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Quando a escola é mesmo uma comunidade

O poder do trabalho em conjunto

Quando a escola é mesmo uma comunidade

Os exemplos são apenas isso. Breves exemplos das últimas semanas. Extraídos de uma vertigem avassaladora de início de um novo ano letivo. São, no entanto, ilustrações fidedignas, reais, de uma comunidade em acção. Digo comunidade. E não Administração. Ou Governo. Ou Direcção.

Novo ano letivo: regressar ao normal?

Novo ano letivo: regressar ao normal?

Após dois conturbados anos letivos, devido à pandemia, as escolas preparam-se para um terceiro ano ainda bastante incerto, mas que desejam que seja o mais normal possível. O regresso à normalidade domina as declarações públicas de diretores escolares e de pais, alunos e professores. Este desejo de regresso à normalidade, sendo lógico e compreensível, após dois anos de imensa instabilidade, incerteza e experimentação, constitui ao mesmo tempo um sério problema.

O regresso à escola má

O regresso à escola má

Custa-me imenso falar de educação. A sério. Dói-me. Magoa fundo. O mal que temos tratado a educação escolar nas últimas décadas. Colectivamente. Geração após geração. Incomoda-me a forma como é delegada para planos secundários perante a suposta urgência de temas tão mais mediáticos e populares. Quando nada me parece mais urgente.

Escola: prisão ou libertação?

Escola: prisão ou libertação?

Evitar o doutrinamento das crianças dá trabalho. Por um lado, necessitam de uma espécie de “catecismo elementar”, onde tudo venha explicado e estruturado de acordo com o seu desenvolvimento. Por outro lado, esta cultura inicial e maneira peculiar de olhar o mundo não podem ser prisão: pouco a pouco, de acordo com o ritmo da criança, virá a escolha de um trabalho personalizado e criativo.

168 milhões de crianças sem aulas há um ano

168 milhões de crianças sem aulas há um ano

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estima que mais de 168 milhões de crianças em todo o mundo perderam um inteiro ano escolar devido ao encerramento continuado das suas escolas e que cerca de 214 milhões ficaram sem mais de três quartos do tempo letivo desde o início da pandemia.

Segunda leitura – Quem dá o pão…

Segunda leitura – Quem dá o pão…

A reportagem era sobre as saudades da escola, sobre a falta que ela fazia. Melhor: sobre a falta que dela se sentia. Que não é exatamente a mesma coisa, mas adiante… Claro que sim, claro que sentiam a falta, meninas e meninos a uma só voz, e de quê?, pois de tudo, de estar com os amigos, de aprender muitas coisas novas, de estar com os amigos, de jogar e brincar no recreio, de estar com os amigos outra vez…

Fé e ciência: duas asas para um mesmo voo

Fé e ciência: duas asas para um mesmo voo

No pensamento e no olhar que temos acerca do mundo importa superar alguns monolinguismos. A visão que se produz a partir de uma única ótica pode tornar-se verdadeiramente redutora e empobrecedora do espírito humano, chegando mesmo a limitar o nosso horizonte de conhecimento. Muitos desses monolinguismos tendem a alimentar narrativas conflituais ou mesmo antagónicas – como sejam, a título de exemplo, fé vs. razão; religião vs. ciência; transcendência vs. imanência.

Mais tempo não é mais eternidade: evocação do padre Alberto Azevedo, nos 10 anos da sua morte

Mais tempo não é mais eternidade: evocação do padre Alberto Azevedo, nos 10 anos da sua morte

A primeira imagem que guardo do padre Azevedo, à entrada do Liceu Sá de Miranda, teria eu 13 ou 14 anos, é de um homem franzino, num fato preto, com chapéu, um cigarro eternamente aceso entre os dedos longos. Sentava-se, olhava-nos de frente, com um genuíno interesse e atenção (a adolescência possui antenas longas para detectar este tipo de pessoas), ouvia-nos, respondia-nos sempre com outras perguntas. No fim das aulas convidava-nos para um café, pagava-nos um bolo no Viana, e a conversa fluía pela tarde dentro.

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O regresso à escola má

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Custa-me imenso falar de educação. A sério. Dói-me. Magoa fundo. O mal que temos tratado a educação escolar nas últimas décadas. Colectivamente. Geração após geração. Incomoda-me a forma como é delegada para planos secundários perante a suposta urgência de temas tão mais mediáticos e populares. Quando nada me parece mais urgente.

Escola: prisão ou libertação?

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168 milhões de crianças sem aulas há um ano

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A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) estima que mais de 168 milhões de crianças em todo o mundo perderam um inteiro ano escolar devido ao encerramento continuado das suas escolas e que cerca de 214 milhões ficaram sem mais de três quartos do tempo letivo desde o início da pandemia.

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“O importante é participar”

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Quando os meus netos eram pequenos, acompanhava-os às suas atividades desportivas. E enquanto à minha volta pais e familiares entoavam a sagrada ladainha: “Não faz mal… o importante é participar!”, eu sentia arrepios na nuca. [Texto de Júlia Costa]

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