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Artigos de José Centeio
A máscara e o jogo da sociabilidade

A máscara e o jogo da sociabilidade

Pois é, os nossos sentidos detestam ser apressados, é preciso dar-lhes tempo. O que muitas vezes dizemos não ter. A memória, enamorada pelos sentidos, gosta de pormenores e não de vistas aéreas, exige-nos tempo. Byung-Chul Han, no seu livro A Sociedade do Cansaço, escreve: “Ao desaparecer a descontração, perde-se o ‘dom da escuta’ e desaparece a ‘comunidade capaz de escutar’.”

Diários de quarentena (12): Entre a solidão e o medo só o amor nos liberta

Diários de quarentena (12): Entre a solidão e o medo só o amor nos liberta

Os dias parecem-nos intermináveis e as noites demasiado longas para um descanso que se torna desassossego. As rotinas sucedem-se mais iguais do que nunca por se confinarem a um espaço que, sendo o nosso, parece querer sufocar-nos. Terrível experiência esta, nunca antes vivida, em que, sendo livres, nos sentimos aprisionados no lugar que ainda há dias era de acolhimento.

A máscara e o jogo da sociabilidade

Lembrar as mulheres refugiadas

neste dia quero sobretudo lembrar (e perdoem-me todas as outras, nomeadamente as que são vítimas) as que não têm voz, aquelas que não engrossam as manifestações de rua ou o espaço da comunicação, mas que calam a revolta e sofrem em silêncio a razão da sua luta. Elas fazem parte dos mais de 70 milhões de pessoas forçadas a deixar as suas casas por motivos de guerra, perseguição, violência e violação aos direitos humanos.

A máscara e o jogo da sociabilidade

Eutanásia, hora do debate

Seja qual for a posição de cada um, a reflexão e o debate sobre a eutanásia é uma exigência de cidadania e não uma discussão entre alguns, em círculo fechado, mesmo se democraticamente nos representam. Quando está em jogo o tipo de sociedade que desejo para os meus netos, não quero que outros decidam sem saberem o que penso.

A máscara e o jogo da sociabilidade

Transformar a economia social e solidária

As transformações profundas, às vezes silenciosas, com as quais as sociedades se confrontam – digitalização, automação, inteligência artificial, conceito de trabalho e relações laborais –, geram não só novos comportamentos, mas sobretudo novas formas de nos relacionarmos com o outro e com o mundo. À Economia Social (ES), não sendo imune a essa nova realidade, é-lhe também exigido que se transforme de modo a encontrar novas respostas sem que nessa procura e transformação perca a sua identidade.

A máscara e o jogo da sociabilidade

Animais, respeito e substituições

Uma primeira nota tem a ver com o desequilíbrio que se foi instaurando à medida que fomos evoluindo e a urbanidade se foi sobrepondo à ruralidade. Pese embora todas as conquistas, deixámos muito lá atrás uma hierarquia de valores que nos ensinava a respeitar os animais, mesmo se por vezes com um carácter utilitário, sem nunca deixar que ocupassem o espaço relacional próprio dos laços entre seres humanos.

A máscara e o jogo da sociabilidade

A União Europeia necessita de psicanálise

Importa olhar para o «subconsciente» da União Europeia e tentar perceber a causa de tão grande tormento. Dir-se-ia que a União Europeia necessita de fazer algumas sessões de psicanálise. Queiramos ou não, estejamos ou não de acordo, a realidade é que a União Europeia marcará o nosso futuro coletivo.

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Pois é, os nossos sentidos detestam ser apressados, é preciso dar-lhes tempo. O que muitas vezes dizemos não ter. A memória, enamorada pelos sentidos, gosta de pormenores e não de vistas aéreas, exige-nos tempo. Byung-Chul Han, no seu livro A Sociedade do Cansaço, escreve: “Ao desaparecer a descontração, perde-se o ‘dom da escuta’ e desaparece a ‘comunidade capaz de escutar’.”

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neste dia quero sobretudo lembrar (e perdoem-me todas as outras, nomeadamente as que são vítimas) as que não têm voz, aquelas que não engrossam as manifestações de rua ou o espaço da comunicação, mas que calam a revolta e sofrem em silêncio a razão da sua luta. Elas fazem parte dos mais de 70 milhões de pessoas forçadas a deixar as suas casas por motivos de guerra, perseguição, violência e violação aos direitos humanos.

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A missão voltada para a habitação acessível

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A missão nasce de um coração capaz de olhar para os outros com esperança e responsabilidade, conforme considerava José Allamano, fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata. Foi com o mesmo espírito que nasceu a Fundação Allamano, instrumento ao serviço, de modo particular, das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Rússia acusada de enviar à força cidadãos estrangeiros para combater na Ucrânia

Relatório divulgado hoje

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A Rússia tem recorrido a “práticas enganosas, coercivas e exploradoras para recrutar cidadãos estrangeiros para as suas forças armadas e enviá-los para combater na Ucrânia”, afirmou a Amnistia Internacional num relatório publicado hoje, dia 10 de setembro. No comunicado enviado à redação do 7MARGENS a organização adianta que tais práticas constituem, em muitos casos, “uma violação dos direitos humanos e um crime de tráfico de seres humanos”.

As pretas: o caminho é meu, o caminho é delas!

Trago comigo (15)

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Publicamos, da autoria de Sara Jona Laisse, o décimo quinto texto dessa rubrica, que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória. Sara Laisse fala-nos de duas mulheres negras brasileiras: Ivone Lara e Nise da Silveira.

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