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“um dia, quando cresceres, vais perceber”

“um dia, quando cresceres, vais perceber”

Hoje, escrevo sobre um filme belo de certa maneira, de quando ainda se telefonava numa cabine telefónica e as férias e divertimentos, apesar de tudo, eram mais vagarosos. Tão estranho aos ritmos de hoje. É um filme que vale a pena ver, mesmo se nos deixa pendurados a pensar naquela porta que vai e vem… (Crítica de Manuel Mendes)

“R.M.N.”: Uma inquietante parábola da Europa

Um filme de Cristian Mungiu

“R.M.N.”: Uma inquietante parábola da Europa

Esta “ressonância magnética nuclear” (R.M.N.) que o realizador faz à aldeia é uma metáfora de toda a Europa: uma terra multiétnica, feita também de migrantes e de vários povos, onde convivem diferentes línguas, culturas e religiões, mas que é atacada pela xenofobia, nacionalismo, ódio, justificados com os falsos argumentos que ouvimos e lemos por aí.

De Profundis, descida lenta

Filme de Frammartino

De Profundis, descida lenta

Deixem-me começar com esta citação que encontrei: “Uma meditação calma, intensa, quase esmagadoramente bela sobre a vida, a morte, a curiosidade humana e o insondável poder da natureza” (A.O. Scott & Manohla Dargis, The New York Times). Diz quase tudo o que senti ao ver este filme tão diferente — Das Profundezas, de Michelangelo Frammartino.

Perder a inocência e aprender a liberdade

"Libertad", de Clara Roquet

Perder a inocência e aprender a liberdade

A mim sempre me fascinou a adolescência, esse tempo fabuloso que cada homem e mulher atravessou – pelo qual foi atravessado – para se ir tornando adulto/a. Já tinha decidido ir ver o filme Libertad, porque tinha lido que falava precisamente de duas adolescentes e da amizade que construíram entre si.

O mundo da violência na Escola

Recreio, de Laura Wandel

O mundo da violência na Escola

Quando este texto for publicado, o mais provável é já não ser possível ir ver este filme a uma sala de cinema. Mas será certamente possível e provável tropeçar nele numa qualquer outra tela. Se assim acontecer, não deixem de ver Recreio, de Laura Wandel. E até me parece que vale a pena dá-lo a ver nas escolas.

O peso de uma aliança

"Colmeia", filme kosovar

O peso de uma aliança

Em tempo de Páscoa e nestes dias ainda violentos da guerra na Ucrânia, quando tantas mulheres tiveram de fugir com os filhos, deixando os seus maridos, foi uma verdadeira graça ver o filme Colmeia, da realizadora kosovar Bertha Basholli.

O poder de sarar das palavras

Cinema

O poder de sarar das palavras

“‘Este filme, cuja beleza formal reflete a beleza dos sentimentos que exprime, tocou-nos, porque oferece uma reflexão poética sobre o remorso e a dificuldade em perdoar-se’, explica a crítica Mariangeles Almacellas (La Croix), membro do júri (ecuménico), acrescentando que ‘as duas personagens (ao longo do filme) aprendem a procurar o sentido da existência para lá da vida terrestre’.” É uma boa maneira de entrar nestas viagens que o filme Drive My Car (que também ganhou um Óscar de melhor filme estrangeiro) nos faz acompanhar ao longo de quase três horas que valem cada minuto.

“um dia, quando cresceres, vais perceber”

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Esta “ressonância magnética nuclear” (R.M.N.) que o realizador faz à aldeia é uma metáfora de toda a Europa: uma terra multiétnica, feita também de migrantes e de vários povos, onde convivem diferentes línguas, culturas e religiões, mas que é atacada pela xenofobia, nacionalismo, ódio, justificados com os falsos argumentos que ouvimos e lemos por aí.

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Deixem-me começar com esta citação que encontrei: “Uma meditação calma, intensa, quase esmagadoramente bela sobre a vida, a morte, a curiosidade humana e o insondável poder da natureza” (A.O. Scott & Manohla Dargis, The New York Times). Diz quase tudo o que senti ao ver este filme tão diferente — Das Profundezas, de Michelangelo Frammartino.

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A mim sempre me fascinou a adolescência, esse tempo fabuloso que cada homem e mulher atravessou – pelo qual foi atravessado – para se ir tornando adulto/a. Já tinha decidido ir ver o filme Libertad, porque tinha lido que falava precisamente de duas adolescentes e da amizade que construíram entre si.

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Quando este texto for publicado, o mais provável é já não ser possível ir ver este filme a uma sala de cinema. Mas será certamente possível e provável tropeçar nele numa qualquer outra tela. Se assim acontecer, não deixem de ver Recreio, de Laura Wandel. E até me parece que vale a pena dá-lo a ver nas escolas.

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