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Artigos de António Marujo, no Vaticano
Papa quer Igreja a olhar para a humanidade, respeitando diferenças e “sem batalhas ideológicas”

Participantes instados ao silêncio com jornalistas

Papa quer Igreja a olhar para a humanidade, respeitando diferenças e “sem batalhas ideológicas”

O Papa Francisco quer uma Igreja centrada em Deus e que olhe, “com misericórdia, para a humanidade”, não se preocupando com qualquer lógica “parlamentar” ou de “estratégias humanas, cálculos políticos ou batalhas ideológicas”. Por duas vezes – na homilia da missa da manhã e no discurso de abertura da assembleia sinodal, à tarde – o Papa insistiu na necessidade de respeitar as diferenças, caminhar juntos e fazer um exercício que dê “prioridade à escuta”.

É possível a sinodalidade quando se perdeu a confiança? E a sinodalidade é um erro?

Assembleia começa no Vaticano

É possível a sinodalidade quando se perdeu a confiança? E a sinodalidade é um erro?

Perante uma centena e meia de outros jovens, Sara Paci, francesa de 20 anos, tem uma pergunta simples: “É possível a sinodalidade quando se perdeu a confiança?” Quatro dias depois, a pouca distância daquele local, outra centena e meia de pessoas, na maioria mais velhas, reúne-se para uma sessão em que o Sínodo que nesta quarta-feira, 4, se inicia em Roma e o Papa Francisco são o alvo das críticas.

Como o “Cântico das Criaturas” se colou ao corpo de João e foi da rua de Assis no século XIII para a Praça de São Pedro

O português que cantou na vigília ecuménica

Como o “Cântico das Criaturas” se colou ao corpo de João e foi da rua de Assis no século XIII para a Praça de São Pedro

O Cântico das Criaturas está-lhe “colado ao corpo”. Pelo facto de ter sido composto por Francisco de Assis no dialecto local da Umbria, o poema é claramente um “cântico da rua”. E quando João Maria Carvalho se viu sozinho a cantá-lo na Praça de São Pedro, perdeu a noção do espaço: entre o seu quarto em Benfica (Lisboa) e a praça, com o Papa Francisco e outros 19 líderes cristãos a assistir, “a diferença é quase nenhuma”.

Um rio de diferenças inundou a Praça de São Pedro com desejos de unidade e paz

“Together” juntou 30 mil no Vaticano

Um rio de diferenças inundou a Praça de São Pedro com desejos de unidade e paz

Refugiados, pessoas vulneráveis, freiras, jovens e participantes no Sínodo católico que na próxima semana se inicia em Roma, abriram um rio em plena Praça de São Pedro, no Vaticano. Na enxurrada provocada pelo rio, a sua água levava desejos de paz e unidade entre toda a família humana, compromissos pelo acolhimento da diversidade, apelos a quebrar fronteiras, desejos do fim das guerras.

Evangélicos pela primeira vez em São Pedro e um jovem português a cantar sozinho

Encontro Together/Juntos

Evangélicos pela primeira vez em São Pedro e um jovem português a cantar sozinho

Vários jovens evangélicos e protestantes, entre pessoas de diferentes proveniências religiosas, estarão pela primeira vez na Praça de São Pedro, no Vaticano, quando na tarde deste sábado umas 20 mil pessoas, sobretudo jovens, se juntarem ao Papa para a vigília de oração ecuménica que irá rezar pelos frutos do sínodo que se inicia formalmente na próxima quarta-feira.

As preocupações dos cardeais num colégio cada vez mais internacional

A guerra no Sudão, o bloqueio em Madrid

As preocupações dos cardeais num colégio cada vez mais internacional

O que tem em comum a preocupação do arcebispo católico de Madrid (Espanha) com a crise política no seu país e a do arcebispo de Juba (Sudão do Sul), com o eventual contágio da guerra no Sudão para outros países do Nordeste de África? Ambos serão formalmente investidos neste sábado como novos cardeais e ambos reflectem as preocupações do Papa Francisco com a intervenção social e política dos cristãos. No caso do sul-sudanês, ele reflecte ainda a cada vez maior internacionalização do Colégio de Cardeais.

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[Entre Margens]

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Muitos filósofos e teólogos questionaram-se sobre a possibilidade de continuar a falar de Deus após a catástrofe do holocausto. A tragédia humana de tal genocídio foi tão avassaladora que se tornava intolerável pensar em Deus dentro dos parâmetros que as tradições religiosas e filosóficas nos legaram. O silêncio de Deus fora demasiado impressionante (e comprometedor) para passar despercebido sem beliscar a imagem que dele temos. [Texto de Jorge Paulo].

Relatórios propõem leigos nas visitas ad limina e cuidado na aprovação de novos movimentos eclesiais

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