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Artigos de Maria Eugénia Abrunhosa
“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Estou convencida que foi essa marca cristã, a educação que eu assimilei ao longo da minha infância e adolescência que não me fez esquecer a figura de Jesus – continuando a ler sobre Ele, a partir dos 40 anos, com renovado interesse – e após labirintos e encruzilhadas, regressar, após longa jornada, a Casa, ao cristianismo. Não somos nós todos peregrinos? Não procura o Pastor a ovelha extraviada e deixa as noventa e nove no monte?

“Cinco réis de gente”, um hino à Vida e à relação com a Natureza

“Cinco réis de gente”, um hino à Vida e à relação com a Natureza

Quando um escritor se inspira na infância – e se a esta não faltou afectividade – o mistério da vida que as crianças intuem profundamente, os instantes gravados na memória, sublimam-se e ficam para sempre. É disso que trata este “romancito”, expressão usada pelo autor na dedicatória.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Casas. Duas memórias.

E o sacrário da casa, o quarto da minha avó, onde ela se refugiava e onde, aí, a minha mãe tinha absoluta primazia. Completo prazer, interação secreta e apaixonada entre ela e a mãe. Era a única filha – talvez por ser a mais velha, mas acho que não era só por isso – que tratava a mãe, pela doçura dessa expressão em português: “minha mãe”, “ó minha mãe”.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Oração do silêncio

O cristianismo tem uma longuíssima experiência da oração silenciosa ou meditação ou contemplação ou oração de Presença ou do Coração que, no Ocidente, se foi esfumando até quase desaparecer. O Concílio Vaticano II exprimiu a importância desta oração nos leigos, mas não pegou muito. Agora, surgem livros sobre o assunto e há mais prática desta oração. Há um livro que achei muito interessante: Pequeno Tratado da Oração Silenciosa, de Jean-Marie Gueullette, OP (2016, Paulinas Editora).

Aquilino e Bartolomeu dos Mártires: o “pai dos pobres e mártir sem desejos”

Aquilino e Bartolomeu dos Mártires: o “pai dos pobres e mártir sem desejos”

Aquilino Ribeiro, escritor de prosa escorreita, pujante, honrou a dignidade da língua portuguesa à altura de outros antigos prosadores de grande qualidade. Irmanado com a Natureza beirã: aves, árvores, animais e homens. Espirituoso e de fina ironia, é bem o Mestre da nossa Língua. Em “Dom Frei Bertolameu” faz uma espécie de hagiografia do arcebispo de Braga, D. Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), canonizado pelo Papa Francisco a 6 de Julho de 2019.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Iniciativa Educação: Uma janela aberta à aprendizagem

Há uns anos – ainda era professora do ensino secundário –, uma pessoa amiga tinha duas filhas com personalidades muito diferentes. Foi chamada à escola do 1º ciclo do ensino básico. A professora disse-lhe que a filha mais nova não conseguira chegar aos objectivos propostos e que caberia a ela, mãe e responsável pela educanda, decidir se a filha deveria passar para o ano seguinte ou não.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Eugénio de Andrade: Poeta esquecido?

Neste momento, quem passa por essa casa, sabemos que foi cedida, pela Câmara, à União das Autarquias de Aldoar, Foz, Nevogilde. Mas o conteúdo da tal cultura no pequeno Auditório Eugénio de Andrade, não dignifica muito a obra do Poeta.

Eugénio de Andrade: a mística do corpo

Eugénio de Andrade: a mística do corpo

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas (Póvoa de Atalaia, Fundão, 19 de Janeiro de 1923 – Porto, 13 de Junho de 2005), um dos mais prestigiados e traduzidos poetas portugueses; nasceu numa família de camponeses, prosseguiu os seus estudos em Castelo Branco, Lisboa e Coimbra. Integrado na Inspecção de Serviços Médico-Sociais, viveu os últimos 50 anos da sua vida no Porto. Morreu faz agora 15 anos.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Estou convencida que foi essa marca cristã, a educação que eu assimilei ao longo da minha infância e adolescência que não me fez esquecer a figura de Jesus – continuando a ler sobre Ele, a partir dos 40 anos, com renovado interesse – e após labirintos e encruzilhadas, regressar, após longa jornada, a Casa, ao cristianismo. Não somos nós todos peregrinos? Não procura o Pastor a ovelha extraviada e deixa as noventa e nove no monte?

“Cinco réis de gente”, um hino à Vida e à relação com a Natureza

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Quando um escritor se inspira na infância – e se a esta não faltou afectividade – o mistério da vida que as crianças intuem profundamente, os instantes gravados na memória, sublimam-se e ficam para sempre. É disso que trata este “romancito”, expressão usada pelo autor na dedicatória.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Casas. Duas memórias.

E o sacrário da casa, o quarto da minha avó, onde ela se refugiava e onde, aí, a minha mãe tinha absoluta primazia. Completo prazer, interação secreta e apaixonada entre ela e a mãe. Era a única filha – talvez por ser a mais velha, mas acho que não era só por isso – que tratava a mãe, pela doçura dessa expressão em português: “minha mãe”, “ó minha mãe”.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Oração do silêncio

O cristianismo tem uma longuíssima experiência da oração silenciosa ou meditação ou contemplação ou oração de Presença ou do Coração que, no Ocidente, se foi esfumando até quase desaparecer. O Concílio Vaticano II exprimiu a importância desta oração nos leigos, mas não pegou muito. Agora, surgem livros sobre o assunto e há mais prática desta oração. Há um livro que achei muito interessante: Pequeno Tratado da Oração Silenciosa, de Jean-Marie Gueullette, OP (2016, Paulinas Editora).

Aquilino e Bartolomeu dos Mártires: o “pai dos pobres e mártir sem desejos”

Aquilino e Bartolomeu dos Mártires: o “pai dos pobres e mártir sem desejos”

Aquilino Ribeiro, escritor de prosa escorreita, pujante, honrou a dignidade da língua portuguesa à altura de outros antigos prosadores de grande qualidade. Irmanado com a Natureza beirã: aves, árvores, animais e homens. Espirituoso e de fina ironia, é bem o Mestre da nossa Língua. Em “Dom Frei Bertolameu” faz uma espécie de hagiografia do arcebispo de Braga, D. Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), canonizado pelo Papa Francisco a 6 de Julho de 2019.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Iniciativa Educação: Uma janela aberta à aprendizagem

Há uns anos – ainda era professora do ensino secundário –, uma pessoa amiga tinha duas filhas com personalidades muito diferentes. Foi chamada à escola do 1º ciclo do ensino básico. A professora disse-lhe que a filha mais nova não conseguira chegar aos objectivos propostos e que caberia a ela, mãe e responsável pela educanda, decidir se a filha deveria passar para o ano seguinte ou não.

“Oh! Quem me dera ser como são as crianças!”

Eugénio de Andrade: Poeta esquecido?

Neste momento, quem passa por essa casa, sabemos que foi cedida, pela Câmara, à União das Autarquias de Aldoar, Foz, Nevogilde. Mas o conteúdo da tal cultura no pequeno Auditório Eugénio de Andrade, não dignifica muito a obra do Poeta.

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Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas (Póvoa de Atalaia, Fundão, 19 de Janeiro de 1923 – Porto, 13 de Junho de 2005), um dos mais prestigiados e traduzidos poetas portugueses; nasceu numa família de camponeses, prosseguiu os seus estudos em Castelo Branco, Lisboa e Coimbra. Integrado na Inspecção de Serviços Médico-Sociais, viveu os últimos 50 anos da sua vida no Porto. Morreu faz agora 15 anos.

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