Pois é, os nossos sentidos detestam ser apressados, é preciso dar-lhes tempo. O que muitas vezes dizemos não ter. A memória, enamorada pelos sentidos, gosta de pormenores e não de vistas aéreas, exige-nos tempo. Byung-Chul Han, no seu livro A Sociedade do Cansaço, escreve: “Ao desaparecer a descontração, perde-se o ‘dom da escuta’ e desaparece a ‘comunidade capaz de escutar’.”







