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Artigos de Maria Luísa Ribeiro Ferreira
O que fazer dos nossos livros?

[Nas margens da filosofia – L]

O que fazer dos nossos livros?

Que fazer dos quase dezasseis mil livros que ao longo da nossa vida temos comprado e herdado? Dos meus irmãos recebi praticamente todos os nossos livros de infância pois nenhum pretendia guardá-los. A esses se acrescentam os livros de direito do meu marido, os meus de filosofia e as centenas de obras de história, de literatura, de enciclopédias, de dicionários etc., etc.. A casa de férias tem ajudado a solucionar esta situação e nela guardamos essencialmente a literatura infantil e policial.

Uma justa homenagem a Manuela Silva

[Nas margens da filosofia – XLIX]

Uma justa homenagem a Manuela Silva

No dia passado dia 11 de Novembro reuniram-se no ISEG familiares, admiradores, colaboradores e amigos de Manuela Silva, prestando-lhe homenagem através do lançamento de um livro onde a sua acção foi lembrada em múltiplas vertentes – social, política, espiritual e profética. Economista de profissão, ela colocou todo o seu saber, a sua energia e os seus interesses ao serviço de uma causa: construir um mundo melhor e mais justo, onde todos e todas conseguissem viver plenamente a sua dignidade de pessoas, ao mesmo tempo que respeitavam a Terra onde lhes foi dado viver.

O que sabemos dos nossos refugiados?

[Nas margens da filosofia]

O que sabemos dos nossos refugiados?

Assistimos de novo àquilo que pensávamos nunca mais voltar a acontecer na Europa depois das duas últimas grandes guerras – a fuga massiva de migrantes obrigados a sair do seu país para se manterem vivos. E trata-se de gente que até há poucos meses vivia bem, em cidades cuidadas e bonitas, com jardins, monumentos, escolas e igrejas maravilhosas, num ambiente pacífico que os seus habitantes nunca sonhariam ter de abandonar.

As pequenas alegrias

[Nas margens da filosofia – XLVI]

As pequenas alegrias

As grandes alegrias são intensas e, como tal, esporádicas. Ligam-se a eventos marcantes cuja recordação nos traz sempre felicidade e bem-estar. Reconstituímo-las com um misto de prazer e de saudade e a sua memória é uma espécie de tónico a que recorremos para afastar estados de depressão ou de angústia.

Os jacarandás já estão em flor

[Nas margens da filosofia – XLV]

Os jacarandás já estão em flor

Nos noticiários que diariamente nos informam da guerra não vemos campos de trigo nem flores – vemos feridos, famílias destroçadas, crianças e adolescentes que viajam sozinhos. Um dos meus netos que foi à Ucrânia buscar refugiados levou-os à praia, quando chegaram a Portugal. Vou sugerir que os leve a ver os jacarandás em flor pois, como diz o poeta (que traduzo livremente), “tudo quanto é belo é uma fonte perene de alegria.”

“Velhos” e não “idosos”

“Velhos” e não “idosos”

A pandemia, que no início alguns optimistas prognosticavam ser um fenómeno de pouca duração, cada vez mais se nos apresenta como uma mudança de paradigma, uma ruptura com um modo de ser, de pensar e de agir que entendíamos ter sido definitivamente conquistado, sem suspeitarmos que pudessem ser postos em causa modelos de relacionamento, de vivências, de valores ou mesmo de linguagem.

Precisamos de nos ouvir (21) – Luísa Ribeiro Ferreira: Um confinamento na companhia de Espinosa

Precisamos de nos ouvir (21) – Luísa Ribeiro Ferreira: Um confinamento na companhia de Espinosa

Recebi do 7MARGENS um convite para escrever sobre a minha experiência desta pandemia, partilhando a fragilidade da condição que actualmente vivemos. Respondo recorrendo a Espinosa, o filósofo com quem mais tenho dialogado e que durante o presente confinamento revisitei várias vezes, quer por obrigação (atendendo a compromissos) quer por devoção (a leitura das suas obras é sempre gratificante).

O que fazer dos nossos livros?

[Nas margens da filosofia – L]

O que fazer dos nossos livros?

Que fazer dos quase dezasseis mil livros que ao longo da nossa vida temos comprado e herdado? Dos meus irmãos recebi praticamente todos os nossos livros de infância pois nenhum pretendia guardá-los. A esses se acrescentam os livros de direito do meu marido, os meus de filosofia e as centenas de obras de história, de literatura, de enciclopédias, de dicionários etc., etc.. A casa de férias tem ajudado a solucionar esta situação e nela guardamos essencialmente a literatura infantil e policial.

Uma justa homenagem a Manuela Silva

[Nas margens da filosofia – XLIX]

Uma justa homenagem a Manuela Silva

No dia passado dia 11 de Novembro reuniram-se no ISEG familiares, admiradores, colaboradores e amigos de Manuela Silva, prestando-lhe homenagem através do lançamento de um livro onde a sua acção foi lembrada em múltiplas vertentes – social, política, espiritual e profética. Economista de profissão, ela colocou todo o seu saber, a sua energia e os seus interesses ao serviço de uma causa: construir um mundo melhor e mais justo, onde todos e todas conseguissem viver plenamente a sua dignidade de pessoas, ao mesmo tempo que respeitavam a Terra onde lhes foi dado viver.

O que sabemos dos nossos refugiados?

[Nas margens da filosofia]

O que sabemos dos nossos refugiados?

Assistimos de novo àquilo que pensávamos nunca mais voltar a acontecer na Europa depois das duas últimas grandes guerras – a fuga massiva de migrantes obrigados a sair do seu país para se manterem vivos. E trata-se de gente que até há poucos meses vivia bem, em cidades cuidadas e bonitas, com jardins, monumentos, escolas e igrejas maravilhosas, num ambiente pacífico que os seus habitantes nunca sonhariam ter de abandonar.

As pequenas alegrias

[Nas margens da filosofia – XLVI]

As pequenas alegrias

As grandes alegrias são intensas e, como tal, esporádicas. Ligam-se a eventos marcantes cuja recordação nos traz sempre felicidade e bem-estar. Reconstituímo-las com um misto de prazer e de saudade e a sua memória é uma espécie de tónico a que recorremos para afastar estados de depressão ou de angústia.

Os jacarandás já estão em flor

[Nas margens da filosofia – XLV]

Os jacarandás já estão em flor

Nos noticiários que diariamente nos informam da guerra não vemos campos de trigo nem flores – vemos feridos, famílias destroçadas, crianças e adolescentes que viajam sozinhos. Um dos meus netos que foi à Ucrânia buscar refugiados levou-os à praia, quando chegaram a Portugal. Vou sugerir que os leve a ver os jacarandás em flor pois, como diz o poeta (que traduzo livremente), “tudo quanto é belo é uma fonte perene de alegria.”

“Velhos” e não “idosos”

“Velhos” e não “idosos”

A pandemia, que no início alguns optimistas prognosticavam ser um fenómeno de pouca duração, cada vez mais se nos apresenta como uma mudança de paradigma, uma ruptura com um modo de ser, de pensar e de agir que entendíamos ter sido definitivamente conquistado, sem suspeitarmos que pudessem ser postos em causa modelos de relacionamento, de vivências, de valores ou mesmo de linguagem.

Precisamos de nos ouvir (21) – Luísa Ribeiro Ferreira: Um confinamento na companhia de Espinosa

Precisamos de nos ouvir (21) – Luísa Ribeiro Ferreira: Um confinamento na companhia de Espinosa

Recebi do 7MARGENS um convite para escrever sobre a minha experiência desta pandemia, partilhando a fragilidade da condição que actualmente vivemos. Respondo recorrendo a Espinosa, o filósofo com quem mais tenho dialogado e que durante o presente confinamento revisitei várias vezes, quer por obrigação (atendendo a compromissos) quer por devoção (a leitura das suas obras é sempre gratificante).

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Rússia acusada de enviar à força cidadãos estrangeiros para combater na Ucrânia

Relatório divulgado hoje

Rússia acusada de enviar à força cidadãos estrangeiros para combater na Ucrânia

A Rússia tem recorrido a “práticas enganosas, coercivas e exploradoras para recrutar cidadãos estrangeiros para as suas forças armadas e enviá-los para combater na Ucrânia”, afirmou a Amnistia Internacional num relatório publicado hoje, dia 10 de setembro. No comunicado enviado à redação do 7MARGENS a organização adianta que tais práticas constituem, em muitos casos, “uma violação dos direitos humanos e um crime de tráfico de seres humanos”.

As pretas: o caminho é meu, o caminho é delas!

Trago comigo (15)

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Publicamos, da autoria de Sara Jona Laisse, o décimo quinto texto dessa rubrica, que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória. Sara Laisse fala-nos de duas mulheres negras brasileiras: Ivone Lara e Nise da Silveira.

Deus morreu em Auschwitz?

[Entre Margens]

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Muitos filósofos e teólogos questionaram-se sobre a possibilidade de continuar a falar de Deus após a catástrofe do holocausto. A tragédia humana de tal genocídio foi tão avassaladora que se tornava intolerável pensar em Deus dentro dos parâmetros que as tradições religiosas e filosóficas nos legaram. O silêncio de Deus fora demasiado impressionante (e comprometedor) para passar despercebido sem beliscar a imagem que dele temos. [Texto de Jorge Paulo].

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