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Refugiados transferidos de Moria vivem agora em condições “ainda piores”

Chamam-lhe Moria 2.0, mas a evolução foi para pior. De acordo com as ONG presentes no terreno, as condições do novo campo construído para albergar os refugiados que ficaram desalojados na sequência dos incêndios em Moria, e onde estão neste momento cerca de 7.500 pessoas, são “ainda piores” que as anteriores. Falta de água, casas de banho insuficientes, acesso condicionado à eletricidade… Estes são apenas alguns dos problemas identificados por voluntários na ilha de Lesbos.

Comunidade de Sant’Egidio e Estado Italiano assinam acordo para acolher 300 refugiados

Comunidade de Sant’Egidio e Estado Italiano assinam acordo para acolher 300 refugiados

A Comunidade de Sant’Egídio, uma organização católica com sede em Roma, e o Estado Italiano assinaram na tarde de terça-feira o acordo que reabre os corredores humanitários para Itália e permitirá a entrada legal e segura no país de 300 refugiados vindos da Grécia, nomeadamente da ilha de Lesbos, onde os recentes incêndios tornaram a situação de milhares de requerentes de asilo ainda mais difícil.

Uma “prisão a céu aberto”, denunciam organizações humanitárias sobre novo campo de refugiados em Lesbos

Uma “prisão a céu aberto”, denunciam organizações humanitárias sobre novo campo de refugiados em Lesbos

Os cerca de 13 mil migrantes que ficaram sem abrigo na sequência dos incêndios que destruíram, na semana passada, o campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, começaram esta quinta-feira, 17 de março, a ser levados para um novo “campo de emergência”, que tem estado a ser construído nas imediações do anterior. Diversas organizações humanitárias consideram que esta solução é “inaceitável”, “não responde às necessidades básicas dessas pessoas”, e equivale a colocá-las numa “prisão a céu aberto”. E apelam à União Europeia para que “finalmente”, inicie “um processo de redistribuição dos requerentes de asilo em cada um dos Estados-Membros”.

E agora, União Europeia? Igrejas e instituições de solidariedade pedem responsabilidades e exigem solução imediata para refugiados de Moria

E agora, União Europeia? Igrejas e instituições de solidariedade pedem responsabilidades e exigem solução imediata para refugiados de Moria

“A Europa devia ter vergonha”, o incêndio no campo de refugiados de Moria “foi provocado pela nossa inação”. As afirmações são do cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da Comissão de Bispos da União Europeia (COMECE), mas refletem a opinião de muitos outros líderes religiosos, representantes de instituições de solidariedade e organizações humanitárias. Todos apelam à União Europeia para que assuma as suas responsabilidades e abra as portas aos migrantes, que agora perderam mesmo tudo.

E agora, União Europeia? Igrejas e instituições de solidariedade pedem responsabilidades e exigem solução imediata para refugiados de Moria

Incêndio em Moria deixa 13 mil sem abrigo; Comissão Europeia assegura alojamento aos 400 menores desacompanhados

Um incêndio consumiu, durante a noite de terça para quarta-feira, 9 de setembro, grande parte do campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, onde 13 mil pessoas ficaram agora sem abrigo. A comissária europeia do Interior, Ylva Johansson, já anunciou que a Comissão Europeia irá financiar a transferência e alojamento para a parte continental da Grécia dos 400 menores não acompanhados que ali permaneciam. Os restantes refugiados estão proibidos de deixar a ilha e aguardam uma solução.

E agora, União Europeia? Igrejas e instituições de solidariedade pedem responsabilidades e exigem solução imediata para refugiados de Moria

Este título não é original: Moria é um inferno (um testemunho)

O título não é original, mas inferno define bem o que por lá se passa. E não tinha de ser assim…

Moria é uma pequena aldeia na ilha grega de Lesbos: umas dezenas de casas, ruas estreitas onde passa um carro de cada vez e onde, nos passeios minúsculos, estão duas ou três cadeiras do café local, onde se sentam os homens de idade… tudo o que fica bem numa fotografia.

Refugiados transferidos de Moria vivem agora em condições “ainda piores”

Chamam-lhe Moria 2.0, mas a evolução foi para pior. De acordo com as ONG presentes no terreno, as condições do novo campo construído para albergar os refugiados que ficaram desalojados na sequência dos incêndios em Moria, e onde estão neste momento cerca de 7.500 pessoas, são “ainda piores” que as anteriores. Falta de água, casas de banho insuficientes, acesso condicionado à eletricidade… Estes são apenas alguns dos problemas identificados por voluntários na ilha de Lesbos.

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