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O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Entrei pela primeira vez no Campo de Auschwitz, na Polónia, no passado dia 5 de maio. Na viagem de autocarro que começara na belíssima Cracóvia aumentava a minha ansiedade e não conseguia abstrair-me das minhas perguntas de há tantos anos: como se entra num lugar como aquele, sabendo hoje o que sabemos? O que se sente? O que se traz em nós quando depois fazemos o trajeto de regresso que milhares de outros não puderam fazer?

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Mulheres do Irão – a liberdade em forma de grito que não se cala

“Mulher, Vida, Liberdade” é mais do que um slogan, é o grito e a bandeira de um poderoso movimento de protesto contra o regime iraniano, que se levantou logo após o bárbaro assassinato de uma jovem iraniana de 22 anos, às mãos da chamada «polícia da moralidade», por alegado incumprimento da lei relativa ao uso obrigatório do véu. (Opinião de Isabel Estrada Carvalhais)

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Voluntários no mundo – ‘És meu irmão amigo, és meu irmão’

Na sua forma mais simples, que até uma criança entende, ser solidário começa assim, neste imaginar-se na condição do outro, neste entender a sua dor, mesmo que não se saiba que a isso se chama empatia. Para uma criança, bastará. Mas à medida que crescemos, crescem as dores do mundo, e vamos percebendo que não basta a nossa empatia para as sossegar, muito menos para as curar. É preciso ação. E é neste sentido de urgência que emerge o voluntariado como uma das formas mais nobres e mais belas de expressar a nossa humanidade, de sermos verdadeiramente irmãos do Outro.

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

“Carta a Nikola”– um filme-poema para um filho e para a Humanidade

Hoje falo-vos de um filme-poema-carta que tive a oportunidade de ver esta semana por iniciativa da Margarida Marques que levou este filme ao Parlamento Europeu. Filme-poema-carta. É assim que chamo a ‘Carta para Nikola’, o filme da jovem realizadora grega Hara Kaminara. Não é um filme de circuito comercial, e não é só um filme. Logo à primeira imagem, percebo que somos como que convidados a entrar na intimidade de um olhar. ‘Há que fazê-lo, portanto, com respeito’, penso para mim.

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Refugiados e migrantes como armas em jogos geopolíticos

Colocar voluntários e organizações humanitárias ao nível das máfias organizadas que traficam milhares de pessoas causa-me repulsa, mas não chega a provocar-me espanto. De facto, estamos apenas perante um novo patamar na tendência que se desenha já há décadas, de securitização dos discursos e práticas de diversos governos em relação aos refugiados e migrantes.

“Verdade” e preconceito

“Verdade” e preconceito

Comecei por dizer que escrevo hoje como cidadã, académica e mãe. E é sobretudo como Mãe que me preocupa este tipo de ignorância, que atua não como natural ausência de saber, mas como espaço alternativo de construção e dogmatização de ‘verdades’ nascidas do preconceito (seja ele social, racial, étnico, de género, ou outro). Preocupa-me o papel que nós adultos temos na formação das opiniões e, sobretudo, na criação das lentes pelas quais os nossos filhos começam a ler o mundo.

“Verdade” e preconceito

Porque (não) falo de Aylan

A folha virtual aberta no ecrã do computador apresenta um branco que não é menos penoso nem menos frustrante que o branco níveo de uma folha de papel. A possibilidade de lhe diminuir a intensidade do brilho torna-a momentaneamente mais cinzenta, mas não resolve o drama: devo escrever?

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Entrei pela primeira vez no Campo de Auschwitz, na Polónia, no passado dia 5 de maio. Na viagem de autocarro que começara na belíssima Cracóvia aumentava a minha ansiedade e não conseguia abstrair-me das minhas perguntas de há tantos anos: como se entra num lugar como aquele, sabendo hoje o que sabemos? O que se sente? O que se traz em nós quando depois fazemos o trajeto de regresso que milhares de outros não puderam fazer?

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Mulheres do Irão – a liberdade em forma de grito que não se cala

“Mulher, Vida, Liberdade” é mais do que um slogan, é o grito e a bandeira de um poderoso movimento de protesto contra o regime iraniano, que se levantou logo após o bárbaro assassinato de uma jovem iraniana de 22 anos, às mãos da chamada «polícia da moralidade», por alegado incumprimento da lei relativa ao uso obrigatório do véu. (Opinião de Isabel Estrada Carvalhais)

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Voluntários no mundo – ‘És meu irmão amigo, és meu irmão’

Na sua forma mais simples, que até uma criança entende, ser solidário começa assim, neste imaginar-se na condição do outro, neste entender a sua dor, mesmo que não se saiba que a isso se chama empatia. Para uma criança, bastará. Mas à medida que crescemos, crescem as dores do mundo, e vamos percebendo que não basta a nossa empatia para as sossegar, muito menos para as curar. É preciso ação. E é neste sentido de urgência que emerge o voluntariado como uma das formas mais nobres e mais belas de expressar a nossa humanidade, de sermos verdadeiramente irmãos do Outro.

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

“Carta a Nikola”– um filme-poema para um filho e para a Humanidade

Hoje falo-vos de um filme-poema-carta que tive a oportunidade de ver esta semana por iniciativa da Margarida Marques que levou este filme ao Parlamento Europeu. Filme-poema-carta. É assim que chamo a ‘Carta para Nikola’, o filme da jovem realizadora grega Hara Kaminara. Não é um filme de circuito comercial, e não é só um filme. Logo à primeira imagem, percebo que somos como que convidados a entrar na intimidade de um olhar. ‘Há que fazê-lo, portanto, com respeito’, penso para mim.

O que se traz em nós depois de entrar em Auschwitz e em Birkenau

Refugiados e migrantes como armas em jogos geopolíticos

Colocar voluntários e organizações humanitárias ao nível das máfias organizadas que traficam milhares de pessoas causa-me repulsa, mas não chega a provocar-me espanto. De facto, estamos apenas perante um novo patamar na tendência que se desenha já há décadas, de securitização dos discursos e práticas de diversos governos em relação aos refugiados e migrantes.

“Verdade” e preconceito

“Verdade” e preconceito

Comecei por dizer que escrevo hoje como cidadã, académica e mãe. E é sobretudo como Mãe que me preocupa este tipo de ignorância, que atua não como natural ausência de saber, mas como espaço alternativo de construção e dogmatização de ‘verdades’ nascidas do preconceito (seja ele social, racial, étnico, de género, ou outro). Preocupa-me o papel que nós adultos temos na formação das opiniões e, sobretudo, na criação das lentes pelas quais os nossos filhos começam a ler o mundo.

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“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado

Diocese de Portalegre – Castelo Branco

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No fim do processo, “nem um centímetro” da Diocese de Portalegre – Castelo Branco deve “ficar sem ser coberto por um conselho pastoral paroquial” (ou interparoquial se necessário e conveniente). Foi o desafio do bispo Pedro Fernandes à diocese de que assumiu a tarefa de pastor ainda não há um ano. Esta é talvez a melhor síntese do que foi a “Assembleia Diocesana”, no dia 6 de outubro, em Ponte de Sor, a que várias centenas de pessoas responderam participando de um modo ativo.

Guerras e mudanças de regime

[Entre Margens]

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Já muitos se terão esquecido, ao acompanhar a trágica e intrincada evolução da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, que, no seu início, essa guerra foi apresentada como tendo por objetivo primacial o de derrubar um regime ditatorial e opressor, que há pouco tempo havia reprimido de forma violenta e mortífera a contestação de largas canadas da população sedentas de uma liberdade que essa guerra lhes haveria de proporcionar. [Texto de Pedro Vaz Patto].

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