Senhor, Ajuda-nos a compreender este tempo, com o céu estrelado na escuridão e o silêncio do dia e da noite. Ajuda-nos a compreender as vezes sem conta em que o dia e a noite envolvem a nossa vida.
Senhor, Ajuda-nos a compreender este tempo, com o céu estrelado na escuridão e o silêncio do dia e da noite. Ajuda-nos a compreender as vezes sem conta em que o dia e a noite envolvem a nossa vida.
No meio de tantos atos de solidariedade e dedicação, marcados não raro por verdadeiro heroísmo, seria pouco sensato falar de insensibilidade político-social. Em todo o caso, a persistência de várias lacunas neste domínio – também observadas nas crises económico-sociais anteriores – convidam-nos, pelo menos, a alertar para elas. Registo apenas três, por ora: a informação regular sobre a situação social; a universalização da Rede Social; e a coordenação nacional das intervenções sociais.
Muitos europeus, quando tomaram consciência da pandemia do covid-19 e se preparavam para a quarentena, correram a comprar A Peste, de Albert Camus, e Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Os dois romances subiram nos tops de alguns países. Perante uma crise que atrai o adjetivo “inimaginável”, talvez algumas pessoas busquem na ficção, além de um refúgio, uma forma de, recorrendo à imaginação de outros, se prepararem para situações imprevisíveis.
Uma lista, muito pequena Já todos ouvimos muitas vezes que temos de ficar em casa. Muitos de nós pensam que não sabem como lidar com esta situação, este desafio que nos foi imposto. Cada um está a viver estes tempos à sua maneira, com teletrabalho, a cuidar de quem...
Trouxe as palavras e colocou-as sobre a mesa./ Trouxe-as dentro das mãos fechadas (alguns disseram/ que apenas escondia as feridas do silêncio).
Sim, há medo./ Sim, há isolamento./ Sim, há compras de pânico./ Sim, há a doença./ Sim, há mesmo a morte./ Mas, dizem que em Wuhan depois de tantos anos de barulho,/ Se podem agora ouvir os pássaros.
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
A ação social básica, própria das relações de família, vizinhança e amizade, tem sido bastante descurada: ao longo da história, relevaram-se mais as diferentes instituições que foram sendo criadas, seguindo-se-lhes a consagração e desenvolvimento do Estado social. Deste modo, o patamar básico da ação social foi menosprezado, a favor do intermédio, ou institucional, e do estatal.
Senhor, Ajuda-nos a compreender este tempo, com o céu estrelado na escuridão e o silêncio do dia e da noite. Ajuda-nos a compreender as vezes sem conta em que o dia e a noite envolvem a nossa vida.
No meio de tantos atos de solidariedade e dedicação, marcados não raro por verdadeiro heroísmo, seria pouco sensato falar de insensibilidade político-social. Em todo o caso, a persistência de várias lacunas neste domínio – também observadas nas crises económico-sociais anteriores – convidam-nos, pelo menos, a alertar para elas. Registo apenas três, por ora: a informação regular sobre a situação social; a universalização da Rede Social; e a coordenação nacional das intervenções sociais.
Muitos europeus, quando tomaram consciência da pandemia do covid-19 e se preparavam para a quarentena, correram a comprar A Peste, de Albert Camus, e Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. Os dois romances subiram nos tops de alguns países. Perante uma crise que atrai o adjetivo “inimaginável”, talvez algumas pessoas busquem na ficção, além de um refúgio, uma forma de, recorrendo à imaginação de outros, se prepararem para situações imprevisíveis.
Uma lista, muito pequena Já todos ouvimos muitas vezes que temos de ficar em casa. Muitos de nós pensam que não sabem como lidar com esta situação, este desafio que nos foi imposto. Cada um está a viver estes tempos à sua maneira, com teletrabalho, a cuidar de quem...
Trouxe as palavras e colocou-as sobre a mesa./ Trouxe-as dentro das mãos fechadas (alguns disseram/ que apenas escondia as feridas do silêncio).
Sim, há medo./ Sim, há isolamento./ Sim, há compras de pânico./ Sim, há a doença./ Sim, há mesmo a morte./ Mas, dizem que em Wuhan depois de tantos anos de barulho,/ Se podem agora ouvir os pássaros.
Parecemos regressados a outros tempos, os das pestes medievais ou das epidemias de há cem anos. Este facto faz-nos refletir na ilusão a que nos conduz o excesso de confiança nas capacidades humanas e na ciência. O ser humano continua a ser vulnerável diante da doença e da morte e deve reconhecer humildemente essa sua vulnerabilidade.
A ação social básica, própria das relações de família, vizinhança e amizade, tem sido bastante descurada: ao longo da história, relevaram-se mais as diferentes instituições que foram sendo criadas, seguindo-se-lhes a consagração e desenvolvimento do Estado social. Deste modo, o patamar básico da ação social foi menosprezado, a favor do intermédio, ou institucional, e do estatal.
[Lugar (in)comum]
“Depressa passas de bestial a besta” novidade“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]
Mensagem da CEP
Bispos querem uma “nova era missionária” e apontam Portugal como “terra de missão” novidadeA Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que o centenário do Dia Mundial das Missões, que a Igreja celebrará no próximo dia 18 de outubro, deve ser ocasião para renovar o compromisso missionário e reconhecer que a missão não acontece apenas em terras distantes.
Esta terça-feira, 7 outubro
“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidadeA Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.
[Entre Margens]
Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur novidadeNão sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].
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