“A crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa”
Há pouco mais de 50 anos, chegado ao Gerês, Miguel Torga registava no seu Diário o que acabara de observar: “Horas seguidas a presenciar pelo caminho a crispação nacional ao volante, frenética, agressiva, criminosa. De quilómetro em quilómetro, um carro espatifado. Latas amolgadas, sangue…”
Impotência ou inércia?
No último à Margem, Jorge Wemans brindou-nos com um excelente texto que eu senti como um grito de revolta face à “normalização do intolerável” e, simultaneamente, como um grito de desespero por não se saber qual o caminho para a construção de um futuro alternativo perante um presente demasiado sombrio. Neste texto, em diálogo com o que o Jorge escreveu, tento refletir sobre qual o caminho ou caminhos a percorrer rumo a um futuro que desconhecemos, mas que confiamos seja melhor.
A normalização do intolerável
“A estupefação com que olhamos o que está a acontecer nos nossos dias já não provoca a indignação que convoca à ação. E nem os meios que temos à nossa disposição utilizamos para denunciar a mentira, a violência, o intolerável. Todos os dias um pequeno passo mais.” – A reflexão de Jorge Wemans, para ler no À Margem desta semana
A instrumentalização do ódio
Há mais ódio hoje do que outrora? Uns dirão que sim; outros, que não. Na comparação entre antes e agora, as respostas variarão muito em função de múltiplos factores, como o lugar onde se vive, o ordenado que se recebe, a idade que se tem, a ideologia que se professa.
Desta vez, o Papa desiludiu?
Francisco é o primeiro a admitir que as mulheres continuam hoje, em muitos locais e circunstâncias, a ser “diáconos”. Faz sentido que seja negada às mulheres a graça sacramental da ordenação, em vez de celebrado e apoiado esse magistério que tão bem podem exercer – e que a Igreja Católica tanto precisa que exerçam?
O que as religiões apregoam tem consequências?
Têm as religiões alguma palavra significativa para um mundo em conflito, em gravíssima emergência climática e que vive gigantescos problemas sociais no âmbito das desigualdades, educação ou saúde? Têm as religiões algo a dizer sobre isso, sobretudo quando sabemos que muitas guerras têm uma forte componente religiosa?
Tragédia de Gaza: quem quer calar a revolta dos jovens?
Os mais trágicos acontecimentos, como o que ocorre neste momento em Gaza, são frequentemente cenários em que, a par das mais primitivas e aviltantes formas de mal, se descobrem sinais da grandeza da alma humana. Essa grandeza expressa-se em gestos e testemunhos de quem é capaz de vencer a indiferença e o medo, arriscando o futuro e até a própria vida.
O nosso encontro com a História: que significa hoje ser português?
Os países construíram – constroem – a sua identidade a partir de acontecimentos históricos que foram marcantes para a sua vida coletiva enquanto comunidade. E há acontecimentos que por aquilo que representam, factualmente ou simbolicamente, são centrais na definição dessa matriz identitária.
É o 25 de Abril e isso nos basta!
O 25 de Abril anda escondido por detrás dos balanços que dele fazemos. Daquilo que depois dele conseguimos concretizar e do que não fomos capazes de realizar. Incluindo o que ainda hoje continua por resolver na nossa sociedade ou nela emerge para nossa desgraça.
Impotência ou inércia?
No último à Margem, Jorge Wemans brindou-nos com um excelente texto que eu senti como um grito de revolta face à “normalização do intolerável” e, simultaneamente, como um grito de desespero por não se saber qual o caminho para a construção de um futuro alternativo perante um presente demasiado sombrio. Neste texto, em diálogo com o que o Jorge escreveu, tento refletir sobre qual o caminho ou caminhos a percorrer rumo a um futuro que desconhecemos, mas que confiamos seja melhor.
A normalização do intolerável
“A estupefação com que olhamos o que está a acontecer nos nossos dias já não provoca a indignação que convoca à ação. E nem os meios que temos à nossa disposição utilizamos para denunciar a mentira, a violência, o intolerável. Todos os dias um pequeno passo mais.” – A reflexão de Jorge Wemans, para ler no À Margem desta semana
A instrumentalização do ódio
Há mais ódio hoje do que outrora? Uns dirão que sim; outros, que não. Na comparação entre antes e agora, as respostas variarão muito em função de múltiplos factores, como o lugar onde se vive, o ordenado que se recebe, a idade que se tem, a ideologia que se professa.
Desta vez, o Papa desiludiu?
Francisco é o primeiro a admitir que as mulheres continuam hoje, em muitos locais e circunstâncias, a ser “diáconos”. Faz sentido que seja negada às mulheres a graça sacramental da ordenação, em vez de celebrado e apoiado esse magistério que tão bem podem exercer – e que a Igreja Católica tanto precisa que exerçam?
O que as religiões apregoam tem consequências?
Têm as religiões alguma palavra significativa para um mundo em conflito, em gravíssima emergência climática e que vive gigantescos problemas sociais no âmbito das desigualdades, educação ou saúde? Têm as religiões algo a dizer sobre isso, sobretudo quando sabemos que muitas guerras têm uma forte componente religiosa?
Tragédia de Gaza: quem quer calar a revolta dos jovens?
Os mais trágicos acontecimentos, como o que ocorre neste momento em Gaza, são frequentemente cenários em que, a par das mais primitivas e aviltantes formas de mal, se descobrem sinais da grandeza da alma humana. Essa grandeza expressa-se em gestos e testemunhos de quem é capaz de vencer a indiferença e o medo, arriscando o futuro e até a própria vida.
O nosso encontro com a História: que significa hoje ser português?
Os países construíram – constroem – a sua identidade a partir de acontecimentos históricos que foram marcantes para a sua vida coletiva enquanto comunidade. E há acontecimentos que por aquilo que representam, factualmente ou simbolicamente, são centrais na definição dessa matriz identitária.
É o 25 de Abril e isso nos basta!
O 25 de Abril anda escondido por detrás dos balanços que dele fazemos. Daquilo que depois dele conseguimos concretizar e do que não fomos capazes de realizar. Incluindo o que ainda hoje continua por resolver na nossa sociedade ou nela emerge para nossa desgraça.
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