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Dante e o Inferno: o sentido perdido ou nebuloso da jornada humana

Dante e o Inferno: o sentido perdido ou nebuloso da jornada humana

“Deixai toda a esperança, vós que entrais” (Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate). Assim se lê na advertência encontrada por cima da porta do Inferno, no início do canto III da Divina Comédia de Dante Alighieri. A estratificação do Inferno em nove círculos, cada um deles com penas mais terríveis do que o antecedente, muito contribuiu para o imaginário do discurso religioso cristão acerca das penas que sofrerão os réprobos nos finais dos tempos.

Dante e o Inferno: o sentido perdido ou nebuloso da jornada humana

Uma Igreja em saída

No seu recente livro O Tempo das Igrejas Vazias (ed. Paulinas), o padre Tomáš Halík interroga-se acerca do cumprimento da visão do Papa Francisco, na qual Cristo (que segundo as palavras da Escritura bate à nossa porta) bate desta vez no lado de dentro da porta da Igreja porque quer ir para fora. “E não deveríamos nós segui-lo para além das fronteiras do nosso entendimento atual da Igreja e do Cristianismo, principalmente até ao mundo dos pobres, necessitados e marginalizados?”.

A debilidade de Deus

A debilidade de Deus

Praticamente todas as religiões monoteístas, e especialmente as abraâmicas, quando falam catafaticamente acerca de Deus, referem-se a Ele várias vezes como sendo Omnipotente, Todo-Poderoso. Acontece que nas nossas sociedades pós-modernas altamente secularizadas e perante a constatação de ocorrências de catástrofes naturais, do sofrimento e da morte, é por vezes difícil conciliar essa cosmovisão de um Deus bom e que tudo pode.

Reaprender a ser pobre

Reaprender a ser pobre

Não se está aqui de maneira nenhuma a defender qualquer espécie de estoicismo em que se atinge a ataraxia ou empatia face às adversidades da vida, o conformismo perante a pobreza ou até mesmo o despreendimento total das riquezas. Uma coisa é ter necessidade de consumir para satisfazer as nossas necessidades mais elementares e básicas, outra é deixar-se conduzir pelo consumismo desenfreado, motor que sustenta o capitalismo selvagem em que estamos mergulhados. Querem-nos ensinar a ser ricos e prósperos, quando o que necessitamos realmente é reaprender a ser pobres.

Uma utopia do reino dos céus aqui na terra

Uma utopia do reino dos céus aqui na terra

Sendo a religião puritana uma religião assente na Palavra de Deus, a pregação e a leitura da Bíblia eram extremamente fundamentais para a sua fé. A fim de que todos pudessem ter acesso às escrituras, colocavam forte ênfase na alfabetização e educação. Como consequência, tudo o que não constasse nas Escrituras, como as decorações nas igrejas, orações escritas, vestes sacerdotais, uso do sinal da cruz, ritualismo instituído, eram de todo rejeitados.

As igrejas e os novos paradigmas dos jovens com a religião

As igrejas e os novos paradigmas dos jovens com a religião

Somente um verdadeiro diálogo aberto, salutar e de proximidade entre as igrejas e as novas gerações, poderá estancar esse êxodo cada vez mais significativo de jovens que estão quebrando os seus laços com a Igreja, enquanto religião institucionalizada. Se esse diálogo for infrutífero, a vida espiritual destas novas gerações, encontrará significado noutras formas de religiosidade, muitas delas de cariz pessoal, individual, algo completamente estranho à unidade e comunhão que o Senhor da Igreja deseja que os seus filhos tenham consigo e uns com os outros.

As igrejas e os novos paradigmas dos jovens com a religião

Pecadores nas mãos de um Deus infinitamente amoroso

É sobejamente conhecido um famoso sermão que Jonathan Edwards pregou no dia 8 de Julho de 1741. O sermão tinha por tema “Pecadores nas mãos de um Deus irado” e estava em curso o chamado Primeiro Grande Avivamento pietista que atingiu a então colónia britânica de Nova Inglaterra em meados do século XVIII e que se espalhou pela civilização norte-americana ocidental.

Dante e o Inferno: o sentido perdido ou nebuloso da jornada humana

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“Deixai toda a esperança, vós que entrais” (Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate). Assim se lê na advertência encontrada por cima da porta do Inferno, no início do canto III da Divina Comédia de Dante Alighieri. A estratificação do Inferno em nove círculos, cada um deles com penas mais terríveis do que o antecedente, muito contribuiu para o imaginário do discurso religioso cristão acerca das penas que sofrerão os réprobos nos finais dos tempos.

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No seu recente livro O Tempo das Igrejas Vazias (ed. Paulinas), o padre Tomáš Halík interroga-se acerca do cumprimento da visão do Papa Francisco, na qual Cristo (que segundo as palavras da Escritura bate à nossa porta) bate desta vez no lado de dentro da porta da Igreja porque quer ir para fora. “E não deveríamos nós segui-lo para além das fronteiras do nosso entendimento atual da Igreja e do Cristianismo, principalmente até ao mundo dos pobres, necessitados e marginalizados?”.

A debilidade de Deus

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Praticamente todas as religiões monoteístas, e especialmente as abraâmicas, quando falam catafaticamente acerca de Deus, referem-se a Ele várias vezes como sendo Omnipotente, Todo-Poderoso. Acontece que nas nossas sociedades pós-modernas altamente secularizadas e perante a constatação de ocorrências de catástrofes naturais, do sofrimento e da morte, é por vezes difícil conciliar essa cosmovisão de um Deus bom e que tudo pode.

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Não se está aqui de maneira nenhuma a defender qualquer espécie de estoicismo em que se atinge a ataraxia ou empatia face às adversidades da vida, o conformismo perante a pobreza ou até mesmo o despreendimento total das riquezas. Uma coisa é ter necessidade de consumir para satisfazer as nossas necessidades mais elementares e básicas, outra é deixar-se conduzir pelo consumismo desenfreado, motor que sustenta o capitalismo selvagem em que estamos mergulhados. Querem-nos ensinar a ser ricos e prósperos, quando o que necessitamos realmente é reaprender a ser pobres.

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Sendo a religião puritana uma religião assente na Palavra de Deus, a pregação e a leitura da Bíblia eram extremamente fundamentais para a sua fé. A fim de que todos pudessem ter acesso às escrituras, colocavam forte ênfase na alfabetização e educação. Como consequência, tudo o que não constasse nas Escrituras, como as decorações nas igrejas, orações escritas, vestes sacerdotais, uso do sinal da cruz, ritualismo instituído, eram de todo rejeitados.

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Somente um verdadeiro diálogo aberto, salutar e de proximidade entre as igrejas e as novas gerações, poderá estancar esse êxodo cada vez mais significativo de jovens que estão quebrando os seus laços com a Igreja, enquanto religião institucionalizada. Se esse diálogo for infrutífero, a vida espiritual destas novas gerações, encontrará significado noutras formas de religiosidade, muitas delas de cariz pessoal, individual, algo completamente estranho à unidade e comunhão que o Senhor da Igreja deseja que os seus filhos tenham consigo e uns com os outros.

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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