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Refugiados transferidos de Moria vivem agora em condições “ainda piores”

Chamam-lhe Moria 2.0, mas a evolução foi para pior. De acordo com as ONG presentes no terreno, as condições do novo campo construído para albergar os refugiados que ficaram desalojados na sequência dos incêndios em Moria, e onde estão neste momento cerca de 7.500 pessoas, são “ainda piores” que as anteriores. Falta de água, casas de banho insuficientes, acesso condicionado à eletricidade… Estes são apenas alguns dos problemas identificados por voluntários na ilha de Lesbos.

Drama dos refugiados na Líbia: “Em vez de serem protegidos, enfrentam chocantes abusos”, denuncia Amnistia

Drama dos refugiados na Líbia: “Em vez de serem protegidos, enfrentam chocantes abusos”, denuncia Amnistia

Execuções, tortura, violência sexual, extorsão, trabalho forçado, obrigação de participar em operações militares. Estes são apenas alguns dos “chocantes abusos” que milhares de refugiados e migrantes têm sofrido ou presenciado na Líbia, muitas vezes os mesmos aos quais tentavam escapar quando abandonaram os seus países de origem, denuncia a Amnistia Internacional num relatório enviado esta quinta-feira, 24 de março, ao 7MARGENS.

Comunidade de Sant’Egidio e Estado Italiano assinam acordo para acolher 300 refugiados

Comunidade de Sant’Egidio e Estado Italiano assinam acordo para acolher 300 refugiados

A Comunidade de Sant’Egídio, uma organização católica com sede em Roma, e o Estado Italiano assinaram na tarde de terça-feira o acordo que reabre os corredores humanitários para Itália e permitirá a entrada legal e segura no país de 300 refugiados vindos da Grécia, nomeadamente da ilha de Lesbos, onde os recentes incêndios tornaram a situação de milhares de requerentes de asilo ainda mais difícil.

Uma “prisão a céu aberto”, denunciam organizações humanitárias sobre novo campo de refugiados em Lesbos

Uma “prisão a céu aberto”, denunciam organizações humanitárias sobre novo campo de refugiados em Lesbos

Os cerca de 13 mil migrantes que ficaram sem abrigo na sequência dos incêndios que destruíram, na semana passada, o campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, começaram esta quinta-feira, 17 de março, a ser levados para um novo “campo de emergência”, que tem estado a ser construído nas imediações do anterior. Diversas organizações humanitárias consideram que esta solução é “inaceitável”, “não responde às necessidades básicas dessas pessoas”, e equivale a colocá-las numa “prisão a céu aberto”. E apelam à União Europeia para que “finalmente”, inicie “um processo de redistribuição dos requerentes de asilo em cada um dos Estados-Membros”.

E agora, União Europeia? Igrejas e instituições de solidariedade pedem responsabilidades e exigem solução imediata para refugiados de Moria

E agora, União Europeia? Igrejas e instituições de solidariedade pedem responsabilidades e exigem solução imediata para refugiados de Moria

“A Europa devia ter vergonha”, o incêndio no campo de refugiados de Moria “foi provocado pela nossa inação”. As afirmações são do cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da Comissão de Bispos da União Europeia (COMECE), mas refletem a opinião de muitos outros líderes religiosos, representantes de instituições de solidariedade e organizações humanitárias. Todos apelam à União Europeia para que assuma as suas responsabilidades e abra as portas aos migrantes, que agora perderam mesmo tudo.

Refugiados transferidos de Moria vivem agora em condições “ainda piores”

Chamam-lhe Moria 2.0, mas a evolução foi para pior. De acordo com as ONG presentes no terreno, as condições do novo campo construído para albergar os refugiados que ficaram desalojados na sequência dos incêndios em Moria, e onde estão neste momento cerca de 7.500 pessoas, são “ainda piores” que as anteriores. Falta de água, casas de banho insuficientes, acesso condicionado à eletricidade… Estes são apenas alguns dos problemas identificados por voluntários na ilha de Lesbos.

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