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Artigos de Acácio F. Catarino
“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

O posicionamento da Igreja, no lado da oferta de serviços e não tanto da procura, dificultou-lhe a aceitação do Estado social que, até certo ponto, foi considerado seu competidor; ao mesmo tempo, deu origem a que fosse descurado o desenvolvimento e a qualificação dos grupos paroquiais de ação social, em contraste com a importância atribuída aos centros sociais paroquiais, às santas casas da misericórdia e a outras instituições.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Re-samaritanização” na “Fratelli Tutti”

O Papa Francisco entendeu por bem dedicar o segundo capítulo da encíclica Fratelli Tutti (FT) à parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37). E a maneira como aborda o tema permite-nos falar de “re-samaritanização”, por dois motivos: primeiro, porque vem recordar que este modelo tão antigo de caridade e de ação-intervenção social mantém plena atualidade; e, em segundo lugar, porque interpreta a parábola de maneira diferente da mais comum e tradicional.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Evangélico, o rendimento básico universal?

Na perspetiva socioeconómica, é particularmente oportuna, sobretudo em situações de crise, a parábola dos trabalhadores da vinha que auferiram salário igual (Mt. 20, 1-16), independentemente da duração do seu trabalho. Se considerarmos não só o proprietário e os trabalhadores da parábola, mas toda a economia, a sociedade e o Estado de um país, faz sentido relacionarmo-la com o “rendimento básico universal” (RBU) condigno para cada um dos habitantes.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Fratelli tutti”: dois caminhos

1. O 7MARGENS já publicou alguns artigos valiosos que sumariam e comentam a encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. Nesta breve reflexão, vou concentrar-me em dois caminhos possíveis para a respetiva sequência: um deles consiste na consagração; e o outro na ação.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Pedro Casaldáliga e os novos caminhos para o Brasil (e não só)

Sublinho a importância dos artigos publicados no 7MARGENS, a propósito do falecimento de D. Pedro Casaldáliga. E, a propósito, pareceu-me oportuno lembrar umas férias pessoais de 1968, transformadas em missão ao Nordeste brasileiro no âmbito da Ação Católica Rural (ACR).

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Lares de idosos perante omissões de fundo

Face à agitação provocada pelas infeções covid-19 e pelas respetivas mortes em lares de idosos, ou “estruturas residenciais para pessoas idosas”, torna-se imperiosa a assunção das nossas responsabilidades coletivas. Para não alongar o texto, limito-me, por ora, a elencar três omissões graves, que são fundamentais e comuns a outros problemas.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Plano de recuperação… Também social?

Deste modo, corre-se o risco de persistir a subalternidade dos problemas e dinamismos sociais perante a força da economia. Talvez se atenuasse, ou infletisse, a subalternidade se fosse cumprida a Constituição da República no articulado relativo aos planos de desenvolvimento económico e social (artºs. 90º.-91º.); e, melhor ainda, se fosse promovido o desenvolvimento local, a partir da freguesia e do protagonismo de cada pessoa e instituição.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Plano de recuperação sem recuperação do plano?

Os planos de desenvolvimento económico e social, previstos nos artºs. 90º.-91º. da Constituição da República, nunca se efetivaram, embora sejam aprovadas anualmente as grandes opções… do plano…  No I Governo constitucional, a prof. Manuela Silva, na qualidade de Secretária de Estado responsável  pelo planeamento, elaborou, com a sua equipa, um projeto de plano, mas não conseguiu a necessária aprovação.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

O posicionamento da Igreja, no lado da oferta de serviços e não tanto da procura, dificultou-lhe a aceitação do Estado social que, até certo ponto, foi considerado seu competidor; ao mesmo tempo, deu origem a que fosse descurado o desenvolvimento e a qualificação dos grupos paroquiais de ação social, em contraste com a importância atribuída aos centros sociais paroquiais, às santas casas da misericórdia e a outras instituições.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Re-samaritanização” na “Fratelli Tutti”

O Papa Francisco entendeu por bem dedicar o segundo capítulo da encíclica Fratelli Tutti (FT) à parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 25-37). E a maneira como aborda o tema permite-nos falar de “re-samaritanização”, por dois motivos: primeiro, porque vem recordar que este modelo tão antigo de caridade e de ação-intervenção social mantém plena atualidade; e, em segundo lugar, porque interpreta a parábola de maneira diferente da mais comum e tradicional.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Evangélico, o rendimento básico universal?

Na perspetiva socioeconómica, é particularmente oportuna, sobretudo em situações de crise, a parábola dos trabalhadores da vinha que auferiram salário igual (Mt. 20, 1-16), independentemente da duração do seu trabalho. Se considerarmos não só o proprietário e os trabalhadores da parábola, mas toda a economia, a sociedade e o Estado de um país, faz sentido relacionarmo-la com o “rendimento básico universal” (RBU) condigno para cada um dos habitantes.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

“Fratelli tutti”: dois caminhos

1. O 7MARGENS já publicou alguns artigos valiosos que sumariam e comentam a encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco. Nesta breve reflexão, vou concentrar-me em dois caminhos possíveis para a respetiva sequência: um deles consiste na consagração; e o outro na ação.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Pedro Casaldáliga e os novos caminhos para o Brasil (e não só)

Sublinho a importância dos artigos publicados no 7MARGENS, a propósito do falecimento de D. Pedro Casaldáliga. E, a propósito, pareceu-me oportuno lembrar umas férias pessoais de 1968, transformadas em missão ao Nordeste brasileiro no âmbito da Ação Católica Rural (ACR).

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Lares de idosos perante omissões de fundo

Face à agitação provocada pelas infeções covid-19 e pelas respetivas mortes em lares de idosos, ou “estruturas residenciais para pessoas idosas”, torna-se imperiosa a assunção das nossas responsabilidades coletivas. Para não alongar o texto, limito-me, por ora, a elencar três omissões graves, que são fundamentais e comuns a outros problemas.

“Des-samaritanização”, em processo dialético?

Plano de recuperação… Também social?

Deste modo, corre-se o risco de persistir a subalternidade dos problemas e dinamismos sociais perante a força da economia. Talvez se atenuasse, ou infletisse, a subalternidade se fosse cumprida a Constituição da República no articulado relativo aos planos de desenvolvimento económico e social (artºs. 90º.-91º.); e, melhor ainda, se fosse promovido o desenvolvimento local, a partir da freguesia e do protagonismo de cada pessoa e instituição.

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Plano de recuperação sem recuperação do plano?

Os planos de desenvolvimento económico e social, previstos nos artºs. 90º.-91º. da Constituição da República, nunca se efetivaram, embora sejam aprovadas anualmente as grandes opções… do plano…  No I Governo constitucional, a prof. Manuela Silva, na qualidade de Secretária de Estado responsável  pelo planeamento, elaborou, com a sua equipa, um projeto de plano, mas não conseguiu a necessária aprovação.

Últimas Notícias

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Vinte e cinco anos depois

7Partidas

Vinte e cinco anos depois novidade

Em 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].

Rússia acusada de enviar à força cidadãos estrangeiros para combater na Ucrânia

Relatório divulgado hoje

Rússia acusada de enviar à força cidadãos estrangeiros para combater na Ucrânia novidade

A Rússia tem recorrido a “práticas enganosas, coercivas e exploradoras para recrutar cidadãos estrangeiros para as suas forças armadas e enviá-los para combater na Ucrânia”, afirmou a Amnistia Internacional num relatório publicado hoje, dia 10 de setembro. No comunicado enviado à redação do 7MARGENS a organização adianta que tais práticas constituem, em muitos casos, “uma violação dos direitos humanos e um crime de tráfico de seres humanos”.

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