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Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Também do lado de cá do Atlântico, a ideia parece estar no centro de um debate acerca do modo como a própria Europa se deve reposicionar face ao problema no contexto das relações com Israel. Com efeito, um artigo publicado este mês no próprio site do Conselho Europeu para os Assuntos Estrangeiros (European Council for Foreign Affairs), e significativamente intitulado The end of Oslo: A new European strategy on Israel-Palestine, explora o assunto sem preconceitos.

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

O que nos salva? – uma espécie de carta à Humanidade

Temos absoluta necessidade de dar nome às coisas, visíveis e invisíveis, porque temos absoluta necessidade de compreender, e porque não somos capazes de determinar os limites da nossa própria alma. Sabemos que sentimos, que temos vida interior, íntima, e até isso, que é um dado absoluto, remete para um mistério sem nome; pois de onde nos vem e onde está sustentada no Ser esta capacidade íntima de ser dentro, de ser para si mesmo, esta intimidade ontológica?

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Eliminar a pobreza, sanar o tecido social

Voltou a haver pobreza em Portugal como não havia, diz-se, desde há 100 anos. Não sei se será bem assim, mas que há mais pobreza, há. Vê-se muito mais gente nas ruas a pedir ajuda, envergonhada, aviltada, desconfortável com a sua nova situação. Gente que, talvez até há menos de um ano, não esperava chegar ao ponto de se ver obrigada a ir para a rua pedir para comer. Frequentemente, gente de meia-idade ou bem mais velha.

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Um sentido para a vida humana (2)

O que podemos então esperar? Talvez não aquilo que virá, mas aquilo que já cá está. O Reino, escreveu São Lucas, “não vem de modo ostensivo. Ninguém poderá afirmar ‘Ei-lo aqui ou ali’, pois o reino de Deus está dentro de vós.” (Lc 18 20-21). O Reino – a plenitude ilimitada da liberdade, do amor, do conhecimento, da justiça, da verdade, da beleza. A expressão do infinito na finitude.

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Um sentido para a vida humana (1)

Precisamos de uma escatologia que nos devolva a Esperança. Precisamos de acreditar que há um Horizonte para além de todos os horizontes, nesse ponto no infinito onde os paralelos se cruzam. Um Sentido que nos coloque no caminho de uma vida mais autêntica, luminosa, verdadeiramente significativa. A vida humana é opaca e vazia se nela não existe o encanto de uma Promessa.

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Infinito

Ser crente é acreditar que duas linhas paralelas se cruzam necessariamente no Infinito, e que esse ponto onde se cruzam é Deus. É acreditar que no fim, como no princípio de Tudo, há um ponto sem extensão nem duração, que é Deus. E que esse ponto está em toda a parte, inteiramente, absolutamente, sem estar todavia em parte nenhuma, pois ele não pode estar num sítio em detrimento de outro.

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Alma e neurobiologia

Quem quer que se reconheça habitante de si mesmo e disso intua a evidência radical, não pode negar que a sua consciência seja algo mais do que o simples produto de uma mecânica estritamente biológica. É que existe a evidência fundamental, objetiva na subjetividade, de que uma interioridade existe. De que perceções percecionadas de um ponto de vista estritamente interior, subjetivo, existem. Isso é absolutamente incontornável.

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

Também do lado de cá do Atlântico, a ideia parece estar no centro de um debate acerca do modo como a própria Europa se deve reposicionar face ao problema no contexto das relações com Israel. Com efeito, um artigo publicado este mês no próprio site do Conselho Europeu para os Assuntos Estrangeiros (European Council for Foreign Affairs), e significativamente intitulado The end of Oslo: A new European strategy on Israel-Palestine, explora o assunto sem preconceitos.

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Temos absoluta necessidade de dar nome às coisas, visíveis e invisíveis, porque temos absoluta necessidade de compreender, e porque não somos capazes de determinar os limites da nossa própria alma. Sabemos que sentimos, que temos vida interior, íntima, e até isso, que é um dado absoluto, remete para um mistério sem nome; pois de onde nos vem e onde está sustentada no Ser esta capacidade íntima de ser dentro, de ser para si mesmo, esta intimidade ontológica?

Israel-Palestina: Um só estado não é irrealista

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Voltou a haver pobreza em Portugal como não havia, diz-se, desde há 100 anos. Não sei se será bem assim, mas que há mais pobreza, há. Vê-se muito mais gente nas ruas a pedir ajuda, envergonhada, aviltada, desconfortável com a sua nova situação. Gente que, talvez até há menos de um ano, não esperava chegar ao ponto de se ver obrigada a ir para a rua pedir para comer. Frequentemente, gente de meia-idade ou bem mais velha.

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O que podemos então esperar? Talvez não aquilo que virá, mas aquilo que já cá está. O Reino, escreveu São Lucas, “não vem de modo ostensivo. Ninguém poderá afirmar ‘Ei-lo aqui ou ali’, pois o reino de Deus está dentro de vós.” (Lc 18 20-21). O Reino – a plenitude ilimitada da liberdade, do amor, do conhecimento, da justiça, da verdade, da beleza. A expressão do infinito na finitude.

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Um sentido para a vida humana (1)

Precisamos de uma escatologia que nos devolva a Esperança. Precisamos de acreditar que há um Horizonte para além de todos os horizontes, nesse ponto no infinito onde os paralelos se cruzam. Um Sentido que nos coloque no caminho de uma vida mais autêntica, luminosa, verdadeiramente significativa. A vida humana é opaca e vazia se nela não existe o encanto de uma Promessa.

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Infinito

Ser crente é acreditar que duas linhas paralelas se cruzam necessariamente no Infinito, e que esse ponto onde se cruzam é Deus. É acreditar que no fim, como no princípio de Tudo, há um ponto sem extensão nem duração, que é Deus. E que esse ponto está em toda a parte, inteiramente, absolutamente, sem estar todavia em parte nenhuma, pois ele não pode estar num sítio em detrimento de outro.

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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