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Há vários mundos no Mundo

Há vários mundos no Mundo

Estamos na Ilha do Príncipe, onde se recebe uma lição de vida em cada pedaço de partilha com os residentes, parte dos quais nunca daqui saiu, apesar de trabalhar no turismo. Nestas paragens a Terra Prometida, bairro construído pela ONU, mas pago por um cidadão sul-africano que tanto tem ajudado esta ilha através da forma como investe nela e dos postos de trabalho que cria.

Do pouco sobra sempre

Do pouco sobra sempre

Neste texto vou contar quatro situações diferentes e um provérbio chinês. Habitualmente constato, quando estou em Lisboa, que o padre da minha paróquia, celebra pontualmente a missa dominical. Nos outros dias da semana não sei, já que não ando pelo local, mas imagino que seja o mesmo. Hoje[1] veio outro celebrante, igualmente rigoroso no horário, que, na homilia, contou uma história que se passou em S. Tomé, aquando da sua ida a uma ordenação sacerdotal. [Texto de Margarida Cordo].

Do pouco sobra sempre

Rugas

Às vezes penso que vivemos num mundo obcecado pela eterna juventude e pela intolerância ao envelhecimento e às imperfeições físicas que este vai deixando. Escrevo, escrevo e escrevo sobre isto para despertar os mais distraídos. Aí vou – os sulcos que se vincam nas nossas testas revelam a força dos pensamentos profundos e das decisões difíceis que tomámos. Em cada ruga dos outros cantos do rosto, um pedaço da nossa história se encerra. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

O mundo precisa

O mundo precisa, digo eu, de pessoas felizes para que possam dar o melhor de si mesmas aos outros. O mundo precisa de gente grande que não se empoleira em deslumbrados holofotes, mas constrói o próprio mérito na forma como, concretamente, dá e se dá. O mundo precisa de humanos que queiram, com lealdade e algum altruísmo, o bem de cada outro. – A reflexão da psicóloga Margarida Cordo, para ler no 7MARGENS.

Do pouco sobra sempre

Influenciadores ou a futilidade encantatória do espelho

Estou chocada. Apetece-me insistir nisto. O mundo dos influenciadores nunca foi um espaço digital por onde gostasse ou tivesse o hábito de deambular. Como há sempre uma “primeira” vez, lá fui eu um destes dias. Coloquei primeira entre aspas, pois, muito esporadicamente, já tinha ido cuscar algo específico, por mera curiosidade e para combater a minha iliteracia em matéria de algumas conversas. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

Relação com a vida: uma urgência da Humanidade

Frequentemente dizemos que o ser humano é um ser em relação, estando, com isto a exprimir que interage com os outros, mais longínquos ou mais próximos; mais reais ou mais em ambiente virtual. No entanto poucas vezes refletimos que, cada um se relaciona com múltiplas dimensões do seu quotidiano e de si mesmo. Hoje escolhi falar de relação com a vida, essa experiência total e urgente que cada um de nós faz desde que nasce até que, daqui, vai embora. Trata-se, pois, da mais significativa valência acerca da qual devemos tornar-nos verdadeiros sábios. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

Fé, lugar dos artistas e coisas simples

Há quem diga que «a arte imita a vida.» Eu não tenho essa certeza, mas sei que quem é capaz de esculpir o seu sentir, através de palavras, tintas, linhas ou paus que seja, vive de uma forma que, talvez por não se fazer entender de modo óbvio, parece incompatível com aquilo que se convenciona chamar normalidade. Hoje, ao escutar um podcast de uma escritora, percebi, talvez por esta usar muito bem também a proza falada, que o que diverge entre os artistas e os outros é o sentir. A maneira como os estímulos impactam e ecoam no interior de cada um faz realmente toda a diferença. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

Silêncio, Tempo e Discrição

Estando, anteontem, a preparar a minha intervenção numas Jornadas, dei por mim a fazer, em certo ponto, uma pequena descrição, que dizia mais ou menos assim – Vivemos num mundo sem silêncio, sem persistência, sem discrição, assente na exibição, com muito má relação com o esforço, sem capacidade de adiamento da gratificação e com procura sistemática de soluções mágicas. [Texto de Margarida Cordo]

Há vários mundos no Mundo

Há vários mundos no Mundo

Estamos na Ilha do Príncipe, onde se recebe uma lição de vida em cada pedaço de partilha com os residentes, parte dos quais nunca daqui saiu, apesar de trabalhar no turismo. Nestas paragens a Terra Prometida, bairro construído pela ONU, mas pago por um cidadão sul-africano que tanto tem ajudado esta ilha através da forma como investe nela e dos postos de trabalho que cria.

Do pouco sobra sempre

Do pouco sobra sempre

Neste texto vou contar quatro situações diferentes e um provérbio chinês. Habitualmente constato, quando estou em Lisboa, que o padre da minha paróquia, celebra pontualmente a missa dominical. Nos outros dias da semana não sei, já que não ando pelo local, mas imagino que seja o mesmo. Hoje[1] veio outro celebrante, igualmente rigoroso no horário, que, na homilia, contou uma história que se passou em S. Tomé, aquando da sua ida a uma ordenação sacerdotal. [Texto de Margarida Cordo].

Do pouco sobra sempre

Rugas

Às vezes penso que vivemos num mundo obcecado pela eterna juventude e pela intolerância ao envelhecimento e às imperfeições físicas que este vai deixando. Escrevo, escrevo e escrevo sobre isto para despertar os mais distraídos. Aí vou – os sulcos que se vincam nas nossas testas revelam a força dos pensamentos profundos e das decisões difíceis que tomámos. Em cada ruga dos outros cantos do rosto, um pedaço da nossa história se encerra. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

O mundo precisa

O mundo precisa, digo eu, de pessoas felizes para que possam dar o melhor de si mesmas aos outros. O mundo precisa de gente grande que não se empoleira em deslumbrados holofotes, mas constrói o próprio mérito na forma como, concretamente, dá e se dá. O mundo precisa de humanos que queiram, com lealdade e algum altruísmo, o bem de cada outro. – A reflexão da psicóloga Margarida Cordo, para ler no 7MARGENS.

Do pouco sobra sempre

Influenciadores ou a futilidade encantatória do espelho

Estou chocada. Apetece-me insistir nisto. O mundo dos influenciadores nunca foi um espaço digital por onde gostasse ou tivesse o hábito de deambular. Como há sempre uma “primeira” vez, lá fui eu um destes dias. Coloquei primeira entre aspas, pois, muito esporadicamente, já tinha ido cuscar algo específico, por mera curiosidade e para combater a minha iliteracia em matéria de algumas conversas. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

Relação com a vida: uma urgência da Humanidade

Frequentemente dizemos que o ser humano é um ser em relação, estando, com isto a exprimir que interage com os outros, mais longínquos ou mais próximos; mais reais ou mais em ambiente virtual. No entanto poucas vezes refletimos que, cada um se relaciona com múltiplas dimensões do seu quotidiano e de si mesmo. Hoje escolhi falar de relação com a vida, essa experiência total e urgente que cada um de nós faz desde que nasce até que, daqui, vai embora. Trata-se, pois, da mais significativa valência acerca da qual devemos tornar-nos verdadeiros sábios. [Texto de Margarida Cordo]

Do pouco sobra sempre

Fé, lugar dos artistas e coisas simples

Há quem diga que «a arte imita a vida.» Eu não tenho essa certeza, mas sei que quem é capaz de esculpir o seu sentir, através de palavras, tintas, linhas ou paus que seja, vive de uma forma que, talvez por não se fazer entender de modo óbvio, parece incompatível com aquilo que se convenciona chamar normalidade. Hoje, ao escutar um podcast de uma escritora, percebi, talvez por esta usar muito bem também a proza falada, que o que diverge entre os artistas e os outros é o sentir. A maneira como os estímulos impactam e ecoam no interior de cada um faz realmente toda a diferença. [Texto de Margarida Cordo]

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Silêncio, Tempo e Discrição

Estando, anteontem, a preparar a minha intervenção numas Jornadas, dei por mim a fazer, em certo ponto, uma pequena descrição, que dizia mais ou menos assim – Vivemos num mundo sem silêncio, sem persistência, sem discrição, assente na exibição, com muito má relação com o esforço, sem capacidade de adiamento da gratificação e com procura sistemática de soluções mágicas. [Texto de Margarida Cordo]

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A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber

[Entre Margens]

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Com efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].

“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência

Esta terça-feira, 7 outubro

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A Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

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Não sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].

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