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Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Um mar de gente passeava pelo meio de uma imensidão de livros. Aqui e ali viam-se famílias, amigos ou pessoas em solitude. Mais do que uma Feira do Livro, aquele espaço tornava-se numa experiência de encontro com a intemporalidade das palavras e ideias que alimentam a nossa mente. [Texto de Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Alterações climáticas: desacelerar para continuar a mover

A alterações climáticas estão a acelerar por vários motivos. Um deles deve-se à diminuição de alguns poluentes que permitem a entrada na Terra de mais energia radiativa proveniente do sol. Como a capacidade de armazenar energia dos oceanos é quatro vezes superior à da terra firme, a energia a mais recebida aquece os oceanos. [Texto de Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Interfaces relacionais insubstituíveis

Numa típica sala de aula do século XVIII, repleta de jovens alunos mergulhados em cálculos e murmúrios, um desafio fora lançado pelo professor J.G. Büttner: somar todos os números de 1 a 100. A esperança de Büttner era a de ter um momento de paz ao propor aquela aborrecida e morosa tarefa. Enquanto rabiscos e contas se multiplicavam em folhas de papel, um dos rapazes, sentado discretamente ao fundo, observava os números com um olhar penetrante. [Texto de Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

O que podemos aprender com a derrota da abstenção

Após as eleições de dia 10 de março, não estou tão feliz por quem ganhou quanto estou feliz por quem perdeu: a abstenção. Nunca apreciei quando alguém nos nossos grupos apela ao voto num determinado partido sob o pretexto de que esse seria o voto cristão porque os cristãos deviam estar presentes em todos os partidos. [Texto Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Para além do “humanum”

Apesar dos pedidos de cientistas, a Neuralink de Elon Musk não divulga o procedimento ou qualquer progresso do primeiro ensaio do seu dispositivo Neuralink em seres humanos. Este dispositivo consiste numa interface cérebro-computador implantável, mais invasiva que os dispositivos competidores. A telepatia tornar-se-ia viável. [Artigo de Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Aprender a ser nada

Numa história que escreveu, a escritora Lydia Davis conta que, depois de ouvir o seu amigo Bob desejar emagrecer e beber menos, sentiu a necessidade de reflectir sobre o que poderia ser o seu propósito do Ano Novo. Por alguma razão, qualquer coisa que escolhesse parecia pouco. Lydia escolhe — «aprender a ver-se a si própria como nada.» Parece um contrassenso alguém definir um propósito assim, mas talvez não esteja tão longe da sabedoria como poderíamos pensar. [Texto de Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Vivemos no Tempo da Grande Inércia

Um dos maiores problemas ambientais e dos mais negligenciados é a nossa linguagem. Numa recente Newsletter do jornal britânico The Guardian, o jornalista George Monbiot escrevia que — «Um dos problemas que enfrentamos ao convencer as pessoas a amar e proteger o mundo vivo é a linguagem na qual esse amor é expresso.» (Miguel Panão)

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Enfrentar a superficialidade digital com ocasiológios

Um dia cruzei-me com alguém que disse não conseguir ir à missa de terça-feira onde cantávamos porque tinha uma oração on-line. Fiquei a pensar nessa situação por ter-me sido partilhado um estudo que demonstrava como a comunicação por Zoom afeta o nosso cérebro activando menos os seus sistemas sociais, face a uma conversa presencial, além de não oferecer a mesma profundidade de ligação neuronal como nos encontros de olhos nos olhos. (Miguel Panão)

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Um mar de gente passeava pelo meio de uma imensidão de livros. Aqui e ali viam-se famílias, amigos ou pessoas em solitude. Mais do que uma Feira do Livro, aquele espaço tornava-se numa experiência de encontro com a intemporalidade das palavras e ideias que alimentam a nossa mente. [Texto de Miguel Panão]

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A alterações climáticas estão a acelerar por vários motivos. Um deles deve-se à diminuição de alguns poluentes que permitem a entrada na Terra de mais energia radiativa proveniente do sol. Como a capacidade de armazenar energia dos oceanos é quatro vezes superior à da terra firme, a energia a mais recebida aquece os oceanos. [Texto de Miguel Panão]

Deixar-se atrair pelo “piscar de olhos” literário

Interfaces relacionais insubstituíveis

Numa típica sala de aula do século XVIII, repleta de jovens alunos mergulhados em cálculos e murmúrios, um desafio fora lançado pelo professor J.G. Büttner: somar todos os números de 1 a 100. A esperança de Büttner era a de ter um momento de paz ao propor aquela aborrecida e morosa tarefa. Enquanto rabiscos e contas se multiplicavam em folhas de papel, um dos rapazes, sentado discretamente ao fundo, observava os números com um olhar penetrante. [Texto de Miguel Panão]

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Após as eleições de dia 10 de março, não estou tão feliz por quem ganhou quanto estou feliz por quem perdeu: a abstenção. Nunca apreciei quando alguém nos nossos grupos apela ao voto num determinado partido sob o pretexto de que esse seria o voto cristão porque os cristãos deviam estar presentes em todos os partidos. [Texto Miguel Panão]

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Apesar dos pedidos de cientistas, a Neuralink de Elon Musk não divulga o procedimento ou qualquer progresso do primeiro ensaio do seu dispositivo Neuralink em seres humanos. Este dispositivo consiste numa interface cérebro-computador implantável, mais invasiva que os dispositivos competidores. A telepatia tornar-se-ia viável. [Artigo de Miguel Panão]

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Aprender a ser nada

Numa história que escreveu, a escritora Lydia Davis conta que, depois de ouvir o seu amigo Bob desejar emagrecer e beber menos, sentiu a necessidade de reflectir sobre o que poderia ser o seu propósito do Ano Novo. Por alguma razão, qualquer coisa que escolhesse parecia pouco. Lydia escolhe — «aprender a ver-se a si própria como nada.» Parece um contrassenso alguém definir um propósito assim, mas talvez não esteja tão longe da sabedoria como poderíamos pensar. [Texto de Miguel Panão]

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