Foi há 150 anos que teve lugar em Lisboa um evento ambicioso que ficaria para a história como as “Conferências do Casino”, que muito incomodaram o rei, o Governo e a Igreja Católica. Como sempre, são os jovens que desencadeiam as revoluções.
Foi há 150 anos que teve lugar em Lisboa um evento ambicioso que ficaria para a história como as “Conferências do Casino”, que muito incomodaram o rei, o Governo e a Igreja Católica. Como sempre, são os jovens que desencadeiam as revoluções.
A religião americana privilegia o “ser americano” antes do ser cristão e o nacionalismo antes do universalismo da fé. Só que tal mentalidade faz tábua rasa da figura de Jesus Cristo, seu discurso e obra. Atendendo a alguns discursos por vezes parece que Deus tem um fraquinho especial pelos Estados Unidos.
Costuma dizer-se que a memória dos povos é curta. Depressa esquecemos as páginas douradas do passado, mas ainda mais depressa esquecemos as negras. Mas conhecer a história colectiva dum país continua a ser o melhor antídoto para evitar cair nos mesmos erros, sempre que as oportunidades espreitam.
De vez em quando temos a sensação de que se está a passar na porta giratória para um mundo diferente. Em especial quando se toma consciência de que alguns dos maiores gigantes do mundo cristão nos deixaram. O mais recente foi o grande teólogo e pensador protestante latino-americano René Padilla (1932-2021), o “pai” do conceito de “missão integral” que revolucionou as teologias do continente, em particular a missiologia.
O velho orgulho persa vive hoje isolado num regime desenquadrado do mundo contemporâneo, reduzido a uma teocracia islâmica obsoleta que já não cativa os jovens. O regime tem prazo de validade e um dia destes cai.
Afinal, o que é normal no funcionamento da justiça quando falamos de um estado de direito democrático? E o que não se compreende? Os procedimentos de investigação criminal e a função judicial contemplam um conjunto de processos, acções e diligências cuja lógica pode e deve ser encarada com toda a normalidade, embora esteja sempre na mão dos seus actores uma margem de apreciação e decisão, atendendo a uma certa natureza subjectiva, uma vez que a justiça é aplicada por seres humanos e não por máquinas ou entidades divinas.
A juventude é a embriaguez sem vinho, dizia Goethe, mas quando o vinho está azedo a embriaguez passa a doença. A recorrência das crises, os surtos pandémicos e a falta de horizontes podem estar a criar uma geração perdida. Mas não terá sido quase sempre assim?
Se os cristãos fossem hoje a cumprir a Torah à letra estaríamos a apedrejar até à morte os adúlteros e os homossexuais, não poderíamos envergar roupa com incorporação de determinados tipos de tecidos, não podíamos comer um rol imenso de alimentos e satisfaríamos muitos outros interditos, além de guardar religiosamente o sábado, quando ninguém poderia trabalhar.
Foi há 150 anos que teve lugar em Lisboa um evento ambicioso que ficaria para a história como as “Conferências do Casino”, que muito incomodaram o rei, o Governo e a Igreja Católica. Como sempre, são os jovens que desencadeiam as revoluções.
A religião americana privilegia o “ser americano” antes do ser cristão e o nacionalismo antes do universalismo da fé. Só que tal mentalidade faz tábua rasa da figura de Jesus Cristo, seu discurso e obra. Atendendo a alguns discursos por vezes parece que Deus tem um fraquinho especial pelos Estados Unidos.
Costuma dizer-se que a memória dos povos é curta. Depressa esquecemos as páginas douradas do passado, mas ainda mais depressa esquecemos as negras. Mas conhecer a história colectiva dum país continua a ser o melhor antídoto para evitar cair nos mesmos erros, sempre que as oportunidades espreitam.
De vez em quando temos a sensação de que se está a passar na porta giratória para um mundo diferente. Em especial quando se toma consciência de que alguns dos maiores gigantes do mundo cristão nos deixaram. O mais recente foi o grande teólogo e pensador protestante latino-americano René Padilla (1932-2021), o “pai” do conceito de “missão integral” que revolucionou as teologias do continente, em particular a missiologia.
O velho orgulho persa vive hoje isolado num regime desenquadrado do mundo contemporâneo, reduzido a uma teocracia islâmica obsoleta que já não cativa os jovens. O regime tem prazo de validade e um dia destes cai.
Afinal, o que é normal no funcionamento da justiça quando falamos de um estado de direito democrático? E o que não se compreende? Os procedimentos de investigação criminal e a função judicial contemplam um conjunto de processos, acções e diligências cuja lógica pode e deve ser encarada com toda a normalidade, embora esteja sempre na mão dos seus actores uma margem de apreciação e decisão, atendendo a uma certa natureza subjectiva, uma vez que a justiça é aplicada por seres humanos e não por máquinas ou entidades divinas.
A juventude é a embriaguez sem vinho, dizia Goethe, mas quando o vinho está azedo a embriaguez passa a doença. A recorrência das crises, os surtos pandémicos e a falta de horizontes podem estar a criar uma geração perdida. Mas não terá sido quase sempre assim?
Se os cristãos fossem hoje a cumprir a Torah à letra estaríamos a apedrejar até à morte os adúlteros e os homossexuais, não poderíamos envergar roupa com incorporação de determinados tipos de tecidos, não podíamos comer um rol imenso de alimentos e satisfaríamos muitos outros interditos, além de guardar religiosamente o sábado, quando ninguém poderia trabalhar.
UNICEF revela
Mais de 35.900 crianças mortas ou mutiladas por armas explosivas em cinco anosMais de 35.900 crianças foram mortas ou mutiladas por armas explosivas entre 2021 e 2025, segundo uma nova análise da UNICEF, que alerta para o agravamento dos efeitos da guerra sobre a infância. A proporção de crianças vítimas deste tipo de armamento passou de 54% em...
Encontro no Vaticano
Seguro e Leão XIV em sintonia na defesa da paz: “Os problemas resolvem-se à mesa e não num campo de batalha”António José Seguro e o Papa Leão XIV estão de acordo na necessidade de pôr fim às guerras e procurar soluções para os conflitos através do diálogo. A conclusão resulta do encontro que o Presidente da República manteve esta quinta-feira, 24 de setembro, com o Papa, no Vaticano, e que António José Seguro relatou aos jornalistas como tendo sido uma conversa “muito importante e muito profunda”, centrada na paz, na dignidade humana e na esperança.
“Tomo um verso de Guimarães Rosa: todo o dia é véspera, para breves glosas da nossa circunstância”, diz Luís Soares Barbosa, poeta e professor na Universidade do Minho, que a 24/25 de cada mês, assinalando a data da implantação da democracia em Portugal, publica um poema que é, “uma espécie de comentário sobre a nossa circunstância portuguesa”.
Tradição e memória
De Mafra a Roma, o novo manto de Nossa Senhora da Soledade recebe a bênção de Leão XIVO novo manto de Nossa Senhora da Soledade de Mafra foi benzido pelo Papa Leão XIV, no Vaticano, depois de dois anos de trabalho para reproduzir fielmente a peça histórica que durante gerações cobriu a imagem.
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