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Artigos de Maria Eugénia Abrunhosa
Inquisição em Portugal: Quatro processos em nome da fé

Inquisição em Portugal: Quatro processos em nome da fé

Em meados do séc. XVI, Portugal abria-se a uma “medievalidade retardatária e subdesenvolvida em relação à da Europa avançada dessa época” (3). Quatro histórias de portugueses perseguidos pela Inquisição, de cuja extinção em Portugal se celebraram, a 5 de Abril, os 200 anos.

Inquisição em Portugal: Erasmo entre a Contra-Reforma e a Reforma

Inquisição em Portugal: Erasmo entre a Contra-Reforma e a Reforma

A presença dos judeus na Península Ibérica é muito antiga, sendo impreciso o momento em que eles aqui se estabeleceram. A certeza é que os judeus sefarditas desempenharam “notável papel” na sociedade medieval peninsular: “é a Idade de Ouro do Judaísmo na Diáspora”. Com a invasão árabe, os judeus viveram em plena liberdade de culto e incrementaram um grande desenvolvimento económico com o Oriente.

Guerra Junqueiro: Peregrino em contínuo desenraizamento

Guerra Junqueiro: Peregrino em contínuo desenraizamento

Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada-à-Cinta (Bragança, Trás-os-Montes), de uma família abastada. Matriculou-se em Coimbra na Faculdade de Teologia; dois anos depois mudou para a Faculdade de Direito. Pertenceu à Geração de 70, denominação do grupo de intelectuais que, na década de 1870, quiseram renovar a cultura portuguesa, na fase decadente do Romantismo.

“Menina e Moça”, os judeus sefarditas e a emanação feminina de Deus

“Menina e Moça”, os judeus sefarditas e a emanação feminina de Deus

Gritos de espanto e assombro do poeta judeu português, Samuel Usque, face à perseguição e tragédia do seu povo. Dor que transcende o Universo. Atracou em Sepharad – nome judaico dado à Península Ibérica – nos séculos II ou III, numerosa comunidade judaica que aqui se estabeleceu: artesãos, cientistas, comerciantes, escritores, filósofos, juristas, médicos, frequentadores das cortes e conselheiros de reis.

“Portugueses no Holocausto”: o “descarinho” que acabou em Auschwitz

“Portugueses no Holocausto”: o “descarinho” que acabou em Auschwitz

A autora dedica a obra “Portugueses no Holocausto” a “todos os portugueses expulsos pela Inquisição e que se refugiaram em Amesterdão, Istambul e Salónica. Acreditaram que eram portugueses, mas Portugal não os reconheceu como tal. No momento em que precisavam desesperadamente da nacionalidade portuguesa, esta foi-lhes negada.

Bonhoeffer, teólogo e resistente ao nazismo

Bonhoeffer, teólogo e resistente ao nazismo

O autor desta obra, escritor e historiador italiano, descreve pormenorizadamente o processo espiritual de um homem religioso do luteranismo alemão, Dietrich Bonhoeffer (1906-1945). Viveu na trágica situação da Europa antes da II Guerra Mundial, a ascensão do nazismo e do racismo anti-semita que colocou como objectivo final o extermínio total dos judeus: cerca de seis milhões de judeus foram massacrados; ciganos sinti e rom – entre 250 a 500 mil, além de muitos milhares de outros homens e mulheres.

Rosa Luxemburg: revolucionária, pacifista, um ser humano total

Rosa Luxemburg: revolucionária, pacifista, um ser humano total

O nome desta mulher foi desde a sua morte, em 1919, utilizado por diversos sectores da sociedade de diferentes modos: sanguinária, sectária, comunista, esquerdista, marxista-leninista, anarquista, ecologista, feminista… afinal, quem foi verdadeiramente Rosa Luxemburg?

A nuvem do não-saber: “Quanto mais o leres, melhor o compreenderás”

A nuvem do não-saber: “Quanto mais o leres, melhor o compreenderás”

No Prólogo, o Autor anónimo desta obra enumera quem não deve ler o livro: “os bajuladores, os tagarelas carnais, os linguareiros, os detractores, os que espalham boatos, e toda a espécie de críticos e de curiosos”. Exceptuam-se “os activos (…) tocados pelo espírito de Deus”.

Inquisição em Portugal: Quatro processos em nome da fé

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Em meados do séc. XVI, Portugal abria-se a uma “medievalidade retardatária e subdesenvolvida em relação à da Europa avançada dessa época” (3). Quatro histórias de portugueses perseguidos pela Inquisição, de cuja extinção em Portugal se celebraram, a 5 de Abril, os 200 anos.

Inquisição em Portugal: Erasmo entre a Contra-Reforma e a Reforma

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A presença dos judeus na Península Ibérica é muito antiga, sendo impreciso o momento em que eles aqui se estabeleceram. A certeza é que os judeus sefarditas desempenharam “notável papel” na sociedade medieval peninsular: “é a Idade de Ouro do Judaísmo na Diáspora”. Com a invasão árabe, os judeus viveram em plena liberdade de culto e incrementaram um grande desenvolvimento económico com o Oriente.

Guerra Junqueiro: Peregrino em contínuo desenraizamento

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Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada-à-Cinta (Bragança, Trás-os-Montes), de uma família abastada. Matriculou-se em Coimbra na Faculdade de Teologia; dois anos depois mudou para a Faculdade de Direito. Pertenceu à Geração de 70, denominação do grupo de intelectuais que, na década de 1870, quiseram renovar a cultura portuguesa, na fase decadente do Romantismo.

“Menina e Moça”, os judeus sefarditas e a emanação feminina de Deus

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Gritos de espanto e assombro do poeta judeu português, Samuel Usque, face à perseguição e tragédia do seu povo. Dor que transcende o Universo. Atracou em Sepharad – nome judaico dado à Península Ibérica – nos séculos II ou III, numerosa comunidade judaica que aqui se estabeleceu: artesãos, cientistas, comerciantes, escritores, filósofos, juristas, médicos, frequentadores das cortes e conselheiros de reis.

“Portugueses no Holocausto”: o “descarinho” que acabou em Auschwitz

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A autora dedica a obra “Portugueses no Holocausto” a “todos os portugueses expulsos pela Inquisição e que se refugiaram em Amesterdão, Istambul e Salónica. Acreditaram que eram portugueses, mas Portugal não os reconheceu como tal. No momento em que precisavam desesperadamente da nacionalidade portuguesa, esta foi-lhes negada.

Bonhoeffer, teólogo e resistente ao nazismo

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O autor desta obra, escritor e historiador italiano, descreve pormenorizadamente o processo espiritual de um homem religioso do luteranismo alemão, Dietrich Bonhoeffer (1906-1945). Viveu na trágica situação da Europa antes da II Guerra Mundial, a ascensão do nazismo e do racismo anti-semita que colocou como objectivo final o extermínio total dos judeus: cerca de seis milhões de judeus foram massacrados; ciganos sinti e rom – entre 250 a 500 mil, além de muitos milhares de outros homens e mulheres.

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O nome desta mulher foi desde a sua morte, em 1919, utilizado por diversos sectores da sociedade de diferentes modos: sanguinária, sectária, comunista, esquerdista, marxista-leninista, anarquista, ecologista, feminista… afinal, quem foi verdadeiramente Rosa Luxemburg?

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No Prólogo, o Autor anónimo desta obra enumera quem não deve ler o livro: “os bajuladores, os tagarelas carnais, os linguareiros, os detractores, os que espalham boatos, e toda a espécie de críticos e de curiosos”. Exceptuam-se “os activos (…) tocados pelo espírito de Deus”.

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