Os Bancos Alimentares Contra a Fome (BACF) estão a dinamizar em Portugal, até 13 de Dezembro, uma campanha solidária com vales disponíveis nos supermercados e na internet, “para que ninguém fique sem alimento à mesa”.
Os Bancos Alimentares Contra a Fome (BACF) estão a dinamizar em Portugal, até 13 de Dezembro, uma campanha solidária com vales disponíveis nos supermercados e na internet, “para que ninguém fique sem alimento à mesa”.
Uma “iniciativa muito válida, porque a economia está no fulcro das discussões políticas, culturais, sociais que têm de ser pensadas, também do ponto de vista ético – no qual os católicos têm também um papel”. É deste modo que a economista Maria João Marques, colunista do Público, olha para o encontro A Economia de Francesco, que terminou no sábado, coma publicação de uma declaração final e uma mensagem do Papa Francisco aos participantes.
A carta-compromisso, o discurso do Papa, as intervenções de diferentes convidados ou os testemunhos do que os jovens andam a fazer pelo mundo coincidem: este modelo económico e financeiro não serve, é preciso refazer (quase) tudo. Na carta-compromisso final do encontro A Economia de Francisco, que terminou sábado após três dias de debates em Assis e atravéws de vídeo, várias dessas ideias ficaram expressas. “Pedimos muito, mas se pedíssemos menos não seria suficiente”, dizem os dois mil participantes.
“Os pobres estão no centro do Evangelho” e “o Evangelho não se compreende sem os pobres”, disse o Papa Francisco, na homilia da missa deste domingo, 15, que desde 2017 o próprio instituiu como Dia Mundial dos Pobres. “A personalidade dos pobres é igual à de...
É esse o lema para o IV Domingo Mundial do Pobres que neste domingo, 15, se assinala. Estou convencido de que não foi por mero ajustamento de calendário que o Papa Francisco marcou como último ato celebrativo do Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia um grande encontro com os pobres que responderam ao seu convite para se deslocarem a Roma, a fim de que ele pudesse estar com eles para ouvir as suas histórias de vida e, sobretudo, os abraçar.
O Dia Mundial dos Pobres deste ano será assinalado, no próximo domingo, 15 de novembro: o Papa celebrará missa com um grupo de 100 pessoas na Basílica de São Pedro, serão oferecidos testes de covid-19 nas instituições do Vaticano que apoiam a população carenciada, e distribuídos cinco mil cabazes de alimentos para ajudar famílias em 60 paróquias de Roma.
Um novo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) na semana passada revela que “as taxas de insegurança alimentar aguda estão a atingir novos máximos a nível mundial” e alerta para a necessidade de tomar medidas imediatas, caso contrário a situação irá “deteriorar-se rapidamente nos próximos meses”. Foram identificados 20 países onde o cenário é particularmente grave, dos quais quatro estão já na “iminência de fome”: o Burkina Faso, na região africana do Sahel, a Nigéria, o Sudão do Sul e o Iémen.
O bispo de Pemba (Cabo Delgado, Moçambique), Luiz Fernando Lisboa, é um dos intervenientes no debate que decorre neste domingo à tarde, 1 de Novembro, integrado no ano jubilar de Santo António e dos Mártires de Marrocos, que a cidade de Coimbra celebra ao longo deste ano.
Os Bancos Alimentares Contra a Fome (BACF) estão a dinamizar em Portugal, até 13 de Dezembro, uma campanha solidária com vales disponíveis nos supermercados e na internet, “para que ninguém fique sem alimento à mesa”.
Uma “iniciativa muito válida, porque a economia está no fulcro das discussões políticas, culturais, sociais que têm de ser pensadas, também do ponto de vista ético – no qual os católicos têm também um papel”. É deste modo que a economista Maria João Marques, colunista do Público, olha para o encontro A Economia de Francesco, que terminou no sábado, coma publicação de uma declaração final e uma mensagem do Papa Francisco aos participantes.
A carta-compromisso, o discurso do Papa, as intervenções de diferentes convidados ou os testemunhos do que os jovens andam a fazer pelo mundo coincidem: este modelo económico e financeiro não serve, é preciso refazer (quase) tudo. Na carta-compromisso final do encontro A Economia de Francisco, que terminou sábado após três dias de debates em Assis e atravéws de vídeo, várias dessas ideias ficaram expressas. “Pedimos muito, mas se pedíssemos menos não seria suficiente”, dizem os dois mil participantes.
“Os pobres estão no centro do Evangelho” e “o Evangelho não se compreende sem os pobres”, disse o Papa Francisco, na homilia da missa deste domingo, 15, que desde 2017 o próprio instituiu como Dia Mundial dos Pobres. “A personalidade dos pobres é igual à de...
É esse o lema para o IV Domingo Mundial do Pobres que neste domingo, 15, se assinala. Estou convencido de que não foi por mero ajustamento de calendário que o Papa Francisco marcou como último ato celebrativo do Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia um grande encontro com os pobres que responderam ao seu convite para se deslocarem a Roma, a fim de que ele pudesse estar com eles para ouvir as suas histórias de vida e, sobretudo, os abraçar.
O Dia Mundial dos Pobres deste ano será assinalado, no próximo domingo, 15 de novembro: o Papa celebrará missa com um grupo de 100 pessoas na Basílica de São Pedro, serão oferecidos testes de covid-19 nas instituições do Vaticano que apoiam a população carenciada, e distribuídos cinco mil cabazes de alimentos para ajudar famílias em 60 paróquias de Roma.
Um novo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) na semana passada revela que “as taxas de insegurança alimentar aguda estão a atingir novos máximos a nível mundial” e alerta para a necessidade de tomar medidas imediatas, caso contrário a situação irá “deteriorar-se rapidamente nos próximos meses”. Foram identificados 20 países onde o cenário é particularmente grave, dos quais quatro estão já na “iminência de fome”: o Burkina Faso, na região africana do Sahel, a Nigéria, o Sudão do Sul e o Iémen.
O bispo de Pemba (Cabo Delgado, Moçambique), Luiz Fernando Lisboa, é um dos intervenientes no debate que decorre neste domingo à tarde, 1 de Novembro, integrado no ano jubilar de Santo António e dos Mártires de Marrocos, que a cidade de Coimbra celebra ao longo deste ano.
[Entre Margens]
Guerras e mudanças de regimeJá muitos se terão esquecido, ao acompanhar a trágica e intrincada evolução da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, que, no seu início, essa guerra foi apresentada como tendo por objetivo primacial o de derrubar um regime ditatorial e opressor, que há pouco tempo havia reprimido de forma violenta e mortífera a contestação de largas canadas da população sedentas de uma liberdade que essa guerra lhes haveria de proporcionar. [Texto de Pedro Vaz Patto].
EUA
Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunalA arquidiocese de St. Louis, no Missouri (EUA), intentou uma ação contra o Governo federal por ver os seus padres impedidos de distribuir a comunhão e ouvir em confissão os detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, no acrónimo em inglês) internados no Centro de Detenção do Condado de Ste. Genevieve.
[Lugar (in)comum]
“Depressa passas de bestial a besta”“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]
[Entre Margens]
A consciência da consciência revela-nos o saber dentro do não-saberCom efeito, o sentido do mistério absoluto que a vida é começa com a consciência da consciência. A própria filosofia, de resto, começa com a consciência da consciência. É que, com a consciência da consciência, o homem desperta, assombrado, para a realidade misteriosa e radical da sua própria existência, e da Existência enquanto tal, como um todo. [Texto de Rúben Azevedo].
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