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Artigos de Acácio F. Catarino
Economista social ou socioeconomista?

Economista social ou socioeconomista?

Em 2014, a revista Povos e Culturas, da Universidade Católica Portuguesa, dedicou um número especial a “Os católicos e o 25 de Abril”. Entre os vários testemunhos figura um que intitulei: “25 de Abril: Católicos nas contingências do pleno emprego”. No artigo consideram-se especialmente o dr. João Pereira de Moura e outros profissionais dos organismos por ele dirigidos; o realce do “pleno emprego”, quantitativo e qualitativo, resulta do facto de este constituir um dos grandes objetivos que os unia.

Economista social ou socioeconomista?

Programa de estabilização: mensagens implícitas

O Programa de Estabilização Económica e Financeira tem o alto mérito de procurar atender inúmeras carências em vários domínios, através de medidas de curto prazo com perspetivas de inserção e continuação com prazos mais alargados. Apesar disso, contém mensagens implícitas que justificam atenta ponderação. A luta pela subsistência e pela erradicação da pobreza está condenada à marginalização?

Economista social ou socioeconomista?

João e Francisco Pereira de Moura, um fraternal compromisso social cristão

Foi publicado recentemente o livro Testemunho de um Economista Social comprometido na humanização do mundo, editado pelo ITDC (Investiment, Training and Human Development Consulting), com prefácio de D. Manuel Martins, no que seria um dos seus últimos textos.
Em boa hora aconteceu esta publicação porque João Pereira de Moura, já nonagenário, é uma figura invulgar da administração pública, da vida política e do cristianismo social, em Portugal, na segunda metade do século XX.

Economista social ou socioeconomista?

Desigualdades sociais agravadas?

O Governo vem adotando medidas várias para a atenuação das consequências negativas da covid-19. Apesar disso, as consequências são muito preocupantes e poderão contribuir para o agravamento das desigualdades sociais.
Poderá afirmar-se que o contexto económico-social e as medidas adotadas pelo Governo foram mais favoráveis a quem se encontrava numa situação mais estável e, eventualmente, com níveis remuneratórios superiores à média; em contrapartida, os trabalhadores mais precários e os empresários mais débeis ficaram desfavorecidos, correndo muitos deles o sério risco de evoluírem para situações de pobreza mais ou menos acentuada.

Diários de quarentena (37): Insensibilidade político-social? (e uma fotografia do poder da luz)

Diários de quarentena (37): Insensibilidade político-social? (e uma fotografia do poder da luz)

No meio de tantos atos de solidariedade e dedicação, marcados não raro por verdadeiro heroísmo, seria pouco sensato falar de insensibilidade político-social. Em todo o caso, a persistência de várias lacunas neste domínio – também observadas nas crises económico-sociais anteriores – convidam-nos, pelo menos, a alertar para elas. Registo apenas três, por ora: a informação regular sobre a situação social; a universalização da Rede Social; e a coordenação nacional das intervenções sociais.

Economista social ou socioeconomista?

Mário Murteira, sócio-economista cristão: laicalidade na laicidade

Mário Murteira, falecido há poucos anos, era doutorado pelo hoje designado Instituto Superior de Economia e Gestão, e professor catedrático do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa; distinguiu-se como notável economista na segunda metade do século passado. Muito próximo do padre Manuel Antunes e integrado na corrente dos «católicos progressistas», que nunca exibiu, foi um verdadeiro economista social, no sentido mais amplo e exigente, com boa fundamentação filosófica e humanista.

Economista social ou socioeconomista?

Erradicar a pobreza… com Manuela Silva

«Nós queremos erradicar a pobreza», afirmou a profª. Manuela Silva, muito firmemente. Como se poderá concretizar esta «erradicação», à luz do pensamento de Manuela Silva? Talvez seja razoável considerar segmentos de ação…

Economista social ou socioeconomista?

Pleno emprego, com mais desemprego?

Em 1969, o Prof. Mário Murteira (MM) publicou o seu livro Economia do Trabalho (Clássica Editora), onde recordou que existirá pleno emprego, «numa acepção simples e simplista (…), quando não exista desemprego generalizado» (p. 60); portanto ele coexiste com o «desemprego friccional», resultante da rotatividade normal de trabalhadores. Aqui se pretende analisar quais as perspetivas de pleno emprego sustentável no nosso país.

Economista social ou socioeconomista?

Economista social ou socioeconomista?

Em 2014, a revista Povos e Culturas, da Universidade Católica Portuguesa, dedicou um número especial a “Os católicos e o 25 de Abril”. Entre os vários testemunhos figura um que intitulei: “25 de Abril: Católicos nas contingências do pleno emprego”. No artigo consideram-se especialmente o dr. João Pereira de Moura e outros profissionais dos organismos por ele dirigidos; o realce do “pleno emprego”, quantitativo e qualitativo, resulta do facto de este constituir um dos grandes objetivos que os unia.

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Programa de estabilização: mensagens implícitas

O Programa de Estabilização Económica e Financeira tem o alto mérito de procurar atender inúmeras carências em vários domínios, através de medidas de curto prazo com perspetivas de inserção e continuação com prazos mais alargados. Apesar disso, contém mensagens implícitas que justificam atenta ponderação. A luta pela subsistência e pela erradicação da pobreza está condenada à marginalização?

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Foi publicado recentemente o livro Testemunho de um Economista Social comprometido na humanização do mundo, editado pelo ITDC (Investiment, Training and Human Development Consulting), com prefácio de D. Manuel Martins, no que seria um dos seus últimos textos.
Em boa hora aconteceu esta publicação porque João Pereira de Moura, já nonagenário, é uma figura invulgar da administração pública, da vida política e do cristianismo social, em Portugal, na segunda metade do século XX.

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Desigualdades sociais agravadas?

O Governo vem adotando medidas várias para a atenuação das consequências negativas da covid-19. Apesar disso, as consequências são muito preocupantes e poderão contribuir para o agravamento das desigualdades sociais.
Poderá afirmar-se que o contexto económico-social e as medidas adotadas pelo Governo foram mais favoráveis a quem se encontrava numa situação mais estável e, eventualmente, com níveis remuneratórios superiores à média; em contrapartida, os trabalhadores mais precários e os empresários mais débeis ficaram desfavorecidos, correndo muitos deles o sério risco de evoluírem para situações de pobreza mais ou menos acentuada.

Diários de quarentena (37): Insensibilidade político-social? (e uma fotografia do poder da luz)

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No meio de tantos atos de solidariedade e dedicação, marcados não raro por verdadeiro heroísmo, seria pouco sensato falar de insensibilidade político-social. Em todo o caso, a persistência de várias lacunas neste domínio – também observadas nas crises económico-sociais anteriores – convidam-nos, pelo menos, a alertar para elas. Registo apenas três, por ora: a informação regular sobre a situação social; a universalização da Rede Social; e a coordenação nacional das intervenções sociais.

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Mário Murteira, falecido há poucos anos, era doutorado pelo hoje designado Instituto Superior de Economia e Gestão, e professor catedrático do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa; distinguiu-se como notável economista na segunda metade do século passado. Muito próximo do padre Manuel Antunes e integrado na corrente dos «católicos progressistas», que nunca exibiu, foi um verdadeiro economista social, no sentido mais amplo e exigente, com boa fundamentação filosófica e humanista.

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Relatório divulgado hoje

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A Rússia tem recorrido a “práticas enganosas, coercivas e exploradoras para recrutar cidadãos estrangeiros para as suas forças armadas e enviá-los para combater na Ucrânia”, afirmou a Amnistia Internacional num relatório publicado hoje, dia 10 de setembro. No comunicado enviado à redação do 7MARGENS a organização adianta que tais práticas constituem, em muitos casos, “uma violação dos direitos humanos e um crime de tráfico de seres humanos”.

Deus morreu em Auschwitz?

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Muitos filósofos e teólogos questionaram-se sobre a possibilidade de continuar a falar de Deus após a catástrofe do holocausto. A tragédia humana de tal genocídio foi tão avassaladora que se tornava intolerável pensar em Deus dentro dos parâmetros que as tradições religiosas e filosóficas nos legaram. O silêncio de Deus fora demasiado impressionante (e comprometedor) para passar despercebido sem beliscar a imagem que dele temos. [Texto de Jorge Paulo].

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