Se tivermos de definir o que é teologia, podermos afirmar que é a procura do conhecimento de Deus. Desde tempos imemoriais, o ser humano se tem embrenhado na procura de si mesmo e da realidade última, absoluta e divina a que chama Deus.
Se tivermos de definir o que é teologia, podermos afirmar que é a procura do conhecimento de Deus. Desde tempos imemoriais, o ser humano se tem embrenhado na procura de si mesmo e da realidade última, absoluta e divina a que chama Deus.
Porque é que pessoas que se consideram religiosas acreditam e fazem o que não devem? Porque é que os crentes na Bíblia comem cheeseburgers quando as regras do Levítico dizem para não se misturar carne de vaca com lacticínios? Porque são racistas e defendem a pena de morte? Porque rezam para ganhar guerras? [A opinião de Vítor Rafael]
Ao longo dos séculos, a Igreja [cristã] tem conseguido, de uma maneira ou outra, levar a cabo essa importantíssima tarefa que é a de ser agente transformadora da sociedade na qual está inserida. Mesmo em muitas das nossas sociedades modernas e secularizadas, ainda persistem assimetrias sociais gritantes. Importaria recuperar cada vez mais essa voz profética da Igreja que, além de denunciar as injustiças sociais, também proporcione esperança, libertação e cura para muitos dos males que nos assolam nos dias de hoje.
Diante de uma elite obcecada pelo ritualismo de pureza, da separação entre puros e impuros, esta genealogia revela-nos um Deus que não se inibe de operar no ordinário e profano, que não toma preferência alguma acerca daqueles que se assumem categoricamente como sendo corretos, puros de sangue ou mesmo como pertencentes a determinada etnia ou género.
A história tem revelado como a figura real de Jesus tem sido muitas vezes descaracterizada, desfigurada, adulterada. De um simples e humilde rabi que percorria os campos e as aldeias da Galileia pregando o Evangelho aos pobres, proclamando a libertação dos aprisionados, recuperando a vista aos cegos e restituindo a liberdade aos oprimidos, não demoraria até que muitos vissem nele um Messias que viria trazer a libertação política a um povo já tão martirizado e subjugado pelo Império Romano.
Faz precisamente 60 anos no próximo dia 11 de outubro de 1962 quando o Papa João XXIII inaugurou solenemente o Concílio Vaticano II. Destacando-se como um dos mais importantes eventos religiosos e eclesiais do século XX, nunca antes um concílio ecuménico da Igreja Católica Romana foi tão amplamente coberto e noticiado.
Necessitamos hoje, mais do que nunca, de pessoas extravagantes. Imagino que seja esse o desejo de muitas pessoas, extravagante na saúde, extravagante no seu bem-estar e na riqueza, extravagante até na felicidade. Nunca nos contentamos com o essencial, queremos sempre mais e mais.
Não negando a importância dos dons de liderança e ensino – que devem ser sempre vistos numa perspetiva de serviço e não de autoridade, o caminho da Igreja, enquanto comunidade do Povo de Deus, deverá sempre ser aquele que é proposto e guiado pelo Espírito Santo, onde cada membro tem um papel importante e essencial no exercício dos seus carismas graciosamente concedidos para a edificação da Igreja do Senhor.
Se tivermos de definir o que é teologia, podermos afirmar que é a procura do conhecimento de Deus. Desde tempos imemoriais, o ser humano se tem embrenhado na procura de si mesmo e da realidade última, absoluta e divina a que chama Deus.
Porque é que pessoas que se consideram religiosas acreditam e fazem o que não devem? Porque é que os crentes na Bíblia comem cheeseburgers quando as regras do Levítico dizem para não se misturar carne de vaca com lacticínios? Porque são racistas e defendem a pena de morte? Porque rezam para ganhar guerras? [A opinião de Vítor Rafael]
Ao longo dos séculos, a Igreja [cristã] tem conseguido, de uma maneira ou outra, levar a cabo essa importantíssima tarefa que é a de ser agente transformadora da sociedade na qual está inserida. Mesmo em muitas das nossas sociedades modernas e secularizadas, ainda persistem assimetrias sociais gritantes. Importaria recuperar cada vez mais essa voz profética da Igreja que, além de denunciar as injustiças sociais, também proporcione esperança, libertação e cura para muitos dos males que nos assolam nos dias de hoje.
Diante de uma elite obcecada pelo ritualismo de pureza, da separação entre puros e impuros, esta genealogia revela-nos um Deus que não se inibe de operar no ordinário e profano, que não toma preferência alguma acerca daqueles que se assumem categoricamente como sendo corretos, puros de sangue ou mesmo como pertencentes a determinada etnia ou género.
A história tem revelado como a figura real de Jesus tem sido muitas vezes descaracterizada, desfigurada, adulterada. De um simples e humilde rabi que percorria os campos e as aldeias da Galileia pregando o Evangelho aos pobres, proclamando a libertação dos aprisionados, recuperando a vista aos cegos e restituindo a liberdade aos oprimidos, não demoraria até que muitos vissem nele um Messias que viria trazer a libertação política a um povo já tão martirizado e subjugado pelo Império Romano.
Faz precisamente 60 anos no próximo dia 11 de outubro de 1962 quando o Papa João XXIII inaugurou solenemente o Concílio Vaticano II. Destacando-se como um dos mais importantes eventos religiosos e eclesiais do século XX, nunca antes um concílio ecuménico da Igreja Católica Romana foi tão amplamente coberto e noticiado.
Necessitamos hoje, mais do que nunca, de pessoas extravagantes. Imagino que seja esse o desejo de muitas pessoas, extravagante na saúde, extravagante no seu bem-estar e na riqueza, extravagante até na felicidade. Nunca nos contentamos com o essencial, queremos sempre mais e mais.
Não negando a importância dos dons de liderança e ensino – que devem ser sempre vistos numa perspetiva de serviço e não de autoridade, o caminho da Igreja, enquanto comunidade do Povo de Deus, deverá sempre ser aquele que é proposto e guiado pelo Espírito Santo, onde cada membro tem um papel importante e essencial no exercício dos seus carismas graciosamente concedidos para a edificação da Igreja do Senhor.
Anunciado esta sexta-feira
Nobel da Paz distingue Navi Pillay, jurista que liderou investigação da ONU sobre genocídio em GazaA jurista sul-africana Navi Pillay, antiga alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, foi distinguida esta sexta-feira, 9 de outubro, com o Prémio Nobel da Paz de 2026, pelo seu trabalho em defesa da paz e do direito internacional, anunciou o Comité Nobel norueguês.
Padre da Obra da Rua morreu
Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profeciaO padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONUA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
[Entre Margens]
Joana Lopes: 88 cravos à sua memóriaNo próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].
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