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Artigos de Luísa Ribeiro Ferreira
“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

O conceito de natureza humana fez carreira ao longo da história da filosofia sendo usado durante séculos sem levantar problemas. A época moderna foi fértil em livros dedicados a esta temática que poderíamos incluir no rol das ideias geradoras de que nos fala a filósofa Susan Langer. Trata-se de conceitos fundadores que determinadas épocas elegem, tematizam e desenvolvem, mantendo-os inquestionáveis ao longo de um tempo mais ou menos longo.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Um Natal sem Herodes

Não vou falar do Natal da minha infância, quando tinha pais e avós. Refiro-me ao Natal de hoje em que essa geração já não existe e somos nós agora os pais e os avós. A família foi crescendo (ou, realisticamente falando, envelhecendo) e o grupo restrito aumentou, ficando cada vez maior. Transformados em avós e a geração abaixo em pais, passámos a ser uma quase multidão.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Uma nova normalidade

Nestes tempos de confinamento somos em grande parte privados da convivência social. Mas a convivência com outro tipo de amigos não foi, felizmente, afectada – estão neste caso os escritores e os filósofos. Embora sempre fizessem parte integrante das nossas vidas, a sua presença intensificou-se nestes meses, levando-nos a viver com eles a situação de isolamento que nos foi imposta.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

O meio é a massagem

Na minha crónica anterior, citei o filósofo canadiano Marshal Mc Luhan, lembrando a afirmação the medium is the message (“o meio é a mensagem”), por ele usada em Understanding Media.[1] Editado em 1964, o livro foi um sucesso. Três anos mais tarde, associando-se ao desenhador Quentin Fiore, Mc Luhan publicou uma pequena brochura intitulada The Media is the Massage (“O Meio é a Massagem”)[2], uma representação gráfica e criativa das teses defendidas na obra de 64. O título insólito deveu-se a um erro do editor. Mas o filósofo resolveu mantê-lo…

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Breves provocações para o recomeço das aulas

A pandemia que temos vivido obriga-nos a um novo olhar sobre muitos hábitos que tínhamos como adquiridos. Um deles é o conjunto de actividades que acompanham o recomeço das aulas, envolvendo professores, alunos e pais na azáfama comum de planificar um novo ano lectivo. O que nos leva a revisitar a temática do que é (ou deveria ser) aprender e ensinar.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Que filosofia pretendemos ensinar aos adolescentes?

Ensinar filosofia implica necessariamente filosofar, ou seja, não nos podemos limitar a transmitir, reconstituir e explicar o pensamento dos filósofos. Depois de um primeiro passo que é compreender as teorias e os problemas, interessa apropriarmo-nos deles, ou seja, trazê-los para a nossa vida, examinando-os, questionando-os ou deles nos demarcando com opiniões fundamentadas.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Um tempo suspenso. Um espaço confinado

Ao falarmos de tempo e de espaço imediatamente nos lembramos dos muitos filósofos que escreveram sobre esta temática. De facto, dos pitagóricos aos nossos dias, o espaço, o tempo e as relações que entre si estabelecem, têm dado azo à produção de textos que se tornaram clássicos para todo o estudioso de filosofia. Com a presente pandemia a vivência do tempo e do espaço impôs-se-nos como objecto de reflexão.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Ouvir a voz da solidão

Há dois anos, as minhas netas mais velhas iniciaram-se no estudo da filosofia, uma disciplina obrigatória no 10º e 11º anos de escolaridade. E uma delas ofereceu-me pelo Natal uma fotografia com a seguinte legenda: “A filosofia ensina-nos a ouvir a voz da solidão.” Achei curioso que uma miúda de dezasseis anos tivesse a intuição de que a solidão também tem voz e que o isolamento pode constituir uma experiência benéfica de autoconhecimento, algo que nos faz crescer e encarar o mundo de uma outra maneira.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

O conceito de natureza humana fez carreira ao longo da história da filosofia sendo usado durante séculos sem levantar problemas. A época moderna foi fértil em livros dedicados a esta temática que poderíamos incluir no rol das ideias geradoras de que nos fala a filósofa Susan Langer. Trata-se de conceitos fundadores que determinadas épocas elegem, tematizam e desenvolvem, mantendo-os inquestionáveis ao longo de um tempo mais ou menos longo.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Um Natal sem Herodes

Não vou falar do Natal da minha infância, quando tinha pais e avós. Refiro-me ao Natal de hoje em que essa geração já não existe e somos nós agora os pais e os avós. A família foi crescendo (ou, realisticamente falando, envelhecendo) e o grupo restrito aumentou, ficando cada vez maior. Transformados em avós e a geração abaixo em pais, passámos a ser uma quase multidão.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Uma nova normalidade

Nestes tempos de confinamento somos em grande parte privados da convivência social. Mas a convivência com outro tipo de amigos não foi, felizmente, afectada – estão neste caso os escritores e os filósofos. Embora sempre fizessem parte integrante das nossas vidas, a sua presença intensificou-se nestes meses, levando-nos a viver com eles a situação de isolamento que nos foi imposta.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

O meio é a massagem

Na minha crónica anterior, citei o filósofo canadiano Marshal Mc Luhan, lembrando a afirmação the medium is the message (“o meio é a mensagem”), por ele usada em Understanding Media.[1] Editado em 1964, o livro foi um sucesso. Três anos mais tarde, associando-se ao desenhador Quentin Fiore, Mc Luhan publicou uma pequena brochura intitulada The Media is the Massage (“O Meio é a Massagem”)[2], uma representação gráfica e criativa das teses defendidas na obra de 64. O título insólito deveu-se a um erro do editor. Mas o filósofo resolveu mantê-lo…

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Breves provocações para o recomeço das aulas

A pandemia que temos vivido obriga-nos a um novo olhar sobre muitos hábitos que tínhamos como adquiridos. Um deles é o conjunto de actividades que acompanham o recomeço das aulas, envolvendo professores, alunos e pais na azáfama comum de planificar um novo ano lectivo. O que nos leva a revisitar a temática do que é (ou deveria ser) aprender e ensinar.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Que filosofia pretendemos ensinar aos adolescentes?

Ensinar filosofia implica necessariamente filosofar, ou seja, não nos podemos limitar a transmitir, reconstituir e explicar o pensamento dos filósofos. Depois de um primeiro passo que é compreender as teorias e os problemas, interessa apropriarmo-nos deles, ou seja, trazê-los para a nossa vida, examinando-os, questionando-os ou deles nos demarcando com opiniões fundamentadas.

“Natureza humana” e “condição humana” em tempos de pandemia

Um tempo suspenso. Um espaço confinado

Ao falarmos de tempo e de espaço imediatamente nos lembramos dos muitos filósofos que escreveram sobre esta temática. De facto, dos pitagóricos aos nossos dias, o espaço, o tempo e as relações que entre si estabelecem, têm dado azo à produção de textos que se tornaram clássicos para todo o estudioso de filosofia. Com a presente pandemia a vivência do tempo e do espaço impôs-se-nos como objecto de reflexão.

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Ouvir a voz da solidão

Há dois anos, as minhas netas mais velhas iniciaram-se no estudo da filosofia, uma disciplina obrigatória no 10º e 11º anos de escolaridade. E uma delas ofereceu-me pelo Natal uma fotografia com a seguinte legenda: “A filosofia ensina-nos a ouvir a voz da solidão.” Achei curioso que uma miúda de dezasseis anos tivesse a intuição de que a solidão também tem voz e que o isolamento pode constituir uma experiência benéfica de autoconhecimento, algo que nos faz crescer e encarar o mundo de uma outra maneira.

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Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

[Entre Margens]

Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur

Não sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].

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