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A aventura do regresso às origens

A aventura do regresso às origens

Postos a caminho pelo Papa Francisco, que colocou o “povo de Deus” no eixo do processo de discernimento sobre a Igreja no Terceiro Milénio, deparámo-nos espantosamente com a raiz do próprio cristianismo: essas comunidades de vida e de fé, tão próximas que eram “um só coração e uma só alma”, e tão cheias de amor a Deus.

A aventura do regresso às origens

Poetas sociais e a felicidade como efeito colateral

A felicidade como efeito colateral foi referida pelo psicólogo judeu Viktor Frankl no seu livro Em Busca de Sentido, que retrata a sua vivência nos campos de concentração. Diz Frankl: “Não procurem o sucesso. (…) Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.”

A aventura do regresso às origens

Onde menos se espera, aí está Deus

Por vezes Deus descontrola as nossas continuidades, provoca roturas, para que possamos crescer, destruir em nós uma ideia de Deus que é sempre redutora e substituí-la pela abertura à vida, onde Deus se encontra total e misteriosamente. É Ele, o seu espírito, que nos mostra o nosso nada e é a partir do nosso nada que podemos intuir e abrir-nos à imensidão de Deus, também nas suas criaturas, todas elas.

A aventura do regresso às origens

Transformados pela espera

Das virtudes teologais, a esperança é talvez a mais invisível, incompreendida e, no nosso tempo, desprezada. Custa esperar. Esperar o quê e para quê? E como se espera? 

A aventura do regresso às origens

A (necessária) arte do encontro

Os encontros revelam-nos sempre o nosso lugar no tempo e na história, desde que estejamos disponíveis para o movimento. Vamos para o encontro como somos e vamos como estamos. Muitas vezes estamos de ego tão exacerbado e de alma tão conturbada que apenas nos transportamos para os encontros, como caixas fechadas e vociferando impressões, sem nada ouvir e receber de quem nos rodeia.

A aventura do regresso às origens

O difícil não vem de Deus

Bem sabe o Criador do que somos feitos, criaturas tão repetitivas no erro e tão errantes nos passos que é certo que não se nos pode pedir senão o básico. Mas ainda que não fosse pela nossa inépcia, é evidente que Deus tem preferência pela simplicidade como se não quisesse contar com o nosso brilhantismo para transmitir a Sua luz.

A ideia de Deus

A ideia de Deus

Não é certo que quem nasça numa família de forte tradição religiosa esteja em melhores condições do que qualquer outra pessoa para desenvolver a componente espiritual e uma relação com o divino. Pode acontecer exatamente o inverso. Crescer com uma ideia de Deus pode levar-nos a cristalizá-la nos ritos, hábitos ou procedimentos que, a dada altura, são desajustados ou necessariamente superficiais.

A ideia de Deus

Eros e Ágape: Confundidos sobre o amor

Eros, o amor passional, e ágape, o amor sacrificial, continuam em batalha campal nas nossas vidas, como se não fosse possível juntá-los à mesma mesa, que é como quem diz, assumi-los por inteiro e integrá-los a ambos no leque dos bons amigos. A confusão radica nas dualidades que somos propensos a fazer, dividindo o que está destinado a ser junto e atribuindo dísticos de “bom” e “mau” a realidades que se limitam a ser.

A aventura do regresso às origens

A aventura do regresso às origens

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A felicidade como efeito colateral foi referida pelo psicólogo judeu Viktor Frankl no seu livro Em Busca de Sentido, que retrata a sua vivência nos campos de concentração. Diz Frankl: “Não procurem o sucesso. (…) Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, e só tem lugar como efeito colateral de uma dedicação pessoal a uma causa maior que a pessoa ou como subproduto da rendição pessoal a outro ser.”

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Por vezes Deus descontrola as nossas continuidades, provoca roturas, para que possamos crescer, destruir em nós uma ideia de Deus que é sempre redutora e substituí-la pela abertura à vida, onde Deus se encontra total e misteriosamente. É Ele, o seu espírito, que nos mostra o nosso nada e é a partir do nosso nada que podemos intuir e abrir-nos à imensidão de Deus, também nas suas criaturas, todas elas.

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O difícil não vem de Deus

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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