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Precisamos de nos ouvir (31) – Cláudia Dominguez: Tempestade nossa de cada dia

Precisamos de nos ouvir (31) – Cláudia Dominguez: Tempestade nossa de cada dia

A inquietante incerteza tornou-se uma grande companheira dos últimos doze meses. Apareceu sem prenúncio e, em poucos dias, contaminou a minha mente e levou pelos ares os planos de uma doutoranda brasileira recém-chegada à cidade de Braga, em Portugal. Não foi a primeira vez e pode não ser a última. Tempestades são manifestações da (nossa) natureza.

Precisamos de nos ouvir (30) – David Lito: Morrer só, no meio de uma multidão!

Precisamos de nos ouvir (30) – David Lito: Morrer só, no meio de uma multidão!

Daqui a muitos anos, quando a minha memória tiver feito o favor de apagar várias coisas más que vivi nesta pandemia, tenho a certeza de que haverá uma imagem que não vou esquecer: a da solidão de uma idosa que durante alguma horas agonizou à minha frente, sozinha, perdida, sem uma mão, sem uma oração, até ao momento final.

Precisamos de nos ouvir (29) – Álvaro Laborinho Lúcio: Pandemia, heróis e sorrisos

Precisamos de nos ouvir (29) – Álvaro Laborinho Lúcio: Pandemia, heróis e sorrisos

E, de repente, o absurdo! Um vírus mau chegou-se à globalização e aproveitou-se dela. Um novo Anti-Cristo levou-nos a fugir das igrejas, a correr para casa, a guardar aí a fé e a descobrirmos como é pequena a diferença entre ciência e filosofia. Da ciência, reclamamos agora vacina, tratamento e cura. À filosofia, pedimos vida, isto é, pensamento, compaixão, humanidade.

Mãos à obra (1) – Admiradores Secretos: fazer o bem sem saber a quem

Mãos à obra (1) – Admiradores Secretos: fazer o bem sem saber a quem

Foi nessa simplicidade e informalidade de sofá que criámos dois formulários que decidimos enviar aos nossos amigos com esse desafio: se puderem ajudar, inscrevam-se como doadores; se precisarem de ajuda ou souberem de alguém que precise, inscrevam-se para a receber. Aquilo a que nos comprometíamos era a fazer o cruzamento de necessidades e doações, por região, e pôr em contacto (discreto) as famílias. E de repente, nascia a Admiradores Secretos.

Precisamos de nos ouvir (28) – Francisca Pimentel: A vida conjunta passou a ser intensa

Precisamos de nos ouvir (28) – Francisca Pimentel: A vida conjunta passou a ser intensa

Numa família a vida conjunta passou a ser intensa. É muito tempo juntos, são muitas necessidades, algumas exigências, birras e bastantes gargalhadas.

Estes tempos na cidade são duros, stressantes, solitários e muito, muito, sufocantes. No campo, existe uma leveza, o ar puro, a possibilidade de acompanhar as transformações da natureza, o simples abrir a porta e poder sair sabendo que não estamos a infringir a lei, nem a desrespeitar nenhuma regra; simplesmente é um privilégio que temos e estamos a usufruir dele ao máximo.

Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)

Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)

Corria o mês Fevereiro de 2020, se bem lembro, e a minha mãe avisou-me, dizem meu filho, que vem aí um mal que nos vai pôr em perigo a todos. A minha mãe, com quase noventa anos, é uma resistente, muito atenta ao mundo. A minha mãe gosta de dar. Fiquei inquieto e ao mesmo tempo desassombrado.

Precisamos de nos ouvir (25) – Fátima Almeida: A transfiguração do Desenvolvimento

Precisamos de nos ouvir (25) – Fátima Almeida: A transfiguração do Desenvolvimento

Há tempos e momentos que são mais propícios à reflexão e à interiorização, oferecendo-nos oportunidades de pensar, ou repensar, atitudes pessoais e realidades coletivas. E são estas oportunidades de refletir que, normalmente, nos abrem perspetivas de mudança, de ver novas formas de viver, de olhar novas respostas para combater injustiças, pobrezas e violações dos Direitos Humanos.

Precisamos de nos ouvir (31) – Cláudia Dominguez: Tempestade nossa de cada dia

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Precisamos de nos ouvir (30) – David Lito: Morrer só, no meio de uma multidão!

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Daqui a muitos anos, quando a minha memória tiver feito o favor de apagar várias coisas más que vivi nesta pandemia, tenho a certeza de que haverá uma imagem que não vou esquecer: a da solidão de uma idosa que durante alguma horas agonizou à minha frente, sozinha, perdida, sem uma mão, sem uma oração, até ao momento final.

Precisamos de nos ouvir (29) – Álvaro Laborinho Lúcio: Pandemia, heróis e sorrisos

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Mãos à obra (1) – Admiradores Secretos: fazer o bem sem saber a quem

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Foi nessa simplicidade e informalidade de sofá que criámos dois formulários que decidimos enviar aos nossos amigos com esse desafio: se puderem ajudar, inscrevam-se como doadores; se precisarem de ajuda ou souberem de alguém que precise, inscrevam-se para a receber. Aquilo a que nos comprometíamos era a fazer o cruzamento de necessidades e doações, por região, e pôr em contacto (discreto) as famílias. E de repente, nascia a Admiradores Secretos.

Precisamos de nos ouvir (28) – Francisca Pimentel: A vida conjunta passou a ser intensa

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Estes tempos na cidade são duros, stressantes, solitários e muito, muito, sufocantes. No campo, existe uma leveza, o ar puro, a possibilidade de acompanhar as transformações da natureza, o simples abrir a porta e poder sair sabendo que não estamos a infringir a lei, nem a desrespeitar nenhuma regra; simplesmente é um privilégio que temos e estamos a usufruir dele ao máximo.

Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)

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Corria o mês Fevereiro de 2020, se bem lembro, e a minha mãe avisou-me, dizem meu filho, que vem aí um mal que nos vai pôr em perigo a todos. A minha mãe, com quase noventa anos, é uma resistente, muito atenta ao mundo. A minha mãe gosta de dar. Fiquei inquieto e ao mesmo tempo desassombrado.

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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