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Artigos de Nuno Caiado
Um casal em 2024

Um casal em 2024

“A D. Georgina e o Senhor Amaro comentam o trânsito dos jovens, ele irritado: isto é gente de fora, do karaté ou lá o que é, daquelas coisas chinesas de dar porrada. Ela, rancorosa: pois, deixam-nos vir para cá para aprenderem a fazer-nos mal, deviam era mandá-los a todos para a terra dele”. Um texto de Nuno Caiado, baseado num episódio real testemunhado em Lisboa.

Guerra e Paz: angústias e compromissos

Um ensaio

Guerra e Paz: angústias e compromissos

Este é um escrito de um cristão angustiado e desorientado, e também com medo, porque acredita que uma guerra devastadora na Europa é de alta probabilidade. Quando se chega a este ponto, é porque a esperança é já pequena. Manda a consciência tentar fazer o possível por evitar a guerra e dar uma oportunidade à paz. — ensaio de Nuno Caiado

Um casal em 2024

O intolerável sexo, mesmo que abordado sensata e evangelicamente

  1. O sexo, algo naturalmente inerente à vida, aos mamíferos em geral e ao homo sapiens em particular, foi e continua a ser uma maldição terrível que paira sobre a Igreja Católica. O mesmo sucede nas outras igrejas cristãs, mas parece que um pouco menos, pois algumas...

Um casal em 2024

À flor da pele, uma imensa comoção; por debaixo, a prudência e os desafios

À flor da pele nestes dias que se assemelham a revolucionários, sobrevém uma tal comoção geral que não deixa de ser surpreendente. Parecem revolucionários porque em Lisboa as ruas e os jardins estão (muito) cheios e as igrejas estão (muito) cheias de jovens de todas as idades, cores, géneros e feitios, de muitas línguas e bandeiras respirando-se uma insólita atmosfera de festa, de grande alegria e de esperança.

Um casal em 2024

Os pontos nos ii sobre o eterno problema dos abusos sexuais

A análise sociológica dirá que a JMJ se esgota em si mesma. Mas entretanto, há uma imensa alegria no ar, formidável, magnífica, contagiante, extremamente comovente pela esperança que transporta, algo ingénua mas tão-tão real que mobiliza a cidade e os cidadãos. Acredito que mau grado as referidas debilidades, algumas sementes há, e flores haverão. Como prescindir da esperança?

Um casal em 2024

Profundamente insensata, a minha Igreja

Hesitei entre dois títulos: “mais horror”, como que a prolongar a péssima telenovela em torno dos abusos sexuais, ou “profundamente insensata, a minha Igreja”, sublinhando desde o início a ideia que mesmo sendo a Igreja insensata, é a minha Igreja. Optei pela segunda, mas sem dúvida que é sob o signo da vergonha e da tristeza que escrevo estas linhas, depois do choque ao ver um selo do Vaticano sobre a JMJ 2023.

Um casal em 2024

Um estrado de 5 milhões de pregos

Sejamos brutos, porque é preciso, mas justos, porque devemos ser sempre justos: é preciso ser absolutamente cego, insensível, insensato e outras coisas que ultrapassam “bruto” para permitir um estrado de 5 milhões de euros (fora derrapagens, por certo) para servir de altar papal da Jornada Mundial da Juventude, cujas mais valias evangélicas alguém um dia deveria provar (terão notado que eu escrevi evangélicas, não me referia às outras mais valias, obrigadinho pela atenção).

Um casal em 2024

Um casal em 2024

“A D. Georgina e o Senhor Amaro comentam o trânsito dos jovens, ele irritado: isto é gente de fora, do karaté ou lá o que é, daquelas coisas chinesas de dar porrada. Ela, rancorosa: pois, deixam-nos vir para cá para aprenderem a fazer-nos mal, deviam era mandá-los a todos para a terra dele”. Um texto de Nuno Caiado, baseado num episódio real testemunhado em Lisboa.

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Este é um escrito de um cristão angustiado e desorientado, e também com medo, porque acredita que uma guerra devastadora na Europa é de alta probabilidade. Quando se chega a este ponto, é porque a esperança é já pequena. Manda a consciência tentar fazer o possível por evitar a guerra e dar uma oportunidade à paz. — ensaio de Nuno Caiado

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  1. O sexo, algo naturalmente inerente à vida, aos mamíferos em geral e ao homo sapiens em particular, foi e continua a ser uma maldição terrível que paira sobre a Igreja Católica. O mesmo sucede nas outras igrejas cristãs, mas parece que um pouco menos, pois algumas...

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À flor da pele, uma imensa comoção; por debaixo, a prudência e os desafios

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Hesitei entre dois títulos: “mais horror”, como que a prolongar a péssima telenovela em torno dos abusos sexuais, ou “profundamente insensata, a minha Igreja”, sublinhando desde o início a ideia que mesmo sendo a Igreja insensata, é a minha Igreja. Optei pela segunda, mas sem dúvida que é sob o signo da vergonha e da tristeza que escrevo estas linhas, depois do choque ao ver um selo do Vaticano sobre a JMJ 2023.

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Não às armas nucleares (3):  a paz não exige anjos

[Arquipélago Jerusalém]

Não às armas nucleares (3): a paz não exige anjos novidade

Foi uma grande semana para a democracia e contra os impérios: Órban, Bolsonaro e Vučić perderam eleições, Netanyahu perdeu o poder. A Hungria e a Sérvia libertam-se das democracias musculadas e da dependência de Moscovo; o Brasil terá evitado o regresso da direita radical. Em Israel, uma coligação de Gadi Eisenkot com os partidos árabes poderia recuperar o caminho de Yitzhak Rabin, que assinou os Acordos de Oslo com a OLP em 1993. [Texto de Mendo Castro Henriques]

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