classe média trabalhadora mas empobrecida.

Clarice Lispector e Deus

Clarice Lispector e Deus

Clarice Lispector, grande escritora brasileira, nascida de uma família que teve de abandonar a Ucrânia devido às perseguições aos judeus, é considerada uma das grandes escritoras do século XX, a maior escritora judia depois de Kafka.

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Tudo bem, nada mal…

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Quando há uns anos passei o mês de Agosto em Moçambique, fui tocada pela alegria e sentido positivo do povo moçambicano. Lembro-me de saudar as “mamãs” – as mulheres mais velhas – que vendiam frutas e legumes na rua perguntando-lhes: “Como vai a senhora?” Invariavelmente a resposta era “Tudo bem, nada mal!”… Uma lufada de ar fresco.

Tudo bem, nada mal…

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Percorro diariamente, mais uma vez, a Mata das Camarinhas , entre Moledo e Caminha – um ritual de final de mês de Agosto que repito todos os anos.
Experimento aqui uma profunda comunhão com a natureza, com o mistério, como se entrasse numa catedral. Descubro-me balbuciando “Laudato Sí’” enquanto os meus pés calcam as agulhas dos pinheiros sobre o terreno bem arenoso.

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Há alguns anos atrás estive no Centro de Arte Moderna (Fundação Gulbenkian) ver uma exposição retrospetiva da obra de Ana Vidigal. Sem saber exatamente porque razão, detive-me por largos minutos em frente a este quadro: em colagem, uma criança sozinha no seu jardim; rodeando-a, dois círculos concêntricos e um enredado de elipses. Ana Vidigal chamou àquela pintura: O Pequeno Lorde.

Tudo bem, nada mal…

Os mais velhos

Esta questão é central nos tempos de hoje e na sociedade portuguesa. Que estamos a fazer dos nossos velhos? Fazem parte dos “descartados” da sociedade, como afirma o papa Francisco? São meros “utentes” de instituições que anseiam por mais um lugar vago para continuarem a ter lucro? Têm de pedir desculpa por ainda existirem? É urgente pensarmos nesta ordem de questões e encontrar alternativas.

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