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O Mississippi também é um rio

O Mississippi também é um rio

Ainda nos primeiros dias da viagem, interrogávamos à entrada de cada Estado: “Este é Trump ou Biden”? À cautela, e apesar da conversa em português, apenas entre nós, num restaurante barulhento no centro de Charleston, a minha filha mais velha referia-se a ele como “laranjinha” nas menções ao ainda Presidente dos EUA. Todos à nossa volta nos pareciam focados numa batalha de votos. De partidos. De fações.

As “arcades” de Cardiff e quase um conforto no ar

As “arcades” de Cardiff e quase um conforto no ar

Ao fim de dois meses de variados confinamentos, novembro trouxe uma nova liberdade ao País de Gales. Cardiff é especialmente conhecida, nesta altura do ano, pela quantidade de bancas e luzes espalhadas pelas ruas estreitas da cidade, que eventualmente conduzem qualquer visitante à sua famosa feira – Winter Wonderland.

Ídolo

Ídolo

Não sei quem escreveu o livro do Levítico, e gostava de saber, para lhe deitar as culpas retroactivas do fundamentalismo que se abateu sobre vastas áreas da Europa no século XVI, e que levou simpáticos cristãos a destruir inúmeros objectos de arte sacra porque viam neles uma blasfémia.

A geração perdida de Aberfan

A geração perdida de Aberfan

Infelizmente, para muitos galeses, outubro no seu país significa também relembrar o desastre de Aberfan. Aberfan é uma terra dos vales galeses como qualquer outra: uma série de casas e estabelecimentos que se encontram entre duas montanhas com o ocasional rio a separá-las. Tem um parque, supermercado, pub, correios e cemitério. No dia 21 de outubro de 1966, o cemitério de Aberfan acolheu mais vidas do que merecia.

Outono em Washington DC: cores quentes, cidade segregada

Outono em Washington DC: cores quentes, cidade segregada

Vou jantar fora com um grupo de amigas, algo que parece impensável nos dias que correm, e fico deslumbrada com o ambiente que se vive nas ruas, deparo-me com inúmeros bancos de jardim que agora se transformaram em casa para alguém, algumas tendas de campismo montadas em Dupont Circle, a rotunda que define a fronteira invisível entre ricos e pobres.

Não ter medo da covid

Não ter medo da covid

Nesta crise da covid tenho ouvido cada vez mais falar em medo, em “manipulação pelo medo” em “não ceder à estratégia do medo”. Parece que há por aí quem acredite que os governos têm um plano secreto de instalação do totalitarismo, e a covid é apenas uma excelente desculpa para a pôr em prática.

O País de Gales sem máscara, através da janela

O País de Gales sem máscara, através da janela

Enquanto, em Portugal, parte de mim desculpava o número arrasador de vítimas da covid-19 em certos países com o óbvio argumento “claro, têm mais pessoas, vão ter mais casos…”, o país que me interessa a mim, o Reino Unido, encontrava-se entre os lugares mais altos na lista de países com mais infetados. Mas não me preocupei: o argumento anterior relaxava-me.

A reunião de trabalho

A reunião de trabalho

A reunião de trabalho convocada pela chefe chegou sem surpresa. Mais uma entre tantas. Comparecemos todos. Através do ecrã, a expressão no rosto e o tom da voz denotavam, no entanto, uma intenção outra. Um assunto especial. Havia efectivamente um assunto especial a abordar. Abertamente. Uma autenticidade sem pudor marcou o tom da conversa. Um cuidado humilde e generoso revelado sem condicionamentos.

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Infelizmente, para muitos galeses, outubro no seu país significa também relembrar o desastre de Aberfan. Aberfan é uma terra dos vales galeses como qualquer outra: uma série de casas e estabelecimentos que se encontram entre duas montanhas com o ocasional rio a separá-las. Tem um parque, supermercado, pub, correios e cemitério. No dia 21 de outubro de 1966, o cemitério de Aberfan acolheu mais vidas do que merecia.

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Encontro no Vaticano

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António José Seguro e o Papa Leão XIV estão de acordo na necessidade de pôr fim às guerras e procurar soluções para os conflitos através do diálogo. A conclusão resulta do encontro que o Presidente da República manteve esta quinta-feira, 24 de setembro, com o Papa, no Vaticano, e que António José Seguro relatou aos jornalistas como tendo sido uma conversa “muito importante e muito profunda”, centrada na paz, na dignidade humana e na esperança.

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