Há uma “discriminação persistente e sistemática” dos bahá’ís no Egito e está a agravar-se, denunciam três relatórios das Nações Unidas, todos divulgados este mês.
Relatórios da ONU denunciam
Casamento, enterro, educação e cidadania negados a bahá’ís no EgitoHá uma “discriminação persistente e sistemática” dos bahá’ís no Egito e está a agravar-se, denunciam três relatórios das Nações Unidas, todos divulgados este mês.
“Escalada alarmante”
Perseguição às mulheres bahá’ís no Irão intensifica-seDetenções, julgamentos, penas de prisão, convocatórias, buscas domiciliárias, arrestos de bens, destruição de cemitérios, recusa de enterros, encerramento de empresas ou impedimento de acesso à educação. São alguns exemplos do fenómeno persecutório a que a comunidade bahá’í, com especial incidência nas mulheres, tem estado sujeita no Irão desde, sobretudo, a manifestação de apoio às mulheres iranianas em 2022. Mais de três quartos dos bahá’ís chamados a tribunal ou enviados para a prisão desde o início de março são mulheres.
Em memória das "dez mulheres de Shiraz"
Bahá’ís plantam árvores em Lisboa, para que a liberdade religiosa floresça em todo o mundoQuem passar pela pequena zona ajardinada junto ao Centro Nacional Bahá’í, na freguesia lisboeta dos Olivais, vai encontrar dez árvores novas. São jacarandás e ciprestes, mas cada um deles tem nome de mulher e uma missão concreta: mostrar – tal como fizeram as mulheres que lhes deram nome – que a liberdade religiosa é um direito fundamental. Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia local, em parceria com a Comunidade Bahá’í, para homenagear as “dez mulheres de Shiraz”, executadas há 40 anos “por se recusarem a renunciar a uma fé que promove os princípios da igualdade de género, unidade, justiça e veracidade”.
Human Rights Watch denuncia
Perseguição aos bahá’ís no Irão é “crime contra a humanidade”A perseguição sistemática, ao longo dos últimos 45 anos, das autoridades iranianas à minoria religiosa bahá’í é um crime contra a humanidade, ao abrigo do direito penal internacional. A classificação surge num relatório da Human Rights Watch, organização de defesa e promoção dos direitos humanos, divulgado esta segunda-feira, 1 de abril.
Dia de Naw-Ruz
Começa o Ano Novo para os bahá’is, mas muitos estão impedidos de celebrar“Feliz Ano Novo!” foi uma das frases mais proferidas nesta quarta-feira, 20 de março, no nosso planeta. Não, não é engano, nem brincadeira: é que este é o dia de Naw-Ruz (ou Nowruz), expressão persa que significa “novo dia”. Começou a ser celebrado há mais de três mil anos pelo Zoroastrismo – uma religião monoteísta com origem na antiga Pérsia (atual Irão) – e ainda hoje é assinalado por mais de 300 milhões de pessoas no Médio Oriente, Ásia Central, e não só. Para a comunidade Bahá’i em todo o mundo, trata-se do dia sagrado que assinala o início de cada novo ano. É a festividade mais importante de todas, apesar de muitos não poderem celebrá-la como gostariam.
Egipto
Bahá’ís sem cemitério em AlexandriaAs autoridades locais de Alexandria recusaram a possibilidade de um cemitério próprio para egípcios que não pertencem a uma das três principais religiões monoteístas. Já há vários anos que os egípcios que pertencem à fé bahá’í têm lutado para ter um espaço para enterrar os seus mortos em Alexandria, a segunda maior cidade do país. No entanto, essa possibilidade foi agora negada, noticia o La Croix International (ligação exclusiva para assinantes).
Deixava, atrás de si, a impressão permanente de um homem bom, interessado em construir pontes. Nascido em Lisboa em 1942, Mário Mota Marques, que durante quatro décadas foi membro do órgão dirigente da Comunidade Bahá’í de Portugal (CBP) e que morreu em 2009, será homenageado neste sábado, através de um encontro em plataformas vídeo.
Graças ao trabalho de Marco Oliveira, e à sua paixão, pela primeira vez fica disponível, em Portugal, uma publicação com excertos das escrituras bahá’ís. Terapia Divina foi o título escolhido para esta edição, que será apresentada neste domingo, 19 de Janeiro, às 17h30, no Clube Literário Chiado (Rua de Cascais, 57, Alcântara, em Lisboa), por Paulo Mendes Pinto, responsável do curso de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.
Relatórios da ONU denunciam
Casamento, enterro, educação e cidadania negados a bahá’ís no EgitoHá uma “discriminação persistente e sistemática” dos bahá’ís no Egito e está a agravar-se, denunciam três relatórios das Nações Unidas, todos divulgados este mês.
“Escalada alarmante”
Perseguição às mulheres bahá’ís no Irão intensifica-seDetenções, julgamentos, penas de prisão, convocatórias, buscas domiciliárias, arrestos de bens, destruição de cemitérios, recusa de enterros, encerramento de empresas ou impedimento de acesso à educação. São alguns exemplos do fenómeno persecutório a que a comunidade bahá’í, com especial incidência nas mulheres, tem estado sujeita no Irão desde, sobretudo, a manifestação de apoio às mulheres iranianas em 2022. Mais de três quartos dos bahá’ís chamados a tribunal ou enviados para a prisão desde o início de março são mulheres.
Em memória das "dez mulheres de Shiraz"
Bahá’ís plantam árvores em Lisboa, para que a liberdade religiosa floresça em todo o mundoQuem passar pela pequena zona ajardinada junto ao Centro Nacional Bahá’í, na freguesia lisboeta dos Olivais, vai encontrar dez árvores novas. São jacarandás e ciprestes, mas cada um deles tem nome de mulher e uma missão concreta: mostrar – tal como fizeram as mulheres que lhes deram nome – que a liberdade religiosa é um direito fundamental. Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia local, em parceria com a Comunidade Bahá’í, para homenagear as “dez mulheres de Shiraz”, executadas há 40 anos “por se recusarem a renunciar a uma fé que promove os princípios da igualdade de género, unidade, justiça e veracidade”.
Human Rights Watch denuncia
Perseguição aos bahá’ís no Irão é “crime contra a humanidade”A perseguição sistemática, ao longo dos últimos 45 anos, das autoridades iranianas à minoria religiosa bahá’í é um crime contra a humanidade, ao abrigo do direito penal internacional. A classificação surge num relatório da Human Rights Watch, organização de defesa e promoção dos direitos humanos, divulgado esta segunda-feira, 1 de abril.
Dia de Naw-Ruz
Começa o Ano Novo para os bahá’is, mas muitos estão impedidos de celebrar“Feliz Ano Novo!” foi uma das frases mais proferidas nesta quarta-feira, 20 de março, no nosso planeta. Não, não é engano, nem brincadeira: é que este é o dia de Naw-Ruz (ou Nowruz), expressão persa que significa “novo dia”. Começou a ser celebrado há mais de três mil anos pelo Zoroastrismo – uma religião monoteísta com origem na antiga Pérsia (atual Irão) – e ainda hoje é assinalado por mais de 300 milhões de pessoas no Médio Oriente, Ásia Central, e não só. Para a comunidade Bahá’i em todo o mundo, trata-se do dia sagrado que assinala o início de cada novo ano. É a festividade mais importante de todas, apesar de muitos não poderem celebrá-la como gostariam.
Egipto
Bahá’ís sem cemitério em AlexandriaAs autoridades locais de Alexandria recusaram a possibilidade de um cemitério próprio para egípcios que não pertencem a uma das três principais religiões monoteístas. Já há vários anos que os egípcios que pertencem à fé bahá’í têm lutado para ter um espaço para enterrar os seus mortos em Alexandria, a segunda maior cidade do país. No entanto, essa possibilidade foi agora negada, noticia o La Croix International (ligação exclusiva para assinantes).
Deixava, atrás de si, a impressão permanente de um homem bom, interessado em construir pontes. Nascido em Lisboa em 1942, Mário Mota Marques, que durante quatro décadas foi membro do órgão dirigente da Comunidade Bahá’í de Portugal (CBP) e que morreu em 2009, será homenageado neste sábado, através de um encontro em plataformas vídeo.
Graças ao trabalho de Marco Oliveira, e à sua paixão, pela primeira vez fica disponível, em Portugal, uma publicação com excertos das escrituras bahá’ís. Terapia Divina foi o título escolhido para esta edição, que será apresentada neste domingo, 19 de Janeiro, às 17h30, no Clube Literário Chiado (Rua de Cascais, 57, Alcântara, em Lisboa), por Paulo Mendes Pinto, responsável do curso de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona.
Encontro no Vaticano
“Amoris laetitia” é coerente com o ensinamento da Igreja, afirma irmã Helen Alford novidadeA exortação apostólica Amoris laetitia é coerente com o ensinamento e a prática da Igreja anteriores a Francisco e deve ser entendida em continuidade com a reflexão de João Paulo II sobre o casamento e a família, afirmou a irmã Helen Alford, presidente da Pontifícia...
Diocese de Portalegre – Castelo Branco
“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado novidadeNo fim do processo, “nem um centímetro” da Diocese de Portalegre – Castelo Branco deve “ficar sem ser coberto por um conselho pastoral paroquial” (ou interparoquial se necessário e conveniente). Foi o desafio do bispo Pedro Fernandes à diocese de que assumiu a tarefa de pastor ainda não há um ano. Esta é talvez a melhor síntese do que foi a “Assembleia Diocesana”, no dia 6 de outubro, em Ponte de Sor, a que várias centenas de pessoas responderam participando de um modo ativo.
EUA
Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal novidadeA arquidiocese de St. Louis, no Missouri (EUA), intentou uma ação contra o Governo federal por ver os seus padres impedidos de distribuir a comunhão e ouvir em confissão os detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, no acrónimo em inglês) internados no Centro de Detenção do Condado de Ste. Genevieve.
[Lugar (in)comum]
“Depressa passas de bestial a besta” novidade“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]
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