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Artigos de Ruben Azevedo
Aquecimento global e o futuro da humanidade

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Nos últimos 150 anos, a população mundial cresceu exponencialmente como em nenhum outro momento da história humana, e com ela as cidades progrediram em prejuízo das florestas, e a indústria libertou mais CO2 para a atmosfera do que havia sido libertado, arrisco-me a dizer, durante todos os milhares de anos anteriores, desde que existe história escrita.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

O que é a liberdade?

O que é a liberdade? Ela existe de facto, ou não passa de uma ilusão? O problema da liberdade pode também ser formulado assim: somos realmente autores dos nossos atos, quer dizer, a sua causa primeira, original, vertical, ou são eles necessariamente prisioneiros de uma causalidade horizontal, i.e. fisio-psico-biológica?

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Israel-Palestina: novos tempos exigem novas soluções

Parece que já quase ninguém acredita, em qualquer dos dois lados, na solução de dois estados no conflito entre Israel e Palestina. A tendência, segundo se diz, é a radicalização de ambas as partes, com o perigo da extrema-direita israelita em crescendo, mercê de uma população jovem cada vez radicalizada e adepta de uma solução de força. O ódio cresce e, à falta de um horizonte de solução, resta a solução desesperada, que é a da guerra total na qual uma das partes é aniquilada.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

A origem do mal

De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Hans Küng e o argumento ontológico

A morte recente do teólogo suíço Hans Küng despertou-me para a leitura da sua obra. O título mais disponível de imediato foi Aquilo em que creio (Was ich glaube), publicado originalmente em 2009. Neste livro, Küng expõe detalhadamente as suas crenças filosóficas, éticas, religiosas e científicas, revelando uma visão anti-dogmática acerca da fé, desfazendo habilmente alguns mitos acerca de Deus, do Homem e da relação entre fé e ciência, convidando-nos de facto a partilhar de uma visão integral e humanista do fenómeno humano.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

A Justiça livra da morte

É muitas vezes a fraqueza, a impotência e a frustração por não conseguirmos fazer aquilo que realmente queremos, que nos conduz ao mal. Queremos ser heróis, conquistar uma glória qualquer, ser absolutamente livres, e não compreendemos que o maior dos heroísmos não é o do impulso de uma hora, mas o de todas as horas em que tentamos adequar a nossa ação ao nosso juízo mais justo. Mesmo que doa, mesmo que a solidão pese, mesmo que a angústia prevaleça.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Deus está infinitamente para além do medo

Acreditar em Deus será necessariamente viver no medo do imprevisível? Só se crermos num deus caprichoso, que ora nos dá graças, ora nos dá dores, independentemente do que façamos, como a Job. É verdade que a desgraça se pode abater sobre qualquer um. Alguns defendem, porém, que dispensar Deus ou deuses e limitar-se a um estrito naturalismo nos isenta de medos supersticiosos, como já a escola filosófica epicurista defendia. É que a natureza não tem caprichos nem humores…

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Eternidade

A vida segue sempre e nós seguimos com ela, necessariamente, como se fôssemos empurrados pela passagem inexorável do tempo. Mas enquanto uns aceitam esse empurrão inexorável como um impulso para levantar voo – inclusive até lugares onde o tempo não domina –, outros deixam-se arrastar por ele até ao abismo. Porque quando o tempo não serve para moldar e edificar pedaços de eternidade, ele apenas dura e, portanto, a nada conduz (a não ser à morte), pois a sua natureza é durar, sem mais.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Nos últimos 150 anos, a população mundial cresceu exponencialmente como em nenhum outro momento da história humana, e com ela as cidades progrediram em prejuízo das florestas, e a indústria libertou mais CO2 para a atmosfera do que havia sido libertado, arrisco-me a dizer, durante todos os milhares de anos anteriores, desde que existe história escrita.

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O que é a liberdade?

O que é a liberdade? Ela existe de facto, ou não passa de uma ilusão? O problema da liberdade pode também ser formulado assim: somos realmente autores dos nossos atos, quer dizer, a sua causa primeira, original, vertical, ou são eles necessariamente prisioneiros de uma causalidade horizontal, i.e. fisio-psico-biológica?

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Israel-Palestina: novos tempos exigem novas soluções

Parece que já quase ninguém acredita, em qualquer dos dois lados, na solução de dois estados no conflito entre Israel e Palestina. A tendência, segundo se diz, é a radicalização de ambas as partes, com o perigo da extrema-direita israelita em crescendo, mercê de uma população jovem cada vez radicalizada e adepta de uma solução de força. O ódio cresce e, à falta de um horizonte de solução, resta a solução desesperada, que é a da guerra total na qual uma das partes é aniquilada.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

A origem do mal

De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Hans Küng e o argumento ontológico

A morte recente do teólogo suíço Hans Küng despertou-me para a leitura da sua obra. O título mais disponível de imediato foi Aquilo em que creio (Was ich glaube), publicado originalmente em 2009. Neste livro, Küng expõe detalhadamente as suas crenças filosóficas, éticas, religiosas e científicas, revelando uma visão anti-dogmática acerca da fé, desfazendo habilmente alguns mitos acerca de Deus, do Homem e da relação entre fé e ciência, convidando-nos de facto a partilhar de uma visão integral e humanista do fenómeno humano.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

A Justiça livra da morte

É muitas vezes a fraqueza, a impotência e a frustração por não conseguirmos fazer aquilo que realmente queremos, que nos conduz ao mal. Queremos ser heróis, conquistar uma glória qualquer, ser absolutamente livres, e não compreendemos que o maior dos heroísmos não é o do impulso de uma hora, mas o de todas as horas em que tentamos adequar a nossa ação ao nosso juízo mais justo. Mesmo que doa, mesmo que a solidão pese, mesmo que a angústia prevaleça.

Aquecimento global e o futuro da humanidade

Deus está infinitamente para além do medo

Acreditar em Deus será necessariamente viver no medo do imprevisível? Só se crermos num deus caprichoso, que ora nos dá graças, ora nos dá dores, independentemente do que façamos, como a Job. É verdade que a desgraça se pode abater sobre qualquer um. Alguns defendem, porém, que dispensar Deus ou deuses e limitar-se a um estrito naturalismo nos isenta de medos supersticiosos, como já a escola filosófica epicurista defendia. É que a natureza não tem caprichos nem humores…

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Eternidade

A vida segue sempre e nós seguimos com ela, necessariamente, como se fôssemos empurrados pela passagem inexorável do tempo. Mas enquanto uns aceitam esse empurrão inexorável como um impulso para levantar voo – inclusive até lugares onde o tempo não domina –, outros deixam-se arrastar por ele até ao abismo. Porque quando o tempo não serve para moldar e edificar pedaços de eternidade, ele apenas dura e, portanto, a nada conduz (a não ser à morte), pois a sua natureza é durar, sem mais.

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Relatórios propõem leigos nas visitas ad limina e cuidado na aprovação de novos movimentos eclesiais

Grupos de estudo pós-Sínodo

Relatórios propõem leigos nas visitas ad limina e cuidado na aprovação de novos movimentos eclesiais

O bispo diocesano deve convocar o seu povo para que este participe na redação do relatório sobre a situação da diocese a enviar à Santa Sé antes da visita ad limina, na qual se deve fazer acompanhar por alguns leigos, e a clarificação dos critérios de aprovação das formas emergentes de associações de leigos ou de vida consagrada são algumas das recomendações dos relatórios dos Grupos de Estudo 6 e 7.

Tudo é para sempre

[Entre Margens]

Tudo é para sempre

Friedrich Nietzsche, na sua famosa teoria do eterno retorno, propôs que a existência de cada indivíduo se repete infinitamente até à eternidade. De facto, se concebermos o universo como infinito no tempo, é inevitável que concluamos que, o que quer que tenha alguma probabilidade de acontecer, mesmo a mais ínfima, não só já aconteceu infinitas vezes no passado como ocorrerá infinitas vezes no futuro. [Texto de Rúben Azevedo].

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