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Maioria dos franceses não acredita em Deus

Sondagem de setembro

Maioria dos franceses não acredita em Deus

A maioria dos franceses não professa nenhuma religião nem acredita em Deus. É a primeira vez que uma sondagem de âmbito nacional chega a esta conclusão. O inquérito nacional foi encomendado pela Associação de Jornalistas de Informação Religiosa ao instituto de sondagens IFOP e mostra que apenas 49% dos franceses confessa acreditar em Deus.

A ideia de Deus

A ideia de Deus

Não é certo que quem nasça numa família de forte tradição religiosa esteja em melhores condições do que qualquer outra pessoa para desenvolver a componente espiritual e uma relação com o divino. Pode acontecer exatamente o inverso. Crescer com uma ideia de Deus pode levar-nos a cristalizá-la nos ritos, hábitos ou procedimentos que, a dada altura, são desajustados ou necessariamente superficiais.

A origem do mal

A origem do mal

De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

“O grito”

“O grito”

Quem não conhece a pintura a óleo de Edvard Munch, que é posta a par da Mona Lisa? Como é possível que uma tela inerte, fechada em si, no silêncio perpétuo, arraste o nosso olhar como quem é atraído pelo mais tremendo grito de solidão? Quantas vezes na vida sentimos que somos um grito que perdeu a voz? Não haverá ninguém que nos ouça?

A ideia de Deus

Viver é Cristo, morrer é lucro

Tantos milénios soma a humanidade e a morte continua envolta numa densa névoa, como se não fosse um dos poucos factos de que podemos estar certos enquanto vivemos, para os outros e para nós próprios. Estranhamente, a morbidez escura e em surdina com que se vive o momento da morte e os que se lhe seguem alastra para todos os ambientes, incluindo os cristãos, como se não houvesse forma de contornar o politicamente correto negro de cara, veste e alma.

A ideia de Deus

Do tudo ao nada – o caminho necessário

Ao longo da sua itinerância, os crentes podem apresentar-se diante de Deus de duas formas: com as mãos cheias de méritos, esforços e conquistas ou com as mãos simplesmente vazias. Na génese das duas atitudes estão corações ávidos e comprometidos com Deus; o que varia é o modo e o modo pode fazer muita diferença. Penso que em geral todos começamos com grandes ímpetos de “acumulação”.

A origem do mal

Deus está infinitamente para além do medo

Acreditar em Deus será necessariamente viver no medo do imprevisível? Só se crermos num deus caprichoso, que ora nos dá graças, ora nos dá dores, independentemente do que façamos, como a Job. É verdade que a desgraça se pode abater sobre qualquer um. Alguns defendem, porém, que dispensar Deus ou deuses e limitar-se a um estrito naturalismo nos isenta de medos supersticiosos, como já a escola filosófica epicurista defendia. É que a natureza não tem caprichos nem humores…

A irrelevância de Deus?

A irrelevância de Deus?

Mas o que queria desde já destacar é o que me parece ser um desafio-paradigma (paradigma, pois põe a questão em termos diferentes dos habituais na análise de situações da Igreja): enfrentar o facto de Deus não ser relevante para muita gente. Esta questão da não relevância de Deus parece-me exposta com clareza no texto de apresentação do congresso de Dresden e que é a autoria dos dois teólogos, Mathias Sellmann (Ruhr – Universität Bochum) e Thomas Arnold (Katholische Akademie Dresden), que intervêm no artigo-debate acima referido.

Maioria dos franceses não acredita em Deus

Sondagem de setembro

Maioria dos franceses não acredita em Deus

A maioria dos franceses não professa nenhuma religião nem acredita em Deus. É a primeira vez que uma sondagem de âmbito nacional chega a esta conclusão. O inquérito nacional foi encomendado pela Associação de Jornalistas de Informação Religiosa ao instituto de sondagens IFOP e mostra que apenas 49% dos franceses confessa acreditar em Deus.

A ideia de Deus

A ideia de Deus

Não é certo que quem nasça numa família de forte tradição religiosa esteja em melhores condições do que qualquer outra pessoa para desenvolver a componente espiritual e uma relação com o divino. Pode acontecer exatamente o inverso. Crescer com uma ideia de Deus pode levar-nos a cristalizá-la nos ritos, hábitos ou procedimentos que, a dada altura, são desajustados ou necessariamente superficiais.

A origem do mal

A origem do mal

De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

“O grito”

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Quem não conhece a pintura a óleo de Edvard Munch, que é posta a par da Mona Lisa? Como é possível que uma tela inerte, fechada em si, no silêncio perpétuo, arraste o nosso olhar como quem é atraído pelo mais tremendo grito de solidão? Quantas vezes na vida sentimos que somos um grito que perdeu a voz? Não haverá ninguém que nos ouça?

A ideia de Deus

Viver é Cristo, morrer é lucro

Tantos milénios soma a humanidade e a morte continua envolta numa densa névoa, como se não fosse um dos poucos factos de que podemos estar certos enquanto vivemos, para os outros e para nós próprios. Estranhamente, a morbidez escura e em surdina com que se vive o momento da morte e os que se lhe seguem alastra para todos os ambientes, incluindo os cristãos, como se não houvesse forma de contornar o politicamente correto negro de cara, veste e alma.

A ideia de Deus

Do tudo ao nada – o caminho necessário

Ao longo da sua itinerância, os crentes podem apresentar-se diante de Deus de duas formas: com as mãos cheias de méritos, esforços e conquistas ou com as mãos simplesmente vazias. Na génese das duas atitudes estão corações ávidos e comprometidos com Deus; o que varia é o modo e o modo pode fazer muita diferença. Penso que em geral todos começamos com grandes ímpetos de “acumulação”.

A origem do mal

Deus está infinitamente para além do medo

Acreditar em Deus será necessariamente viver no medo do imprevisível? Só se crermos num deus caprichoso, que ora nos dá graças, ora nos dá dores, independentemente do que façamos, como a Job. É verdade que a desgraça se pode abater sobre qualquer um. Alguns defendem, porém, que dispensar Deus ou deuses e limitar-se a um estrito naturalismo nos isenta de medos supersticiosos, como já a escola filosófica epicurista defendia. É que a natureza não tem caprichos nem humores…

A irrelevância de Deus?

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Mas o que queria desde já destacar é o que me parece ser um desafio-paradigma (paradigma, pois põe a questão em termos diferentes dos habituais na análise de situações da Igreja): enfrentar o facto de Deus não ser relevante para muita gente. Esta questão da não relevância de Deus parece-me exposta com clareza no texto de apresentação do congresso de Dresden e que é a autoria dos dois teólogos, Mathias Sellmann (Ruhr – Universität Bochum) e Thomas Arnold (Katholische Akademie Dresden), que intervêm no artigo-debate acima referido.

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