AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Não sei escrever sobre a saudade

Não sei escrever sobre a saudade

Certa vez propuseram-me escrever sobre a saudade. Quem me lê nestas páginas já se deve ter apercebido de duas coisas: a primeira delas, é que não escrevo sobre temas virais, ou seja, não escrevo sobre os “bafões” da atualidade. Preconceitos à parte, o motivo é simples, não me apetece escrever sobre aquilo que as pessoas estão fartas de ler na semana em questão. A segunda delas, é que não escrevo sobre abstrações. Pelo que não saberia escrever sobre a saudade. A saudade é uma abstração. [Texto de Ana Sofia Brito].

Não sei escrever sobre a saudade

Rádio Solar deixou de brilhar

A Rádio Solar fechou. Agora, na emissora 94FM escutamos o plágio das rádios nacionais comerciais. Independentemente do laço afetivo que eu tinha com a Solar. Independentemente da Solar ter sido a minha escola. Independentemente da Solar ser a casa onde pude sonhar e realizar sonhos. [Texto de Ana Sofia Brito].

Não sei escrever sobre a saudade

Artur e a felicidade

O Artur olhou para o iate e sonhou alto. Sonhar alto tem tanto de cenoura à frente do burro como de absurdo. Sonho e imaginação serão a mesma coisa?
É importante dizer que o Artur é um rapaz de apenas 18 anos, detesta a escola (e por isso desistiu dela tão cedo). Ama a pesca e percebe do mar, dos barcos e dos peixes. [Texto de Ana Sofia Brito]

Não sei escrever sobre a saudade

Coitado de quem não sabe senão gritar

Eu até nem queria voltar a falar de ratazanas aqui nestas crónicas; mas, vocês já se aperceberam da fraqueza dos que gritam? Tenho-lhes demasiada pena para conseguir ignorar. O grito, na literalidade, não vale absolutamente nada. O grito é daquelas coisas que só engrandece na metáfora. Grito como explosão de afinidade, empatia, criatividade, arte, abraço. Esse é o grito que vale a pena. O grito metafórico é o oposto do literal. [Texto de Ana Sofia Brito].

Não sei escrever sobre a saudade

Eu e o psiquiatra

Acordei como acordo sempre. Perdida no espaço. Até que ao fim de dez longos segundos reconheço o meu quarto. O despertador tocou cinco vezes, às quais não obedeci por incapacidade física, pesa-me o corpo todo, chega a ser dor. A dor passa ao fim de cinco minutos. Pego no caderno que está debaixo da almofada, a caneta, anoto o sonho.

Não sei escrever sobre a saudade

Volodymyr

Fazia calor. O suor, em gotas espessas, deslizava-lhe trémulo pela testa, nuca e fontes. O pescoço molhado pedia socorro. Desculpe, senhor, perdoe-me, dizia ele. Não podemos continuar com o seu serviço, respondeu o homem. Prometo, senhor, não voltar a fazê-lo, insistiu. Ouvi a conversa sem querer. Fiquei confusa. O melhor empregado da empresa – melhor no verdadeiro sentido da palavra. Humano e prático – acabara de ser despedido.

Não sei escrever sobre a saudade

A Sophia chamá-las-ia de pessoas sensíveis

Os aeroportos são verdadeiras casas do terror. Multidões com olhos de zombie cruzam-se esbaforidas, a fazer lembrar carreiros de formigas. Os ecrãs, pendurados por todo o lado, dão ordens à gente. [O texto de Ana Sofia Brito]

Dançando entre gente e palavras

Dançando entre gente e palavras

Ana Sofia Brito, colaboradora do 7MARGENS, depois do Em Breve, Meu Amor e do Homem do Trator (poesia em 2ª edição), publicou no ido mês de abril o seu terceiro livro A Menina Dança em Dezembro. Sublinhe-se que os dois primeiros foram...

Não sei escrever sobre a saudade

Não sei escrever sobre a saudade

Certa vez propuseram-me escrever sobre a saudade. Quem me lê nestas páginas já se deve ter apercebido de duas coisas: a primeira delas, é que não escrevo sobre temas virais, ou seja, não escrevo sobre os “bafões” da atualidade. Preconceitos à parte, o motivo é simples, não me apetece escrever sobre aquilo que as pessoas estão fartas de ler na semana em questão. A segunda delas, é que não escrevo sobre abstrações. Pelo que não saberia escrever sobre a saudade. A saudade é uma abstração. [Texto de Ana Sofia Brito].

Não sei escrever sobre a saudade

Rádio Solar deixou de brilhar

A Rádio Solar fechou. Agora, na emissora 94FM escutamos o plágio das rádios nacionais comerciais. Independentemente do laço afetivo que eu tinha com a Solar. Independentemente da Solar ter sido a minha escola. Independentemente da Solar ser a casa onde pude sonhar e realizar sonhos. [Texto de Ana Sofia Brito].

Não sei escrever sobre a saudade

Artur e a felicidade

O Artur olhou para o iate e sonhou alto. Sonhar alto tem tanto de cenoura à frente do burro como de absurdo. Sonho e imaginação serão a mesma coisa?
É importante dizer que o Artur é um rapaz de apenas 18 anos, detesta a escola (e por isso desistiu dela tão cedo). Ama a pesca e percebe do mar, dos barcos e dos peixes. [Texto de Ana Sofia Brito]

Não sei escrever sobre a saudade

Coitado de quem não sabe senão gritar

Eu até nem queria voltar a falar de ratazanas aqui nestas crónicas; mas, vocês já se aperceberam da fraqueza dos que gritam? Tenho-lhes demasiada pena para conseguir ignorar. O grito, na literalidade, não vale absolutamente nada. O grito é daquelas coisas que só engrandece na metáfora. Grito como explosão de afinidade, empatia, criatividade, arte, abraço. Esse é o grito que vale a pena. O grito metafórico é o oposto do literal. [Texto de Ana Sofia Brito].

Não sei escrever sobre a saudade

Eu e o psiquiatra

Acordei como acordo sempre. Perdida no espaço. Até que ao fim de dez longos segundos reconheço o meu quarto. O despertador tocou cinco vezes, às quais não obedeci por incapacidade física, pesa-me o corpo todo, chega a ser dor. A dor passa ao fim de cinco minutos. Pego no caderno que está debaixo da almofada, a caneta, anoto o sonho.

Não sei escrever sobre a saudade

Volodymyr

Fazia calor. O suor, em gotas espessas, deslizava-lhe trémulo pela testa, nuca e fontes. O pescoço molhado pedia socorro. Desculpe, senhor, perdoe-me, dizia ele. Não podemos continuar com o seu serviço, respondeu o homem. Prometo, senhor, não voltar a fazê-lo, insistiu. Ouvi a conversa sem querer. Fiquei confusa. O melhor empregado da empresa – melhor no verdadeiro sentido da palavra. Humano e prático – acabara de ser despedido.

Não sei escrever sobre a saudade

A Sophia chamá-las-ia de pessoas sensíveis

Os aeroportos são verdadeiras casas do terror. Multidões com olhos de zombie cruzam-se esbaforidas, a fazer lembrar carreiros de formigas. Os ecrãs, pendurados por todo o lado, dão ordens à gente. [O texto de Ana Sofia Brito]

Dançando entre gente e palavras

Dançando entre gente e palavras

Ana Sofia Brito, colaboradora do 7MARGENS, depois do Em Breve, Meu Amor e do Homem do Trator (poesia em 2ª edição), publicou no ido mês de abril o seu terceiro livro A Menina Dança em Dezembro. Sublinhe-se que os dois primeiros foram...

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado

Diocese de Portalegre – Castelo Branco

“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado novidade

No fim do processo, “nem um centímetro” da Diocese de Portalegre – Castelo Branco deve “ficar sem ser coberto por um conselho pastoral paroquial” (ou interparoquial se necessário e conveniente). Foi o desafio do bispo Pedro Fernandes à diocese de que assumiu a tarefa de pastor ainda não há um ano. Esta é talvez a melhor síntese do que foi a “Assembleia Diocesana”, no dia 6 de outubro, em Ponte de Sor, a que várias centenas de pessoas responderam participando de um modo ativo.

Guerras e mudanças de regime

[Entre Margens]

Guerras e mudanças de regime novidade

Já muitos se terão esquecido, ao acompanhar a trágica e intrincada evolução da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, que, no seu início, essa guerra foi apresentada como tendo por objetivo primacial o de derrubar um regime ditatorial e opressor, que há pouco tempo havia reprimido de forma violenta e mortífera a contestação de largas canadas da população sedentas de uma liberdade que essa guerra lhes haveria de proporcionar. [Texto de Pedro Vaz Patto].

Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal

EUA

Arquidiocese no Missouri leva práticas do ICE a tribunal

A arquidiocese de St. Louis, no Missouri (EUA), intentou uma ação contra o Governo federal por ver os seus padres impedidos de distribuir a comunhão e ouvir em confissão os detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, no acrónimo em inglês) internados no Centro de Detenção do Condado de Ste. Genevieve.

“Depressa passas de bestial a besta”

[Lugar (in)comum]

“Depressa passas de bestial a besta”

“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.