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Uma mão vazia de compromissos

Uma mão vazia de compromissos

Perante a gravidade do que foi revelado e tendo sido identificados vários padres alegadamente abusadores ainda em actividade eclesiástica na igreja portuguesa, a expectativa sobre a reacção da Conferência Episcopal Portuguesa era necessariamente grande, mas a onda de desilusão e indignação com o que foi apresentado é enorme.

Bispos de Lisboa e Porto pedem mais dados antes de suspender alegados abusadores

Guarda e Braga afastam padres

Bispos de Lisboa e Porto pedem mais dados antes de suspender alegados abusadores

A diocese do Porto anunciou esta sexta-feira, 10 de março, ter iniciado investigações prévias relativas aos sete padres no ativo que constam da lista entregue pela Comissão Independente (CI), sem os suspender para já. Poucas horas antes, o patriarcado de Lisboa fazia saber que a lista nominal entregue ao cardeal Manuel Clemente incluía cinco clérigos no ativo. Foram solicitados mais dados à comissão que “permitam fundamentar a proibição do exercício público do ministério” e também aqui não se avançou, por enquanto, com qualquer afastamento.

Abusos sexuais: Blasfémia!

[O flagelo que não acaba (V)]

Abusos sexuais: Blasfémia!

A realidade nauseabunda dos abusos, o flagelo que não acaba, não é um problema português, nem italiano, nem francês, nem espanhol. É um problema da Igreja, de toda ela e, portanto, de todos nós que nos consideramos Igreja. Porque, embora não gostemos de o reconhecer, a nossa Igreja está podre até à raiz. (Crónica de Cristina Inogés Sanz, teóloga e integra a comissão metodológica do Sínodo dos Bispos católicos).

Abusos sexuais na Igreja: Quarenta dias e quarenta noites para (re)começar?

Opinião e debate

Abusos sexuais na Igreja: Quarenta dias e quarenta noites para (re)começar?

Tantas crianças abusadas por membros do clero! Como foi possível? Foram e são crianças, senhores! Exatamente aquelas que Jesus indicou como o foco do amor e da atenção, na sua imensa fragilidade e ternura: as crianças, os indefesos, os pobres, os que choram, os famintos, os presos, os negligenciados, os desamparados, os excluídos, os “pequeninos”. O que lhes fizestes a mim o fizestes, disse Jesus. (Opinião de Joaquim Azevedo)

Nenhuma vida é para ser pisada, abusada e muito menos tirada

Abusos sexuais na Igreja

Nenhuma vida é para ser pisada, abusada e muito menos tirada

Queremos romper os ciclos viciosos da vingança e os becos sem saída dos julgamentos sumários na praça pública. E ser capazes do perdão, da compaixão, aceitando as humilhações, relativizando-nos, porque nos purifica do ídolo que somos tentados a ser; Queremos dar o primeiro passo, pedir e dar perdão. — a leitura de Fernando Silva.

como havemos de resgatar a profecia?

como havemos de resgatar a profecia?

Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade, no Domingo VII do Tempo Comum A. Hospital de Santa Marta, Lisboa, 18 de Fevereiro de 2023.

Nós, os vencidos do catolicismo

Nós, os vencidos do catolicismo

Roubo o título para este texto ao poema de Ruy Belo e a um livro de memórias de João Bénard da Costa, que nos tumultuosos anos 1960 perderam a fé ou apenas a esperança, vencidos por uma Igreja velha, autoritária. Deixaram de lutar, perderam-se na luta da fé. Talvez como eu, sim, nestes tempos mais recentes. — a opinião de Miguel Marujo

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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