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Num mundo em guerra, não basta dizer que “todas as religiões são religiões de paz”

Diálogo inter-religioso debatido em Mafra

Num mundo em guerra, não basta dizer que “todas as religiões são religiões de paz”

É inegável: há uma “sombra palpável de medo” e uma “ansiedade generalizada” em Israel e na Palestina, que geram cada vez mais violência. O que fazer? “Mais do que lutar contra o medo, é preciso lidar com esse medo, trabalhar com esse medo, de ambos os lados”, defende Sarah Bernstein, mediadora de conflitos e especialista em diálogo inter-religioso. Natural do Reino Unido e a viver em Jerusalém há mais de dez anos, Sarah não duvida de que as religiões, podem, e devem, ter um papel fundamental nesse trabalho. Mas “têm de ir além de dizer que são todas religiões de paz”, alerta. “Há muito trabalho a fazer e é preciso aprender a fazê-lo em conjunto”.

Milhares de crianças afetadas pelos ataques de Israel no sul do Líbano

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Com o foco das atenções centrado em Gaza e na Cisjordânia, o sul do Líbano, incluindo o vale de Bekaa, tem sido alvo de ataques das tropas israelitas, que levaram a que, nos últimos meses, 90 mil pessoas tivessem de abandonar as suas casas, registando-se cerca de três centenas e meia de mortes e perto de milhar e meio de feridos.

Jesuítas sobre Gaza: “Não podemos ficar calados!”

Conflito traduz "ferida aberta", diz comunicado

Jesuítas sobre Gaza: “Não podemos ficar calados!”

“Quase seis meses de guerra em Gaza e as armas não se calaram. Nós, os membros da Companhia de Jesus (os Jesuítas), como tantos outros católicos, cristãos, homens e mulheres de todas as religiões e não crentes, recusamo-nos a ficar em silêncio”. Foi desta forma que a Companhia, ao nível global, veio a público, com uma posição tomada na passada sexta-feira, 29 de março, dia em que os cristãos assinalavam a paixão e morte de Jesus.

Papa apresenta o judeu Rami e o palestiniano Bassam, dois exemplos de paciência ativa na busca da paz

Audiência geral

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A audiência geral desta quarta-feira, 27, do Papa Francisco, teve na primeira fila dois amigos, um palestiniano e outro israelita, que partilham a dor de terem perdido as respetivas filhas na violência que há muito grassa na região. Ambos integram o Parents Circle Families Forum, um fórum criado em 1995 que reúne famílias de ambos os lados do conflito, afetadas pela morte de descendentes diretos, que procuram pôr em prática a convivência e uma “justiça sustentável”.

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