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Artigos de João Catarino Campos
Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

A área das desigualdades tem um problema que muitas outras áreas da economia não têm: falta de dados. Esta situação deve-se não só ao facto de no passado não se ter registado da melhor forma, ou de todo, dados a nível de desigualdades, como também ao facto de não ser fácil aferir a realidade, por exemplo, dos rendimentos mais altos da sociedade, para chegar aos indicadores.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

O papel da UE numa África cada vez mais dependente da China

Dezembro de 2019 parece que foi há muito tempo, não tivesse, entretanto, o mundo mudado por causa da covid-19. No entanto, remonta à fase inicial do mandato da Comissão Europeia, que ainda tem muitos anos para cumprir. Foi nesse mês que Ursula von der Leyen foi a Adis Abeba reunir-se com Moussa Faki, presidente da Comissão da União Africana. O objetivo fundamental foi o de se discutir uma parceria estratégica e a gestão migratória.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

Querida Espanha, tranquilidad y serenidad!

Num mundo global, aberto, não-coercivo e cosmopolita, os alicerces de uma sociedade que se queira coesa não se fazem só com um passado social que se possa considerar comum. Não basta mencionar aqui e ali Vasco da Gama ou Cristóvão Colombo, Humberto Delgado ou Adolfo Suárez. As sociedades modernas sobrevivem baseando-se na confiança, num conjunto de relações entre as diferentes formas do Estado, as instituições independentes e os cidadãos.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

As circunstâncias fazem os grandes líderes. Cá estão elas.

Faço parte de uma geração que reclama grandes líderes. Não tenho muitas dúvidas que esta reclamação é de quem vive num certo conforto. Não tive um Churchill porque não passei por uma grande guerra. Não tive um Schuman porque não era vivo quando a Europa esteve em cacos. Não tive um Sá Carneiro, Freitas do Amaral ou Mário Soares porque não era vivo quando Portugal ainda só sonhava com uma Democracia plena e funcional.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

A lição de Merkel

As eleições de Outubro de 2019 na Turíngia, estado da antiga República Democrática Alemã, ditaram um resultado que se vislumbraria difícil de solucionar. A esquerda do Die Linke ganhou as eleições, seguida da direita radical da Alternativa para a Alemanha (AfD) e da União Democrata Cristã (CDU), de Angela Merkel. O Partido Social-Democrata (SPD), não foi além dos 8,2% e os Verdes e os Liberais (FDP) ficaram na casa dos 5%.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

Dizer “olha o fascista” resolve muito pouco

André Ventura entrou na Assembleia da República e, pela primeira vez, teremos uma organização partidária onde o populismo, a irresponsabilidade e a desinformação são parte fundamental do seu programa e das suas ideias. Vivemos dias difíceis e enfrentamos desafios que há muito têm lugar pela Europa e por algumas outras democracias liberais no mundo.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

Refugiados e salgalhada de desinformação

O objetivo deste texto é combater alguns mitos, facilmente derrubáveis, sobre a questão dos refugiados com meia dúzia de dados, de forma a contribuir para uma melhor e mais eficaz discussão sobre o tema. Porque não acredito que devamos perder a esperança de convencer as pessoas com os melhores dados e argumentos.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

Os jovens e a abstenção

68,6%: foi esse o valor da abstenção a nível nacional para as eleições europeias de 2019. Pela Europa, em média, os valores são mais baixos e conheceram uma digna diminuição em relação às eleições de 2014. No entanto, é inequívoco que a Europa e Portugal têm uma tarefa grande pela frente. Mais grave se torna o cenário olhando para a abstenção jovem em Portugal.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

A área das desigualdades tem um problema que muitas outras áreas da economia não têm: falta de dados. Esta situação deve-se não só ao facto de no passado não se ter registado da melhor forma, ou de todo, dados a nível de desigualdades, como também ao facto de não ser fácil aferir a realidade, por exemplo, dos rendimentos mais altos da sociedade, para chegar aos indicadores.

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Dezembro de 2019 parece que foi há muito tempo, não tivesse, entretanto, o mundo mudado por causa da covid-19. No entanto, remonta à fase inicial do mandato da Comissão Europeia, que ainda tem muitos anos para cumprir. Foi nesse mês que Ursula von der Leyen foi a Adis Abeba reunir-se com Moussa Faki, presidente da Comissão da União Africana. O objetivo fundamental foi o de se discutir uma parceria estratégica e a gestão migratória.

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Querida Espanha, tranquilidad y serenidad!

Num mundo global, aberto, não-coercivo e cosmopolita, os alicerces de uma sociedade que se queira coesa não se fazem só com um passado social que se possa considerar comum. Não basta mencionar aqui e ali Vasco da Gama ou Cristóvão Colombo, Humberto Delgado ou Adolfo Suárez. As sociedades modernas sobrevivem baseando-se na confiança, num conjunto de relações entre as diferentes formas do Estado, as instituições independentes e os cidadãos.

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Faço parte de uma geração que reclama grandes líderes. Não tenho muitas dúvidas que esta reclamação é de quem vive num certo conforto. Não tive um Churchill porque não passei por uma grande guerra. Não tive um Schuman porque não era vivo quando a Europa esteve em cacos. Não tive um Sá Carneiro, Freitas do Amaral ou Mário Soares porque não era vivo quando Portugal ainda só sonhava com uma Democracia plena e funcional.

Persistência da desigualdade: O que Kuznets não viu

A lição de Merkel

As eleições de Outubro de 2019 na Turíngia, estado da antiga República Democrática Alemã, ditaram um resultado que se vislumbraria difícil de solucionar. A esquerda do Die Linke ganhou as eleições, seguida da direita radical da Alternativa para a Alemanha (AfD) e da União Democrata Cristã (CDU), de Angela Merkel. O Partido Social-Democrata (SPD), não foi além dos 8,2% e os Verdes e os Liberais (FDP) ficaram na casa dos 5%.

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André Ventura entrou na Assembleia da República e, pela primeira vez, teremos uma organização partidária onde o populismo, a irresponsabilidade e a desinformação são parte fundamental do seu programa e das suas ideias. Vivemos dias difíceis e enfrentamos desafios que há muito têm lugar pela Europa e por algumas outras democracias liberais no mundo.

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