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Covid-19: Afinal, não estamos todos no mesmo barco e é tempo de resolver isso

Covid-19: Afinal, não estamos todos no mesmo barco e é tempo de resolver isso

“Estamos todos no mesmo barco”, disse o Papa Francisco, a propósito da pandemia de covid-19. Mas será que estamos mesmo? Talvez uma ligeira adaptação da metáfora possa ser mais fiel à realidade: estamos todos no meio da mesma tempestade, mas em barcos diferentes. Ou pelo menos é isso que sugerem os estudos que têm vindo a ser publicados e que estabelecem uma relação direta entre fatores socioeconómicos e as consequências da covid-19. Um pouco por todo o mundo, as conclusões são as mesmas: os mais pobres e marginalizados são os que mais perdem, mais adoecem e mais morrem com o novo coronavírus. Perante isto, é tempo de decidir: deixamos que as desigualdades continuem a acentuar-se, ou a esta crise vamos responder de forma diferente?

Vamos falar de “distanciamento físico e solidariedade social”, em vez de “distanciamento social”

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Parar de falar em “distanciamento social” e passar a falar em “distanciamento físico” e solidariedade social. Esse é o objectivo de uma campanha internacional liderada pela Human Rights in Mental Health-FGIP, tendo em conta que a utilização do primeiro conceito pode significar apenas o aumento do isolamento social de que já sofrem muitos idosos ou pessoas com deficiência psicossocial ou física.

Bispos pedem a cientistas para não fazerem dos quenianos “cobaias”

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O Quénia foi o país escolhido para desenvolver diversos ensaios clínicos no âmbito de uma investigação da Organização Mundial de Saúde com o objetivo de encontrar a cura para a covid-19. Os bispos católicos do país mostraram-se apreensivos e pediram aos cientistas que sigam rigorosamente os procedimentos de segurança, para garantir que as pessoas não sejam transformadas em “cobaias”.

Onda de covid-19 atinge a Igreja Ortodoxa Russa

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A Rússia é o sétimo país mais atingido pelo novo coronavírus, tendo já ultrapassado o número de mortes da China, Irão e Turquia, e a Igreja Ortodoxa Russa está a ser particularmente afetada pela pandemia: vários mosteiros tornaram-se focos da doença, com centenas de religiosos infetados.

Quase 200 mil pedem ação urgente do governo brasileiro para evitar genocídio de indígenas

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Oprah Winfrey, Meryl Streep, Madonna, Naomi Campbell ou Brad Pitt são apenas alguns dos quase 200 mil que já assinaram a petição lançada pelo fotojornalista brasileiro Sebastião Salgado, pedindo ao governo brasileiro que tome “medidas urgentes para proteger os povos indígenas” que vivem na Amazónia da pandemia de covid-19. O arcebispo de Manaus, Leonardo Steiner, alerta: “o vírus já atingiu algumas comunidades indígenas” e descreve uma situação “fora de controle”.

Igrejas voltam a abrir portas, entre muitas polémicas, dúvidas e receios

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Em Portugal, tenta fazer-se a quadratura do círculo em que o país vai entrar, reabrindo igrejas, mas prevenindo o contágio. Polémicas teológicas e jurídicas, dúvidas sobre como fazer, medos do que possa acontecer atravessam o catolicismo em vários países europeus. As mesquitas, essas, devem permanecer fechadas durante o mês de Ramadão. 

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