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Jean Moulin enterrou a pistola, mas cumpriu o “banal dever cívico” de resistir; agora, será evocado em Lisboa

Filmes, debates e edições

Jean Moulin enterrou a pistola, mas cumpriu o “banal dever cívico” de resistir; agora, será evocado em Lisboa

Quando se tornou líder da Resistência francesa ao nazismo, foi-lhe dada uma pistola que ele enterrou e nunca usaria. Jean Moulin foi um cidadão banal que entendeu que o seu dever era resistir à barbárie. Uma quinzena de actividades em Lisboa evoca a sua passagem por Portugal, onde durante cinco semanas redigiu um importante relatório que permitiria unir a Resistência.

A prisioneira nº 70072 de Auschwitz que o Papa beijou

Lidia Maksymowicz tinha 3 anos

A prisioneira nº 70072 de Auschwitz que o Papa beijou

O seu nome é Lidia Maksymowicz, mas durante muito tempo foi chamada pelo número 70072, que lhe tatuaram assim que entrou em Birkenau, um dos campos de concentração de Auschwitz, quando era ainda criança. Quase 80 anos depois, Lidia assistiu esta quarta-feira, 26 de maio, à audiência geral do Papa e no final teve oportunidade de falar com ele. Francisco, comovido, beijou-lhe o braço, precisamente sobre a marca da violência a que foi sujeita pelo regime nazi.

Escolher a medida alta: 100 anos de Sophie Scholl

Escolher a medida alta: 100 anos de Sophie Scholl

Neste domingo, 9 de Maio, passaram 100 anos sobre o nascimento de Sophie Scholl, que integrou a Rosa Branca, o grupo informal de resistência pacífica ao III Reich, formado por estudantes e um professor da Universidade de Munique. Curiosamente, é também o dia da Europa. A vida da Rosa Branca é breve. Entre Junho de 1942 e Fevereiro de 1943, o grupo escreveu, imprimiu e distribuiu seis panfletos apelando à consciência dos alemães para que se revoltassem contra o regime

O valor da Memória

O valor da Memória

Dito de outro modo: queremos formar mulheres e homens para serem academicamente brilhantes ou queremos torná-los cidadãos e cidadãs empenhados no Bem Comum? A ética do cuidado pelo outro e a ideia, muito cristã, de uma família humana fundada na fraternidade dever-nos-ia servir de farol para evitarmos outras tragédias, sendo aqui recordada esta mesma preocupação por parte daquelas e daqueles que sobreviveram à barbárie e à perversão de uma ideologia totalitária.

Dia da Memória: novo livro regista 2800 pedidos de ajuda de judeus a Pio XII e o esforço do Papa Pacelli em salvá-los

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Cerca de 2.800 pedidos de ajuda de judeus dirigidos ao Papa Pio XII, registados em documentos inéditos apresentados no livro Pio XII e os Judeus, do arquivista do Vaticano Johan Ickx, evidenciam o trabalho do Papa Pacelli e do seu gabinete para salvar milhares de vidas durante a Segunda Guerra Mundial e anulam a lenda do papa pró-nazi, defende o autor do livro, agora publicado em Itália.

Celebração ecuménica em Berlim assinalou 75 anos do fim da II Guerra Mundial

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A Catedral de Berlim acolheu esta sexta-feira uma celebração particularmente especial: para assinalar o 75º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e da libertação do regime nazi, os representantes das diferentes confissões religiosas na Alemanha uniram-se numa oração pela paz, de onde saiu um desejo comum: “nunca desistir da reconciliação.”

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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