Este período de pandemia foi e tem sido difícil para muitos padres. Há dioceses, um pouco por todo o lado, que têm procurado fazer uma releitura da vida do presbitério e da força anímica dos seus presbíteros.
Este período de pandemia foi e tem sido difícil para muitos padres. Há dioceses, um pouco por todo o lado, que têm procurado fazer uma releitura da vida do presbitério e da força anímica dos seus presbíteros.
Saiu agora mais um relatório sobre a realidade dos abusos sexuais, desta vez em França. Recordo outras situações como EUA, Polónia, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha…todos, segundo os critérios diferenciados de estudo e análise, vão mostrando uma realidade que envergonha a Igreja Católica e a sociedade, manifestando não apenas escândalo, mas também situações de indiferença e até crueldade.
Foi notícia em todo o mundo: o Papa permite às mulheres os ministérios laicais do leitorado e acolitado. Os mais otimistas, como eu, viram aí um caminho aberto para uma compreensão mais ampla da natureza destes e de outros ministérios; os mais pessimistas, também como eu, percebem que, apesar da grandeza e justeza da revisão legal, nada mudará verdadeiramente.
Quem conseguir ler profunda e espiritualmente este Tempo, descobrirá uma forma e um meio de transformação pessoal que o fará ser diferente, talvez cuidando mais a criação, o outro e a própria vida; quem viver este período na solidão, na incapacidade de reler o sentido da própria existência, poderá não ir além daquela atitude primária de quem volta à prepotências das agendas, à escravidão das reuniões, aos horários indisciplinados e velozes, à displicência com a família e à arrogância sobre o ambiente e a Criação.
Sempre que o Homem procura ser o centro-de-si-mesmo, o individualismo e o relativismo crescem gerando o autoconsumo de si mesmo. Espiritualmente, há uma espiral autocentrada presente nos livros de autoajuda e desenvolvimento pessoal, que na bondade da intenção, não têm a capacidade de ajudar a sair de um ciclo vicioso egoísta e possessivo. No vazio cabem sempre muitas coisas, mas nenhuma se encaixa verdadeiramente.
Sempre vivi em cidades e entusiasma-me a vida citadina. Umas mais pequenas, outras mais cosmopolitas, metrópoles… cidades a habitar. Como pároco numa cidade, desde o início se foi percebendo a tensão entre território e pertença, entre centro e periferia, entre identidade e fronteiras. Há dois anos, organizámos as primeiras Jornadas interparoquiais de Pastoral da Cidade para dar luz a um caminho novo que se impõe.
Claro que o 25 de abril deve ser celebrado, como todos os momentos mais fortes e intensos das nossas vidas!
Viver numa espécie de “ritualismo político” é achar que o 25 de abril é monopólio de alguns (contra a participação de todos), que a sua celebração só pode ser feita naquele espaço concreto de Parlamento (porque o cerimonial é mais importante que a celebração) e que o confinamento à casa de cada um perde a sua dimensão simbólica porque há uma casa que se apresenta como mais fundamental que é a Casa da Democracia.
“A espiritualidade terá escapado à pastoral?” é a pergunta forte da teóloga canadiana Pierrette Daviau. Talvez seja verdade que a ação pastoral da Igreja que marcou o pós-Concílio em Portugal olhou com suspeita – e até com alguma rudeza – para âmbitos mais litúrgicos e espirituais.
Este período de pandemia foi e tem sido difícil para muitos padres. Há dioceses, um pouco por todo o lado, que têm procurado fazer uma releitura da vida do presbitério e da força anímica dos seus presbíteros.
Saiu agora mais um relatório sobre a realidade dos abusos sexuais, desta vez em França. Recordo outras situações como EUA, Polónia, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha…todos, segundo os critérios diferenciados de estudo e análise, vão mostrando uma realidade que envergonha a Igreja Católica e a sociedade, manifestando não apenas escândalo, mas também situações de indiferença e até crueldade.
Foi notícia em todo o mundo: o Papa permite às mulheres os ministérios laicais do leitorado e acolitado. Os mais otimistas, como eu, viram aí um caminho aberto para uma compreensão mais ampla da natureza destes e de outros ministérios; os mais pessimistas, também como eu, percebem que, apesar da grandeza e justeza da revisão legal, nada mudará verdadeiramente.
Quem conseguir ler profunda e espiritualmente este Tempo, descobrirá uma forma e um meio de transformação pessoal que o fará ser diferente, talvez cuidando mais a criação, o outro e a própria vida; quem viver este período na solidão, na incapacidade de reler o sentido da própria existência, poderá não ir além daquela atitude primária de quem volta à prepotências das agendas, à escravidão das reuniões, aos horários indisciplinados e velozes, à displicência com a família e à arrogância sobre o ambiente e a Criação.
Sempre que o Homem procura ser o centro-de-si-mesmo, o individualismo e o relativismo crescem gerando o autoconsumo de si mesmo. Espiritualmente, há uma espiral autocentrada presente nos livros de autoajuda e desenvolvimento pessoal, que na bondade da intenção, não têm a capacidade de ajudar a sair de um ciclo vicioso egoísta e possessivo. No vazio cabem sempre muitas coisas, mas nenhuma se encaixa verdadeiramente.
Sempre vivi em cidades e entusiasma-me a vida citadina. Umas mais pequenas, outras mais cosmopolitas, metrópoles… cidades a habitar. Como pároco numa cidade, desde o início se foi percebendo a tensão entre território e pertença, entre centro e periferia, entre identidade e fronteiras. Há dois anos, organizámos as primeiras Jornadas interparoquiais de Pastoral da Cidade para dar luz a um caminho novo que se impõe.
Claro que o 25 de abril deve ser celebrado, como todos os momentos mais fortes e intensos das nossas vidas!
Viver numa espécie de “ritualismo político” é achar que o 25 de abril é monopólio de alguns (contra a participação de todos), que a sua celebração só pode ser feita naquele espaço concreto de Parlamento (porque o cerimonial é mais importante que a celebração) e que o confinamento à casa de cada um perde a sua dimensão simbólica porque há uma casa que se apresenta como mais fundamental que é a Casa da Democracia.
“A espiritualidade terá escapado à pastoral?” é a pergunta forte da teóloga canadiana Pierrette Daviau. Talvez seja verdade que a ação pastoral da Igreja que marcou o pós-Concílio em Portugal olhou com suspeita – e até com alguma rudeza – para âmbitos mais litúrgicos e espirituais.
[Lugar (in)comum]
“Depressa passas de bestial a besta” novidade“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]
[Entre Margens]
A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saber novidadeCom efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].
Mensagem da CEP
Bispos querem uma “nova era missionária” e apontam Portugal como “terra de missão” novidadeA Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que o centenário do Dia Mundial das Missões, que a Igreja celebrará no próximo dia 18 de outubro, deve ser ocasião para renovar o compromisso missionário e reconhecer que a missão não acontece apenas em terras distantes.
Esta terça-feira, 7 outubro
“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidadeA Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.
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